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terça-feira, 28 de julho de 2015

Vendas caem 4,72% no setor de supermercados, diz associação

Comerciante entrega troco para consumidora que compra cebolas em feira de São Paulo

As vendas do setor de supermercados caíram 4,72% em valores reais em junho na comparação com maio e 3,04% na comparação com junho do ano passado.

No acumulado do ano, não houve variação nas vendas, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado hoje (28), na capital paulista.
A cesta de 35 produtos de largo uso, analisada pela entidade registrou elevação de 1,19% com o preço passando de R$ 406,20 em maio para R$ 411,03 junho.
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Os itens que apresentaram maiores elevações nos preços foram cebola (16,72%), batata (8,99%), sabão em pó (4,42%) e xampu (4,12%).

No sentido contrário, estão relacionados tomate (-12,79%), biscoito cream cracker (-4,44%), massa sêmola espaguete (-1,47%) e desinfetante (-0,98%).

Todas as regiões tiveram alta na cesta, com a Norte liderando a lista (2,54%) atingindo o valor de R$ 463,35, seguida da Nordeste (1,91%), chegando a R$ 352,54, Sul (0,96%) e valor de R$ 448,70, Sudeste (0,44%), totalizando R$ 392,91 e Centro Oeste (013%), valendo R$ 390,12.

Segundo o vice-presidente da Abras, João Sanzovo, o resultado é reflexo do cenário de crise politica e econômica que gera falta de confiança do consumidor, além do aumento do desemprego, diminuição da massa salarial e da inflação em alta que causa perda do poder aquisitivo.
“Temos um cenário complicado dentro do qual podemos dizer que o setor está bem posicionado na comparação com outros setores”.
Na análise de Sanzovo, o setor está conseguindo manter alguma estabilidade, porque o consumidor está mudando alguns hábitos, como deixar de comer fora de casa.

“Isso implica em comprar mais nos supermercado, para abastecer a dispensa. Ao mesmo tempo em que restringe compras de outros bens, passa a comprar mais no supermercado para se satisfazer. Tem ainda uma tentativa muito forte do setor na busca de mais ofertas que criem clima positivo dentro das lojas, gere uma disposição maior para o consumo e segure os preços”.

A expectativa é a de que o setor apresente leve recuperação no segundo semestre, em função das festas de final de ano.
“Queremos que as vendas sejam pelo menos iguais, se possível superiores às do segundo semestre do ano passado. O que nos dá essa esperança é que, em momentos de crise, o consumidor se retrai e deixa de comprar outras coisas, e mantém o consumo de produtos básicos”.

Sanzovo ressaltou que se essa mudança de comportamento se confirmar, não haverá demissões no setor e a sazonalidade levará as lojas a contratarem mais funcionários para o período do final do ano.

Além disso, todos os investimentos previstos pelos lojistas estão mantidos para este ano.
“As marcas próprias também ganham força e o consumidor vai mudando de degraus conforme seu orçamento. Mas não são todos os supermercados que oferecem. Onde não achar marcas próprias o consumidor vai descendo a escada do preço médio até o preço baixo”.


Via Exame


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Após cinco quedas seguidas, confiança da indústria cresce, diz FGV

“Em relação ao momento presente, a indústria continua avaliando de forma extremamente desfavorável o ambiente de negócios. No âmbito das expectativas, o avanço do IE é bem vindo, mas de magnitude ainda insuficiente para ser identificado como uma reversão de tendência, após cinco quedas consecutivas” afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente Adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/IBRE, em nota.

A alta do indicador em julho atingiu 7 dos 14 principais segmentos e foi determinada pela melhora das expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice de Expectativas (IE) avançou 3,2%, após cinco quedas consecutivas.
 
O Índice da Situação Atual (ISA) ficou praticamente estável, ao recuar 0,1% em relação ao mês anterior, de 70,4 para 70,3 pontos, também o segundo menor nível da série, superando apenas o ICI de outubro de 1998 (67,3 pontos).
 
A principal contribuição negativa para a evolução do ISA partiu do indicador que mede o equilíbrio do nível de estoques na indústria. A proporção de empresas que avaliam o nível de estoques atual como excessivo aumentou de 17,2% para 18,7%; e a parcela de empresas que o consideram insuficiente diminuiu de 1,6% para 1,5%. A diferença de 17,2 pontos percentuais entre as opções extremas de resposta é a maior desde janeiro de 2009.
 
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) ficou estável entre junho e julho, em 78,2%, o menor patamar desde abril de 2009 (78,0%).

Via G1


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Inadimplência do consumidor tem alta de 16,4% no semestre

A inadimplência do consumidor cresceu 16,4% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com a empresa de consultoria Serasa Experian.
Esta foi a maior alta semestral desde 2012, quando o índice registrou crescimento de 19,1%.




Homem mostra cartões





Em junho, o indicador subiu 5,9% em relação a maio. Houve alta de 23,4% na comparação com junho de 2014.
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Segundo os economistas da Serasa, o crescimento significativo do número de consumidores que não pagou as contas em dia pode ser explicado pelas altas da inflação, das taxas de juros e do desemprego.


A inadimplência de cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadoras de serviços como telefonia, energia elétrica e água foi a principal responsável pela alta do indicador em junho, com aumento de 10,2%.


As dívidas com os bancos e os títulos protestados subiram 2,5% e 4,7%, respectivamente. Os cheques sem fundos apresentaram queda de 1,1%.
O valor médio das dívidas não bancárias apresentou alta de 24,6% no primeiro semestre do ano, na comparação com o mesmo período de 2014.


O valor médio dos cheques sem fundos e da inadimplência com os bancos cresceu 10,9% e 0,9%, respectivamente.




Via Exame


domingo, 31 de maio de 2015

Estímulo a crédito pode impedir que setor imobiliário quebre


O remanejamento de 22,5 bilhões de reais para o crédito imobiliário, anunciado na última quinta-feira (28) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é essencial para impedir que o setor entre em colapso em um momento de alta de juros e de restrições nos financiamentos habitacionais. A avaliação é de economistas e empresários do setor ouvidos pela Agência Brasil.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, disse que as medidas de estímulo mostram que o governo resolveu interferir para impedir que o setor imobiliário se retraia ainda mais depois de um primeiro trimestre de contração na economia. “O reforço no crédito imobiliário demonstra que o governo resolveu olhar para o setor. Até agora, não tínhamos sinal nenhum de ações do governo”.

