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terça-feira, 24 de junho de 2014

Mundial 2014: FIFA vai investigar alegada dentada de Luis Suárez

Responsáveis da FIFA estão a investigar as queixas do defesa italiano Giorgio Chiellini, que diz ter sido mordido pelo avançado uruguaio Luis Suárez durante o jogo de hoje do Mundial 2014.

"Estamos à espera do relatório do jogo e vamos reunir todos os elementos necessários para avaliar o assunto", disse uma porta-voz da FIFA, Delia Fischer, citada pela AFP.

“Ele (Luis Suárez) mordeu-me, é claro, ainda tenho a marca. O árbitro deveria ter apitado e ter-lhe mostrado o cartão vermelho, igualmente porque ele simulou”, disse o Giorgio Chiellini após o decisivo encontro do Grupo D que os uruguaios ganharam, por 1-0, eliminando a Itália do Mundial 2014.

A jogada aconteceu a 10 minutos do final, quando os jogadores se envolveram na área transalpina. Luis Suárez teria mordido o italiano, que reagiu de imediato, tentando acertar no jogador do Liverpool com o cotovelo.

Depois de ambos ficarem algum tempo no chão, o jogador da Juventus levantou-se e tentou mostrar ao árbitro, o mexicano Marco Rodriguez, a marca da alegada mordidela de Suárez.

O avançado dos “reds”, que vai receber a “Bola de Ouro” de 2013/14 – juntamente com o português Cristiano Ronaldo –, já foi alvo de várias penas pesadas, incluindo uma por ter mordido ao sérvio Branislav Ivanovic, jogador do Chelsea.

Então, em abril de 2013, a Associação Inglesa de Futebol (FA) puniu Luis Suárez com 10 jogos de castigo e o uruguaio nem sequer recorreu.

Foi a segunda vez que o uruguaio foi penalizado por uma dentada: a primeira aconteceu em novembro de 2010, sendo penalizado por sete jogos, quando atuava no Ajax, ao morder Otman Bakkal, do PSV Eindhoven, no ombro.

Em 2011, já em Inglaterra, o avançado uruguaio foi suspenso por oito jogos, por palavras racistas para com o francês Patrice Evra, do Manchester United.




domingo, 1 de junho de 2014

Black blocs prometem caos na Copa com ajuda do PCC

Os black blocs que executaram as ações de grande repercussão do ano passado continuam fora do radar da polícia, e prometem transformar a Copa do Mundo "num caos". Para isso, alguns deles esperam que o Primeiro Comando da Capital (PCC), a organização que domina os presídios paulistas e emite ordens para criminosos soltos, também entre em campo. Não se trata de uma parceria, mas de uma soma de esforços.


Com o compromisso de não identificá-los, a reportagem ouviu 16 desses black blocs, em seis encontros, na última semana. À diferença dos adolescentes que os imitaram em depredações, e que acabaram arrolados em um inquérito do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), eles são adultos, seguem tática desenvolvida há décadas na Europa e nos Estados Unidos, não têm página no Facebook nem querem aparecer.

Dos 20 que formam o núcleo da rede, apenas um foi fichado, porque foi detido em uma manifestação. Movem-se na sombra do anonimato, articulam-se nacionalmente, e nunca haviam dado entrevista antes. Preocupados com sua imagem perante a opinião pública, decidiram falar, pela primeira vez. "Vamos estourar de novo agora", promete o mais veterano deles, de 34 anos, formado em História na USP e com matrícula trancada no curso de Psicologia.

"A gente vai devolver o troco na moeda que o Estado impõe", ameaça o ativista, que trabalha para um hospital público de São Paulo. "O caos que o Estado tem colocado na periferia, por meio da violência policial, na saúde pública, com pessoas morrendo nos hospitais, na falta de educação, na falta de dignidade no transporte, na vida humana, é o caos que a gente pretende devolver de troco para o Estado. E não na forma violenta como ele nos apresenta. Mas vamos instalar o caos, sim. Esse é um recado para o Estado."

"A gente tem certeza de que o crime organizado, o PCC, vai causar o caos na Copa, e a gente vai puxar para o outro lado", continua o veterano. "Não temos aliança nem somos contra o PCC. Só que eles têm poder de fogo muito maior do que o MPL (Movimento Passe Livre, que iniciou as manifestações, há um ano, com ajuda dos black blocs). Pararam São Paulo", acrescentou, lembrando as ações do PCC na década passada.




As informações são do jornalO Estado de S. Paulo.