Um cartaz em frente ao complexo foi fixado no período da manhã, informando a suspensão das visitas. A dona de casa Andressa Silva reclamou da demora para o aviso e da falta de explicações. “Sexta-feira eu liguei e disseram que eu poderia visitar, que o meu marido estava aí. Agora chego aqui e está esse papel no portão”, diz.
Alguns parentes de detentos vieram de outras cidades e dormiram em frente a unidade até o horário da visita. Segundo a corretora de imóveis Rute Ferreira, outra reinivinidcação era a permissão para deixar as sacolas com alimentos. “As mulheres chegam aqui e são pegas de surpresa, são mulheres que trabalham, elas têm dificuldades para trazer essas comidas. É muito sofrimento”, conta.
A suspensão acontece após um agente penitenciário ter sido baleado ao estacionar em frente à própria casa na quinta-feira (9), no Jardim Adelaide, em Hortolândia (SP). A vítima tem 48 anos e está hospitalizada em Sumaré, após ser baleado nas costas. Para a doméstica Vanessa Marttiolli, o crime não deveria afetar a rotina de visitas. “O que mais nos incomoda é saber que o crime não aconteceu dentro do CDP, o crime aconteceu na rua e os presos estão pagando”, diz.
| Familiares fecham rua em protesto pela suspensão de visitas no CDP (Foto: Reprodução/EPTV) |
As ruas ficaram bloqueadas pelas famílias dos detentos e alguns carros tiveram que retornar. Ônibus do transporte público ficaram parados e a linha sofreu atrasos. A cuidadora de idosos Margarida Pedreira reclamou do bloqueio na via. “Estou indo para o serviço, acho errado porque nós no ônibus não temos culpa de nada”, afirmou.
A técnica em enfermagem Selma Vasconcellos voltava do trabalho e não conseguia chegar em casa. “Eu acho um absurdo, porque a gente está vindo do trabalho e não tem nada a ver com isso. Eu quero ir para casa”, diz.
A suspensão das visitas segue até o domingo (12), somente na unidade de Campinas. Nos outros centros, o procedimento continua normalmente.
Via G1 Campinas

0 comentários:
Postar um comentário