Para recuperar a construção civil, no entanto, o governo diz que medidas adicionais são necessárias. “Imaginamos que isso seja só o começo de medidas que ponham o setor novamente nos trilhos. Além do setor imobiliário, é necessário estimular a construção pesada, o que deve vir com o anúncio das parcerias público-privadas, das novas concessões de infraestrutura e da terceira fase do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, acrescentou o empresário.

O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, aprovou o remanejamento do compulsório – parcela que os
bancos são obrigados a manter retida no Banco Central – para o crédito imobiliário. Apesar de a medida beneficiar um segmento da economia, ele considera o estímulo válido para impedir o agravamento da crise no mercado de imóveis.

“Na verdade, o governo favoreceu o crédito direcionado [destinado a setores específicos da economia] contra o crédito livre [para qualquer tomador de empréstimo]. Mesmo assim, a medida é importante para evitar que um setor importante da economia como o mercado imobiliário sofra ainda mais com a elevação da taxa Selic [juros básicos da economia] e estimule os investimentos”, disse.

O economista, no entanto, faz uma ressalva e entende que a retomada dos financiamentos habitacionais depende muito mais das expectativas em relação à economia do que ações isoladas. “As mudanças nas regras podem levar a resultados melhores no setor imobiliário. Pode porque não adianta oferecer crédito se o empresário não quiser investir na construção de imóveis porque a demanda está baixa”.

Diretora comercial do Banco Máxima, especializado em crédito imobiliário, Cláudia Martinez não considera o remanejamento do compulsório a medida mais importante para o setor. Para ela, a ampliação dos prazos mínimos da Letra de Crédito Imobiliário (LCI) de 60 para 90 dias ajudará a fornecer mais capital para instituições financeiras pequenas e médias em tempos de fuga de recursos da caderneta de poupança.

Segundo Cláudia, o alongamento nos prazos ajuda a evitar o uso das LCI como instrumento de especulação e vai canalizar recursos para os bancos concederem empréstimos imobiliários. “As LCI estão sendo cada vez acionadas como um instrumento importante para a manutenção do segmento imobiliário. Elas são uma alternativa à incapacidade do sistema financeiro de suprir a demanda do mercado e manter minimamente a economia em pé”.

As LCI são títulos privados que permitem aos bancos captar recursos para serem emprestados no crédito imobiliário sem recorrerem à poupança. A maior fonte de dinheiro para esse tipo de empréstimo vem da exigência de que 65% dos depósitos na poupança sejam aplicados em crédito imobiliário. No entanto, a caderneta enfrenta a fuga de recursos, com retirada líquida de R$ 29,9 bilhões de janeiro a abril.

A diminuição dos recursos da
poupança fez os bancos aumentar os juros dos financiamentos imobiliários. Além disso, a Caixa Econômica Federal, que concentra 70% do crédito imobiliário no país, diminuiu o limite para o financiamento de imóveis usados, restringindo ainda mais o mercado.


Via  EXAME


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Redução na previsão de consumo deixa energia mais barata


A redução na previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) até 2018 significará uma queda de demanda por energia elétrica equivalente a uma Usina Hidrelétrica de Santo Antônio a cada ano, calculou Reive Barros dos Santos, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Segundo Santos, o recuo dessas projeções resulta em queda da necessidade de investimento em expansão. Impactará também na redução de despesas das distribuidoras, em consequência da queda no valor do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) já na próxima semana.

O PLD é o preço que baliza as operações do mercado de curto prazo. Ele é definido com base no Custo Marginal de Operação (CMO), que é o custo de expansão. Ao final, o custo de expansão deve ser reduzido em R$ 160 por MWh em agosto.

A projeção de crescimento médio do PIB caiu de 4,4% para 3,5%. “Menos crescimento econômico significa também menos crescimento na demanda por energia”, explica Santos. A primeira Revisão Quadrimestral da Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2014–2018 projetava, para 2014, demanda de 65.917 MW médios no país. A segunda revisão, no entanto, estimou para o período, demanda de 64.710 MW médios, que representa 1.207 MW médios a menos do que a projeção anterior.

A estimativa da Aneel reduziu também as projeções de demanda do setor para os próximos quatro anos. Para 2015 a queda projetada será 1.648 MW médios; em 2016, 1.655 MW médios; em 2017, queda de 1.545 MW médios; e em 2018, 1.496 MW médios.



Voa Monitor Mercantil


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Crédito para veículos recua pelo 5º mês

Correio do Estado


O estoque de financiamentos para compra de veículos por pessoas físicas recuou em junho pelo quinto mês consecutivo. O saldo dessa linha caiu para R$ 186,5 bilhões em junho, menor valor em dois anos.

Para o Banco Central, o problema não é a falta de recursos, mas a demanda por empréstimos.

"Houve alguma antecipação de demanda nesse segmento, e isso tem influenciado", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel. "Esse crédito cresceu com maior intensidade em períodos anteriores, respondendo a incentivos concedidos ao setor."

Nos últimos anos, o governo federal promoveu uma série de desonerações tributárias para o setor. Também houve medidas de incentivo ao crédito, principalmente por meio do aumento nas concessões por bancos públicos.

Ao mesmo tempo, o governo colocou restrições a empréstimos acima de 60 meses. Na última sexta-feira (25), essa restrição foi parcialmente revista.

O BC também anunciou na semana passada a liberação de recursos que podem ser usados pelos grandes bancos para financiamentos automotivos, medida que também já havia sido utilizada nos últimos anos.

"Em tese essas medidas podem trazer benefícios para esse segmento", disse Maciel.

Ele afirmou ainda que, entre as principais modalidades, veículos é a que tem queda mais significativa na inadimplência e a que tem mais espaço para redução do indicador, que está em 4,9% (o piso da série histórica é de 3,7%), nos próximos meses.

Segundo o BC, o crédito para veículos é o principal responsável pela desaceleração no estoque de financiamentos às pessoas físicas com crédito livre, devido à sua participação no total desses empréstimos, que é de R$ 760 bilhões.


domingo, 20 de julho de 2014

Mercado imobiliário esfria e setor reduz projeções

Os negócios na construção civil estão mais lentos do que o esperado por empresários, que passaram a rever suas estimativas de crescimento para 2014. Os problemas no setor provêm principalmente do desempenho fraco da economia brasileira e do calendário marcado por datas que desviam a atenção de consumidores, como o Carnaval tardio (realizado em março), a Copa do Mundo e as eleições.

Na cidade de São Paulo, maior mercado imobiliário do País, as vendas de imóveis residenciais novos acumuladas entre janeiro e maio foram de 7.982 unidades, 41,4% inferiores ao mesmo período do ano passado. No período, os lançamentos chegaram a 8.947 unidades, recuo de 14,0%. Esses resultados estão abaixo da expectativa inicial do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), que esperava que as vendas e lançamentos em 2014 ficassem estáveis ante 2013.

"Os números estão muito abaixo do que esperávamos. A chance de ter que rever um pouco pra baixo nossas projeções no ano é real", afirmou o presidente do Secovi-SP, Cláudio Bernardes. "A quantidade de visitas aos estandes está semelhante à do ano passado, mas o número de conversão de vendas caiu bastante. As pessoas têm mais preocupação sobre o futuro, o que tem lhes dado mais cautela antes de fechar os negócios", avaliou.

Bernardes disse que as empresas já contavam com o efeito negativo da economia mais fraca e do calendário neste ano, mas admitiu que esses fatores foram piores do que as expectativas. "O que pesou foi o dimensionamento do impacto dos fatores já previstos", explicou, citando o excesso de feriados em várias capitais, e o clima de incerteza por conta das eleições.

O esfriamento do mercado respingou no preço dos imóveis, que cresce cada vez menos. De acordo com a pesquisa FipeZap, o preço das moradias na cidade de São Paulo acumula alta de 4,41% no primeiro semestre. O montante é quase um terço do verificado nos últimos 12 meses, quando bateu os 12,3%, o que demonstra forte desaceleração.

"Uma boa parte da culpa pelo desaquecimento do mercado imobiliário está mesmo na atividade mais fraca da economia brasileira de um modo generalizado", afirmou o coordenador da pesquisa FipeZap, Eduardo Zylberstajn. "Mas os preços dos imóveis subiram muito, então hoje tem de fato menos gente em condições de pagar por eles", ponderou.

Zylberstajn disse também que as condições para compra da habitação pioraram do ano passado para cá, com juros mais caros. Conforme dados do Banco Central, a taxa média de juros do financiamento imobiliário passou de 7,84% ao ano em maio de 2013 para 9,52% ao ano em maio de 2014. "O crédito ainda é um facilitador, mas ele já não consegue mais aumentar o poder de compra como ocorreu no passado", ressaltou.

Cortes
Caso o Secovi-SP confirme o ajuste nas suas projeções, ele vai se juntar a outras três entidades. Em maio, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) baixou de 4,5% para 3,0% sua estimativa de alta no faturamento em 2014. Depois dela, foi a vez do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) reduzir de 2,8% para a faixa de 1,0% a 2,0% sua previsão de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor neste ano.

A última a ajustar seus números, na semana passada, foi a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), que cortou praticamente pela metade sua projeção de avanço no faturamento em 2014, passando de 7,2% para 3,5%.

"O varejo de materiais depende muito de cada dia de venda. E os feriados causaram uma perda muito grande", disse Cláudio Conz, presidente da Anamaco. "E há um estado de espírito ruim, um certo temor sobre como a economia brasileira vai andar. Isso afetou as vendas", completou, citando que muitas obras para reformas e ampliações de residências foram adiadas. Entre janeiro e junho deste ano, as vendas de materiais de construção foram 3,5% menores do que nos mesmos meses do ano passado.

Já para o Sinduscon-SP, a decisão de rever suas estimativas se baseou na queda no ritmo de crescimento do número de trabalhadores no setor. No fim de maio, havia 3,525 milhões de pessoas empregadas na construção no País, montante apenas 0,42% maior do que no mesmo mês de 2013.

"A estabilização do nível de emprego reflete a retração no crescimento dos investimentos", afirmou Sérgio Watanabe, presidente do sindicato. "No caso da cidade de São Paulo, onde o nível de emprego na construção voltou ao patamar de um ano atrás, as incertezas com relação ao Plano Diretor também pesaram", completou, referindo-se à mudança na legislação que aumentou as restrições para uso dos terrenos e tamanhos das edificações na capital paulista.

Perspectivas
Os próximos meses de 2014 ainda preocupam os empresários porque não há perspectiva de melhora no quadro econômico do País no curto prazo. No entanto, alguns fatores podem ajudar os negócios da construção.

Conz, da Anamaco, acredita que muitas obras residenciais adiadas no primeiro semestre ainda serão colocadas em prática nos próximos meses. Outro ponto importante, segundo ele, é que os fundamentos que sustentam tanto a comercialização de materiais de construção quanto de imóveis continuam consistentes, com bons níveis de emprego e renda da população, além de disponibilidade de crédito. "Não é uma situação de desastre para o setor. Um pouquinho de sinalização positiva e os negócios voltarão a melhorar. Isso deve acontecer depois da Copa", afirmou.

Bernardes, do Secovi-SP, lembrou que as vendas e lançamentos de imóveis costuma ser maiores no segundo semestre, com tendência de recuperação após as férias de julho. Em relação aos preços, ele admitiu que pode haver reduções pontuais em alguns bairros de São Paulo onde os valores das unidades e os estoques estão mais elevados. "Em algumas regiões, o preço pode estar mais esticado, então pode ter algum ajuste. Mas não é um processo generalizado na cidade", afirmou.


Via EM


sábado, 28 de junho de 2014

Em 10 anos, vendas de imóveis de 1 dormitório crescem 400%

Com o aumento dos preços dos imóveis e a mudança no perfil das famílias brasileiras, a preferência pelos imóveis novos de um dormitório tem se consolidado, principalmente em grandes metrópoles como São Paulo. Nos últimos dez anos, a venda desse tipo de moradia na capital cresceu 406,39%.

Enquanto em 2004 as vendas desse tipo de imóvel somaram 1.657 unidades, em 2013 saltaram para 8.391. Os números são de um levantamento do sindicato da habitação de São Paulo (Secovi-SP) feito a pedido do G1. Neste ano, de janeiro até abril, dos 6.266 imóveis lançados, 1.800, o que corresponde a 28% do total, são de um dormitório.O valor comercializado dos imóveis (VGV) de um quarto, acompanhando o aumento das vendas, registrou uma variação ainda maior, de 686,5%, ao passar de R$ 471 milhões em 2004, para R$ 3,7 bilhões no final de 2013. Os números foram atualizados pela inflação calculada pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).


“As famílias estão menores. Está chegando ao mercado uma nova geração de compradores, com menos filhos, solteiros. Hoje, o orçamento das famílias é muito mais adequado para esses imóveis menores”, afirma Sousa.

Tabela de 1 dormitório (Foto: G1)
Os imóveis pequenos também têm conseguido atrair o consumidor pelas facilidades que oferece aos moradores. “Não é apenas preço, porque, em muitos casos, imóveis novos menores são até mais caros do que imóveis antigos maiores na mesma região. Praticidade conta muito hoje em dia, e vai contar cada vez mais. Os condomínios desses imóveis oferecem praticidades, serviços que facilitam o dia a dia”, aponta Marcos Caielli, diretor de negócios imobiliários do Portal de Documentos.

Os números do Secovi mostram que os imóveis novos com número maior de dormitórios também registraram aumento nas vendas, assim como nos valores comercializados nos últimos dez anos, mas numa proporção bem abaixo das unidades de apenas um quarto.

“A demanda continua grande por imóveis, independentemente do tamanho, mas o que percebemos é que lançamentos de imóveis maiores, com mais quartos, são mais raros”, diz o professor do Ibmec.


De 2004 a 2013, as vendas de imóveis de dois dormitórios subiram 118,46% (de 6.717 para 14.674) e de três, 8,79% (de 7.049 para 7.669).

"De 2004 a 2012, a média de imóveis ofertados de um quarto era de 8% [do total]. De repente, no final de 2012 e 2013, tivemos a oferta crescendo 150%. Isso acontece por dois fatores: busca pelo ticket mais barato, que cabe no bolso. O segundo quesito igual ou mais importante é o fato de, hoje, o grande comprador, em média, estar na faixa que vai até 35 anos de idade, que se preocupa mais com mobilidade [localização] do que com o tamanho", disse Celso Petrucci, economia-chefe do SecoviSP.

O único tipo de imóvel que tem registrado queda nas vendas é o de quatro quartos. Em 2004, foram comercializados 4.760 e, no ano passado, apenas 2.585, uma queda de 45,69%.

Quanto ao valor geral de vendas dessas residências, o crescimento foi de 168,32% (de R$ 2,141 bilhões para R$ 5,746 bilhões) no caso de imóveis de dois quartos, e de 67,64% (de R$ 3,064 bilhões para R$ 5,137 bilhões), no de três. Já os imóveis de quatro dormitórios mostraram retração de 19,3% no valor de vendas, de R$ 5,992 bilhões para R$ 4,831 bilhões.

Investimento com mais liquidez
Para as construtoras e incorporadoras, bem como para quem investe no mercado imobiliário, os imóveis menores são mais vantajosos, na avaliação dos especialistas. Isso porque quem constrói lucra mais com a venda de dois imóveis pequenos no lugar de um grande, bem como quem compra para oferecer à locação.

“Esses imóveis normalmente são os preferidos de quem precisa alugar, pois são novos, em excelentes localizações na cidade, e com serviços de conveniência. Portanto, é um investimento com maior liquidez [retorno] para investidores, tanto para locação quanto para revenda”, justifica Caielli, do Portal de Documentos.

E se engana quem pensa que essa é uma tendência apenas vista em grandes cidades. Municípios próximos às metrópoles e até municípios no Nordeste têm apostado nesse filão de mercado, segundo Sousa, do Ibmec.
Via G1


sábado, 31 de maio de 2014

Como se tornar um Microempreendedor Individual

Para ser um empreendedor individual é necessário faturar no máximo até R$ 60.000,00 por ano, não ter participação em outra empresa como sócio ou titular e ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.

As atividades que se enquadram no MEI são comércio e indústria em geral e serviços de natureza não intelectual sem regulamentação legal – como lavanderia, salão de beleza, lava jato, agência de viagem, entre outros.

O registro é feito totalmente online, via Portal do Empreendedor e o único custo da formalização é o pagamento mensal de 5% do salário mínimo (R$ 33,90), R$ 5 de ISS (Imposto sobre Serviços) e R$ 1 de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços). O MEI é enquadrado no Simples Nacional e fica isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL).



Pagando essas contribuições, o Empreendedor Individual tem acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença e aposentadoria e pode registrar até um empregado com custos mais baixos.

Veja aqui o guia do empreendedor individual.

Consulte a lista das ocupações que podem aderir ao Empreendedor Individual.

Fontes:
Portal do empreendedor
Previdência social
Sebrae


Via Portal Brasil


sábado, 10 de maio de 2014

Lucro líquido da Petrobras foi de R$ 5,4 bilhões no 1º trimestre

O lucro líquido da Petrobras no primeiro trimestre de 2014 foi de R$ 5,4 bilhões, sendo 14% inferior ao trimestre anterior, especialmente devido à ausência do benefício fiscal relativo ao provisionamento de juros sobre capital próprio, ocorrido no 4º trimestre de 2013.

Na comparação com o 1º trimestre de 2013, o lucro líquido foi 30% inferior, refletindo a redução no lucro operacional, devido ao provisionamento de R$ 2,4 bilhões com o PIDV (Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário) e o menor resultado financeiro.

Já o lucro operacional foi de R$ 7,6 bilhões, 8% superior ao do último trimestre de 2013, principalmente devido aos maiores preços de derivados e da menor participação de derivados importados nas vendas.

Com a implementação do PIDV, totalizando 8.298 empregados inscritos (12,4% do efetivo total), há previsão de redução de custos de R$ 13 bilhões entre 2014 e 2018.

A produção total de petróleo e gás natural atingiu 2 milhões 531 mil barris/dia na média do trimestre, ficando estável em relação ao 4º trimestre de 2013. Em março de 2014, foi batido novo recorde de produção mensal no pré-sal, atingindo 395 mil barris de petróleo por dia, e em 18 de abril, foi alcançado recorde diário de 444 mil bpd.


Fonte: JB


terça-feira, 29 de abril de 2014

Taxa de juros do crédito para famílias sobe pelo terceiro mês seguido

A taxa de juros do crédito para as famílias subiu pelo terceiro mês seguido. De fevereiro para março, a taxa subiu 0,2 ponto percentual e chegou a 41,6% ao ano. No caso das empresas, a taxa ficou estável em 23,1% ao ano, informou hoje (29) o Banco Central (BC).

A inadimplência ficou estável tanto para empresas (3,3%) quanto para famílias (6,5%). O BC considera inadimplência atrasos superiores a 90 dias.

Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

No direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), as taxas de juros subiram para empresas e famílias. No caso das pessoas jurídicas, a alta ficou em 0,1 ponto percentual, com taxa de 8% ao ano. Para as famílias, a taxa subiu 0,8 ponto percentual e chegou a 8% ao ano.

A inadimplência do crédito direcionado subiu 0,1 ponto percentual para empresas e famílias e ficou em 0,5% e em 1,8%, respectivamente.

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 2,759 trilhões, com aumento de 1% no mês e 13,7%, em 12 meses. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, o crédito correspondeu a 55,9%, ante 55,8% de fevereiro e 54,1% de março de 2013.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Faltando 8 dias mais da metade dos contribuintes ainda não enviou IR 2014

Mais da metade dos contribuintes ainda não enviou sua declaração de Imposto de Renda de 2014. Até esta terça-feira (22), mais de 13 milhões haviam entregue o documento. Esse número representa 48,52% das declarações estimadas para este ano (27 milhões no total).

Segundo o último balanço da Receita Federal, divulgado às 17h desta terça-feira (22), foram enviadas 13,1 milhões de declarações até esse horário. O prazo termina em 30 de abril.

Contribuintes com certificação digital ou representantes com procuração eletrônica receberão, pela primeira vez, a declaração pré-preenchida.

Por meio do Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), eles têm acesso ao documento preenchido com antecedência pelo Fisco e só precisam confirmar as informações para enviar a declaração.

Como nos outros anos, o contribuinte que enviar a declaração mais cedo deverá receber a restituição nos primeiros lotes, a menos que haja inconsistências, erros ou omissões no preenchimento.

Também terão prioridade no recebimento das restituições os contribuintes com mais de 60 anos, conforme previsto no Estatuto do Idoso, além de pessoas com doença grave ou deficiência física ou mental.


Fonte: Com informações do UOL


Despacho fixa em R$ 4,7 bilhões 1º empréstimo para pagar térmicas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta quarta-feira (23) que será de R$ 4,7 bilhões o valor do primeiro empréstimo bancário para cobrir os custos das distribuidoras com o uso mais intenso de termelétricas e a compra de energia no mercado à vista, onde ela é mais cara. O valor está fixado em despacho publicado no Diário Oficial da União.
De acordo com o documento, a Light, distribuidora que atua no Rio de Janeiro, vai receber a maior ajuda: R$ 556,7 milhões. Para a Eletropaulo, que atende a clientes em São Paulo, o socorro será de R$ R$ 450,5 milhões. Já para a Copel, do Paraná, será de R$ 447,3 milhões. Essas contas serão quitadas no final de abril.
Na terça (22), o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, já havia antecipado que seria de R$ 4,7 bilhões o primeiro dos empréstimos, que vai cobrir os gastos das distribuidoras com térmicas e compra de energia no mercado livre no mês de fevereiro. Pela regra do setor, esses pagamentos são feitos sempre dois meses depois. Para bancar a despesa de janeiro, o governo fez, em março, por meio do Tesouro, um aporte de R$ 1,2 bilhão.

Esses R$ 4,7 bilhões correspondem a 42% dos R$ 11,2 bilhões que, estima o governo, serão captados nos bancos para fazer frente ao aumento de gastos no setor elétrico em 2014, reflexo da queda acentuada no nível dos principais reservatórios do país devido à falta de chuvas.

Socorro às distribuidoras
Essa conta bilionária deveria ser paga, neste primeiro momento, pelas distribuidoras de energia, que seriam ressarcidas quando os valores fossem repassados às contas de luz. Mas as empresas alegam não ter caixa suficiente e, por isso, em meados de março o governo anunciou um plano para socorrê-las.

Na época, o plano previa a injeção de R$ 12 bilhões no setor, sendo R$ 4 bilhões via Tesouro e R$ 8 bilhões por meio de empréstimos bancários a serem repassados às contas de luz e pagos pelos consumidores a partir de 2015. Depois, o governo elevou para R$ 12,4 bilhões a previsão de gastos e anunciou que, desse total, R$ 11,2 bilhões devem ser emprestados – a participação do Tesouro se resumiu, portanto, ao aporte de R$ 1,2 bilhão feito para cobrir os gastos de janeiro.

A partir de agora e até o final de 2014, os gastos das distribuidoras com as térmicas e a compra de energia no mercado à vista vai ser apurado mensalmente. Em seguida, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) vai tomar empréstimos junto a um grupo de 13 bancos, entre eles o Banco do Brasil e a Caixa, para cobrí-los.

Essa conta surgiu com a falta de chuvas no início de 2014, que levou a uma forte queda no armazenamento de água dos reservatórios das hidrelétricas que ficam no Sudeste e Centro Oeste – as duas regiões respondem por cerca de 70% da capacidade de geração de energia no país.

Para poupar água dessas represas, as usinas termelétricas, que geram energia por meio da queima de combustíveis como óleo e gás, passaram a funcionar a plena capacidade. Mas a energia gerada por elas é mais cara.

Além disso, a situação nos reservatórios fez disparar o valor da energia no mercado à vista. Quando, para atender aos seus consumidores, uma distribuidora consome mais energia do que a que tem sob contratos, essa diferença é paga ao preço do mercado à vista.

G1


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Sílvio Santos quer família no controle de TV por assinatura

A família Abravanel (do apresentador Sílvio Santos) quer estender o padrão de concentração na radiodifusão brasileira para o setor de TV por assinatura. O grupo que controla o SBT quer entrar também no novo serviço de TV paga regulamentado em 2011, migrando sua TV a cabo Alphaville (que opera no interior paulista) para o novo modelo de exploração do setor.

A iniciativa de Sílvio Santos leva consigo, na mesma empreitada, os familiares do proprietário de uma outra emissora afiliada ao SBT: João Alves Queiroz Filho, dono da TV Serra Dourada de Goiânia (GO), é sócio no mercado da TV Alphaville e, assim como Sílvio, quer suas filhas no mercado de TV paga.
A experiência com a concentração da mídia no Brasil levou, por uma demanda da sociedade, alguns legisladores a desenvolverem mecanismos na legislação recente que cria obstáculos para esse fenômeno em novos setores. Nesse sentido, a Lei do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), que desde 2011 regulamenta o funcionamento do mercado de TV por assinatura, separa em camadas o serviço (produção, programação, empacotamento, distribuição) e define certos limites à participação simultânea de entidades nesses diferentes níveis. A limitação, assim, impede que empresas de radiodifusão controlem o serviço de telecomunicação e vice-versa. Pelo menos seria assim em tese.
Os concessionários de TV e rádio, ao longo da história, sempre deram um jeito de burlar as leis antimonopolistas no Brasil. A legislação de radiodifusão expressa a preocupação da sociedade com a concentração do poder midiático na mão de poucos indivíduos, em detrimento da garantia da liberdade de expressão, pluralidade e diversidade. Nesse sentido, o artigo 220 da Constituição expressa claramente que “os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”. O entendimento, porém, é mais antigo.
Mesmo os militares, que promoveram a consolidação do modelo que se tem até hoje de indústria cultural, hipertrofiado em sua dimensão comercial e oligopolista, se preocuparam com os níveis da concentração de concessões e propriedade. O Decreto-Lei 236 de 28 de fevereiro de 1967 estabelece os limites de outorgas de radiodifusão que cada entidade pode usufruir.
Para burlar as restrições à concentração, os donos da mídia desenvolveram um sistema no qual se distribui a propriedade das empresas de mídia e as concessões entre membros da família, articulados com outras famílias por meio do sistema de “afiliadas” a redes de televisão. Assim, o mercado nacional ficou restrito a não mais do que cinco redes de TV, fenômeno que é reproduzido nos mercados locais, e que concentram outros veículos (rádio, imprensa, portais de internet etc.).
Alguns desses radiodifusores possuem também negócios no mercado de TV por assinatura, mas com a criação da lei 12.485 (SeAC) encontraram limites para a extensão do seu controle no setor. Agora, ameaçam estender a mesma lógica da “concentração familista” utilizada na radiodifusão para burlar as limitações no mercado de “serviço de acesso condicionado”.
O grupo de Sílvio Santos possui 49% das ações da operadora de cabo Alphaville. Uma das filhas do empresário, Renata Abravanel, possui 6% dessa operadora. E a Herbeys Holding, controlada por João Alves Queiroz Filho e suas filhas, detém outros 28,5%. O SBT pretende transferir a totalidade da sua participação para a outra filha de Silvio Santos, Patrícia Abravanel. Alves Queiroz propõe não votar nos casos de interesse da operadora de telecomunicações, mas as três filhas manteriam o seu poder de voto, já que elas não têm participação direta na emissora de TV goiana.
A Anatel analisa o caso. O primeiro relator do processo, o conselheiro Jarbas Valente, votou a favor das intenções familistas. A decisão final ainda não foi tomada, mas corremos o risco de ver a prorrogação do “problema de família” que é a comunicação brasileira.

*Com informações do portal Telesíntese


quarta-feira, 16 de abril de 2014

BB e Bradesco lançam novo negócio de meios de pagamento

A Stelo é uma empresa de meios eletrônicos de pagamentos criada especialmente para administrar, operar e explorar os segmentos de facilitadoras de pagamentos para o comércio eletrônico brasileiro, bem como negócios de carteira digital, tanto para o mundo físico quanto para o comércio eletrônico

O Banco do Brasil e o Bradesco, por meio da sua controlada Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), lançam nesta data a empresa Stelo, uma empresa de meios eletrônicos de pagamentos que irá administrar, operar e explorar os segmentos de facilitadoras de pagamentos voltada para o comércio eletrônico, bem como negócios de carteira digital.

A plataforma administrada pela Stelo irá armazenar, com segurança, os dados dos cartões de crédito dos compradores clientes da Stelo e processar transações de pagamentos no comércio eletrônico. A Stelo trará aos consumidores online uma experiência de compra segura e simples e aos estabelecimentos a garantia de recebimento. A solução será aberta e aceitará todos os cartões e diversos meios de pagamento.

A empresa entrará em fase de testes operacionais e contará com cerca de 200 mil usuários potenciais nesta etapa. No segundo semestre de 2014, os produtos administrados pela Stelo estarão disponíveis comercialmente para todos os estabelecimentos e consumidores e o sistema aceitará diversos meios de pagamentos, incluindo cartões de crédito, débito e pré-pagos emitidos no Brasil.

A criação da Stelo é mais uma iniciativa dos dois bancos de participar ativamente do mercado de meios de pagamentos, como ocorreu anteriormente com os lançamentos da Credenciadora Cielo, da bandeira de cartões ELO e da empresa de cartões pré-pagos Alelo. O principal propósito é o de criar maior comodidade e segurança para os consumidores e estabelecimentos comerciais, principalmente na utilização de pagamentos no comércio eletrônico. Esse novo negócio também reforçará o caráter inovador e empreendedor das Organizações envolvidas no projeto, que têm feito vultosos investimentos para o crescimento e desenvolvimento dos meios eletrônicos de pagamentos no Brasil.

Com vistas a implementar esse projeto, a Cielo e a CBSS celebraram nesta quarta-feira, Memorando de Entendimentos dispondo a respeito da participação da Cielo no capital social da Stelo, atualmente subsidiária integral da CBSS. A participação da Cielo na Stelo está sujeita à assinatura dos documentos que se façam necessários e à aprovação das autoridades regulatórias aplicáveis. A Stelo é presidida pelo executivo Ronaldo Varela, que tem larga experiência no setor e já integrava a CBSS.

Para o consumidor, a Stelo disponibilizará uma carteira digital, ferramenta eletrônica que trará a facilidade de realizar pagamentos sem a necessidade de digitação de dados pessoais e financeiros em cada fechamento de compra ou outras operações no e-commerce. Basta que o consumidor se cadastre junto à Stelo para que os dados de seus cartões e os endereços de cobrança e entrega fiquem disponíveis para utilização futura, de forma que nas operações posteriores  o consumidor informará seu login e senha da carteira digital. Assim, além de facilitar o processo de compra, a carteira digital permite que os dados do consumidor fiquem protegidos em um ambiente seguro.

A plataforma tecnológica da Stelo será uma referência no e-commerce brasileiro como uma das soluções mais completas do mercado. A solução, além de adequada para qualquer tamanho de comércio eletrônico, oferece a facilidade da “compra com um clique”. Tanto para consumidores quanto para os comerciantes, a Stelo representará, sobretudo, mais segurança e comodidade nas transações online.
Agência Último Instante

 http://www.ultimoinstante.com.br


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Quase dois terços dos contribuintes ainda não enviaram declaração do IR

A quase duas semanas do fim do prazo, cerca de dois terços dos contribuintes ainda não enviaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Segundo a Receita Federal, 9,927 milhões de contribuintes entregaram o documento até as 17h de hoje (14), equivalentes a 36,8% dos 27 milhões de declarações que o Fisco espera receber neste ano.

O prazo para entrega vai até o próximo dia 30. O programa gerador está disponível na página da Receita Federal na internet desde 26 de fevereiro, mas a transmissão dos formulários começou em 6 de março, assim como a liberação do aplicativo que permite o preenchimento da declaração em tablets e smartphones.

Os contribuintes com certificação digital ou representantes com procuração eletrônica recebem, pela primeira vez, a declaração pré-preenchida. Por meio do Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), eles têm acesso ao documento preenchido com antecedência pelo Fisco e só precisam confirmar as informações para enviar a declaração.

As regras para o preenchimento da declaração foram divulgadas em 21 de fevereiro, no Diário Oficial da União. Como nos outros anos, o contribuinte que enviar a declaração no início do prazo deverá receber a restituição nos primeiros lotes, a menos que haja inconsistências, erros ou omissões no preenchimento.

Também terão prioridade no recebimento das restituições os contribuintes com mais de 60 anos, conforme previsto no Estatuto do Idoso, além de pessoas com doença grave ou deficiência física ou mental.

O contribuinte pode tirar dúvidas sobre o Imposto de Renda pela internet. Está disponível no canal da Receita Federal, no Youtube, um vídeo com explicações sobre as novidades da declaração deste ano e com dicas para evitar erros no preenchimento das informações.

Jornal do Brasil


FaceCoin? Facebook agora vai emitir dinheiro virtual e oferecer serviços financeiros

SÃO PAULO - Mark Zuckerberg revelou ter planos mais ambiciosos para o Facebook do que “apenas” se manter como a rede social mais acessada no mundo. De acordo com uma reportagem do Financial Times, a empresa se prepara para oferecer serviços financeiros.

A empresa aguarda apenas aprovação do banco central da Irlanda, país onde está sua sede fiscal europeia, para regulamentar o serviço que permite seus usuários de armazenar dinheiro eletrônico na rede social e usá-lo para fazer compras on-line ou trocar com outras pessoas, informaram ao jornal fontes envolvidas no processo.
O dinheiro eletrônico emitido pelo Facebook seria válido em toda a Europa. A empresa teria, inclusive, fechado parcerias com pelo menos três startups de Londres que oferecem serviços internacionais de transferências de dinheiro virtual via smartphone.
A publicação sinaliza ainda que os planos de oferecer serviços financeiros podem ir além da Europa. “O Facebook quer se tornar mais útil em países em desenvolvimento e as remessas de recursos são uma porta de entrada para a inclusão financeira”, disse uma pessoa familiarizada com a estratégia da empresa. Recentemente, o Facebook ultrapassou os 100 milhões de usuários na Índia, seu maior mercado fora dos Estados Unidos. 
O projeto, liderado pelo vice-presidente do Facebook, também indica uma mudança estratégica com suas fontes de lucratividade. Hoje, o maior fluxo de dinheiro vem da publicidade. Ainda segundo a publicação, o Facebook intermediou transações no valor de US$ 2,1 bilhões em 2013.

Yahoo


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Bolha imobiliária: venda de imóveis cai quase 50% em São Paulo

As vendas de imóveis residenciais novos, na cidade de São Paulo, tiveram o resultado mais baixo para o primeiro bimestre do ano desde 2004. Segundo balanço do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), em janeiro e fevereiro foram vendidas 2.011 unidades, 27,5% menos que as 2.775 residências comercializadas no mesmo período de 2013. Em fevereiro, com a venda de 981 unidades, a queda chega a 49,1% em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Para o vice-presidente do Secovi-SP, Emílio Kallas, as empresas estão inseguras em relação à conjuntura econômica. Parte do fraco desempenho do setor, segundo ele, "pode ser atribuído às incertezas dos empreendedores em relação aos rumos da economia”.
A alta do preço de terrenos na cidade e o aumento das exigências para construir também são fatores, que segundo Kallas, devem ter influenciado no desaquecimento do setor. “Certamente refletiu no mercado o encarecimento de terrenos, em função da incidência da exigência de contrapartidas e outorgas, além dos debates acerca da apresentação do novo Plano Diretor Estratégico” que tramita na Câmara Municipal, acrescenta.
Nos últimos 12 meses, até fevereiro, as vendas de unidades habitacionais novas totalizou 32.555 na cidade de São Paulo. Um aumento de 22,6% em comparação ao acumulado do período anterior, encerrado em fevereiro de 2013.

Fonte: IG


terça-feira, 8 de abril de 2014

Confira três passos para proteger os dados da empresa

O mundo se encontra em um momento interessante para se trabalhar com segurança de TI, segundo a Trend Micro, especialista em soluções de segurança na era da nuvem. O caso Edward Snowden ensinou muitas lições sobre como as empresas devem proteger seus dados e muitas discussões sobre os aspectos de vigilância destas questões têm acontecido. Mas o panorama é mais complexo se considerado todos os aspectos relativos a este assunto a partir da perspectiva da NSA (Agência Nacional de Segurança dos EUA).

Para a NSA, o caso Snowden foi uma violação de dados sem precedentes em termos de proporções. Tudo indica que o analista de sistemas foi capaz de extrair uma quantidade significativa de dados confidenciais; o que foi publicado até agora representa uma parte relativamente pequena do que ele conseguiu acessar. É importante destacar que Snowden tecnicamente não era funcionário da CIA – era apenas um contratado. Como ele fez isso? Como pode um contratado ter acesso a tanta informação?

Algumas empresas podem pensar: "se isso pode acontecer a uma agência de espionagem, então não há nada que possamos fazer. Devemos desistir de tentar proteger os nossos dados". Outros podem dizer: "vamos construir barreiras maiores ao redor dos nossos dados". Ambas as abordagens estão incorretas. Existem três passos simples que podem ajudar as empresas a desenhar suas estratégias de defesa:

1. Escalonar as prioridades dos dados a serem protegidos. Obviamente, é preciso proteger os dados. No entanto, as empresas não podem tentar proteger tudo com o mesmo rigor. A empresa precisa focar na proteção do que realmente tem necessidade de ser protegido. Quais conjuntos de dados, em caso de roubo, podem arruinar um negócio? São eles o segredo comercial? Ou talvez dados de clientes?

Estas informações serão diferentes para cada empresa – o que é vital para uma organização pode ser trivial para outra. Cada organização deve tomar suas decisões de acordo com suas particularidades. Alguns exemplos do que uma empresa pode considerar dados essenciais seriam: segredos comerciais, documentos de pesquisa e desenvolvimento e informações sobre parceiros. Cada um destes itens pode representar milhões de dólares em perdas, não só em termos monetários, mas também em segurança e confiança também.

2. Aumentar a proteção dos dados mais importantes. Uma vez que os dados essenciais foram selecionados e identificados, o próximo passo é: defendê-los fortemente. Como? Isto dependerá de quais dados são, como eles são armazenados e quem precisa acessá-los. É algo que pode ser trancado em um cofre e mantido off-line por anos a fio, ou é algo que precisa ser acessado diariamente? Para cada organização, os desafios serão diferentes, assim como as soluções.

3. Orientar os funcionários. Outro importante componente em segurança também não pode ser esquecido: os usuários finais. Por mais difícil que pareça, os usuários finais devem ser educados para não cair em golpes simples. Exemplos incluem: "Se o administrador lhe pede suas credenciais de usuário e senha, talvez você deva solicitar credenciais novas. Se você receber um e-mail que parece bom demais para ser verdade, não clique nele".

Em suma, é uma combinação de identificar o que é mais importante, implementar as tecnologias certas, e educar os usuários. É trabalho de todos - e não apenas dos profissionais responsáveis pela TI - garantir que os dados essenciais da empresa permanecem permaneçam seguros.



Santander Brasil comprará GetNet por R$1,1 bi em avanço sobre cartões

O Santander Brasil anunciou nesta segunda-feira acordo para compra da parceira brasileira no mercado de cartões GetNet, em uma transação de 1,1 bilhão de reais, que coloca a instituição em posição de rivalizar com a líder do setor Cielo, afirmou um alto executivo do banco.

O Santander Brasil e a GetNet têm desde 2010 uma joint venture - a Santander GetNet Servicos para Meios de Pagamento (SGS) -- em partes iguais, para o desenvolvimento das atividades de adquirência e processamento de cartões. Com o acordo anunciado nesta segunda-feira, a GetNet será incorporada pela joint venture de forma que a filial brasileira do banco espanhol deterá 88,5 por cento do negócio combinado ao final do processo. O restante ficará com os atuais sócios da GetNet.

Após a transação, a Santander Getnet Serviços terá também os produtos de processamento de transações e captura da GetNet, além dos serviços de adquirência. Com isso, a empresa vai incorporar atividades como recarga de telefones celulares e correspondente bancário que antes estavam fora da parceria.

A expectativa é que os números da GetNet possam ser incorporados ao balanço do Santander Brasil entre o quarto trimestre deste ano e o primeiro trimestre de 2015, disse o vice-presidente de desenvolvimento de novos negócios do Santander Brasil, Pedro Coutinho, em teleconferência com jornalistas.

O executivo afirmou que a GetNet manterá sua marca e deve elevar a base clientes do Santander Brasil em cerca de 100 mil. Atualmente a GetNet tem mais de 400 mil clientes enquanto o Santander Brasil tem 340 mil no segmento.

Coutinho evitou dar estimativas sobre o percentual que a GetNet representará nos números de faturamento do banco, mas afirmou que o objetivo da empresa é seguir mantendo crescimento acima da média do mercado.

Em 2013, o mercado brasileiro de cartões de pagamento -- crédito e débito -- cresceu 17 por cento, enquanto a operação de cartões do Santander Brasil "cresceu mais do que isso", disse Coutinho.

A GetNet registrou no ano passado mais de 500 milhões de transações no valor de 42 bilhões de reais, encerrando o ano com participação de mercado de cerca de 6 por cento em termos de faturamento. Coutinho disse que após o negócio, a GetNet tem potencial para "crescer até 10 vezes" em termos de número de transações.

A Cielo, que é líder no setor, registrou 4,9 bilhões de operações em 2013, no valor de 448,7 bilhões de reais.

"O Santander Brasil passa a ter uma companhia que pode competir de igual para a igual com a Cielo", disse Coutinho a jornalistas. A Cielo é controlada pelos bancos Bradesco e Banco do Brasil. Além da Cielo, a GetNet compete também com a Rede, controlada pelo Itaú Unibanco.

"A prioridade para os próximos três anos é integrar as duas companhias e ofertar os produtos da GetNet na nossa base de clientes e à base de clientes da GetNet nos interessa oferecer os serviços que existem hoje no banco", disse o executivo.

Dentro dessa perspectiva, a GetNet deve lançar ainda neste mês dois produtos novos, afirmou Coutinho, acrescentando que um deles é voltado a pessoas físicas e pequenas e médias empresas e o segundo voltado apenas a pequenas e médias companhias.

Perguntado se o banco pretende fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO) da GetNet após o negócio, o executivo afirmou que uma operação como essa não está nos planos atuais do banco.

Às 16h14, as units do Santander Brasil exibiam alta de 3,73 por cento, enquanto o Ibovespa subia 2,17 por cento.

UM BILHÃO AGORA

A aquisição da GetNet envolverá o pagamento de 1,104 bilhão de reais, sendo 1,02 bilhão de reais pagos na data do fechamento da operação, e 84 milhões de reais em cinco parcelas anuais.

O negócio precisa da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central do Brasil, sendo que antes de sua conclusão, ainda será feita uma reestruturação societária na joint venture SGS.

Entre as etapas da operação, está previsto um aumento de capital na SGS no valor correspondente ao preço de aquisição da Getnet, totalmente subscrito e integralizado pelo Santander Brasil.

Com a operação anunciada nesta segunda-feira, o Santander Brasil irá reforçar a estratégia e o potencial de crescimento dos negócios de adquirência, disse Coutinho, "com maior flexibilidade na gestão de negócios e maior ganho por meio do aumento de escala, da redução no custo por transação e através da captura de ganhos adicionais com sinergias esperadas pela integração das estruturas operacionais e comerciais".

Ele não deu detalhes sobre potenciais sinergias, mas afirmou que não haverá redução de quadro de pessoal na operação da GetNet, que atualmente emprega 2.700 pessoas, enquanto a parte do Santander na parceria envolve 60 funcionários.