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sábado, 1 de agosto de 2015

Brasil deve perder 1 milhão de postos de trabalho em 2015, prevê estudo


Com 345 mil postos formais de trabalho extintos nos seis primeiros meses do ano, a economia brasileira deve acelerar a diminuição de empregos no segundo semestre. Segundo estudo do Conselho Federal de Economia (Cofecon) divulgado nesta semana, o país deve encerrar o ano com 1 milhão de vagas com carteira assinada a menos.

Com base no estudo, a entidade recomenda ações de longo prazo para reativar o mercado de trabalho. Para a entidade, os sucessivos reajustes da taxa Selic, juros básicos da economia, estão provocando impacto direto sobre a geração de empregos nos últimos anos. Nos últimos 12 meses, o efeito intensificou-se, resultando na extinção de postos de trabalho.

De acordo com o levantamento, o início do ciclo de elevação dos juros básicos, em abril de 2013, coincidiu com a redução da geração de empregos, conforme as estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas pelo Ministério do Trabalho. Naquela época, a Selic estava em 7,25% ao ano, no menor nível da história, e passou a ser reajustada com alguns intervalos de estabilidade, desde então.

A partir do segundo semestre do ano passado, quando o país passou a fechar mais postos de trabalho do que criou, a situação agravou-se. Na época, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) segurou a taxa básica, deixando para aumentar a Selic somente após o segundo turno das eleições presidenciais. De lá para cá, foram sete aumentos consecutivos, que elevaram a Selic para 14,25% ao ano, no maior nível desde outubro de 2006.

No segundo semestre do ano passado, o país fechou 176 mil postos de trabalho com carteira assinada. Nos seis primeiros meses deste ano, o fechamento aumentou para 345 mil vagas. Para o Cofecon, a maior extinção de emprego indica que o reajuste da taxa Selic foi maior que o ideal, passando a sufocar a economia.

“Os ajustes de curto prazo da política econômica têm tido reflexo direto nas condições de vida de grande parte da população, concomitante à ausência de um projeto que contemple políticas capazes de pavimentar uma trajetória sustentada de crescimento”, destacou o Cofecon em nota.

Para a entidade, a redução da taxa Selic representa apenas uma parte do processo para revigorar o mercado de trabalho. Entre as outras medidas defendidas pelo Conselho Federal de Economia estão investimentos em infraestrutura, com destaque para a retomada do programa de concessões; simplificação tributária; redução da burocracia; condições favoráveis de crédito a setores que sejam grandes geradores de emprego; além de incentivos à ciência, tecnologia e inovação.

O Cofecon também defende o aumento da competição entre os bancos, com a adoção de medidas que reduzam o spread bancário – diferença entre as taxas pelas quais as instituições captam recursos e as taxas com que emprestam ao consumidor. O indicador é considerado a principal fonte de lucro dos bancos. “É recomendável a adoção de medidas que reduzam o spread bancário e estimulem a concorrência no setor, na medida em que causa espécie o aumento dos lucros dos bancos em meio à gravidade da atual crise”, destaca o comunicado da entidade.



Via DP


Site vende 20 ilhas brasileiras por até R$ 68 milhões; cinco são da Bahia

Cinco ilhas na Bahia estão à venda no site 'Private Islands Online', empresa canadense especializada em venda e aluguel de ilhas no mundo inteiro. No catálogo do site, tem ainda outras 15 ilhas em todo Brasil, principalmente na costa do Rio de Janeiro.

Ilha de Itanhangá está sendo vendida por U$S 14 milhões
(Foto: Reprodução/Trilhas e Aventuras)

Os preços varia, entre R$ 842 mil a R$ 86 milhões, dependendo da localização, tamanho e do "grau de desenvolvimento da região". No catálogo do 'Private Islands', as mais baratas são a Ilha de Alhambra, em Itacaré, e a Velho Moinho, em Itaparica, ambas na Bahia.
 
Os valores mais baixos são de propriedades sem infraestrutura e com difícil acesso. Para atrair o interesse de compradores, o site sugere a construção de resorts ecológicos que ofereçam a "união entre o conforto e a natureza". 
Piscinas naturais de Bainema, na Ilha de Boipeba, um dos locais à venda
(Foto: Reprodução/Trilhas e Aventuras)
Compra

Apesar de tentadoras, o processo de compra não é tão simples e quem adquirir uma das propriedades recebe o direito de usá-las, mas com algumas restrições do Governo Federal, já que todas as ilhas oceânicas e costeiras do Brasil são propriedade da União.
"As ilhas podem ser dadas em aforamento, contrato que pressupõe a conveniência de se radicar na ilha o indivíduo que pretende o seu uso, mantendo-se a propriedade da União", explicou o advogado André Hermanny Tostes, sócio da Tostes e Associados Advogados.
Há alguns custos para se manter uma propriedade como essa, como o foro (valor anual que se paga "pelo direito de uso" da ilha) e do laudêmio (tributo que se paga quando da transmissão do uso para outro particular).
 
Veja lista de algumas ilhas que estão à venda:
 
Bainema (Foto: Reprodução/Private Islands Online)
Ilha do Gato (Foto: Reprodução/Private Islands Online)
BainemaLocalização: Ilha de Boipeba (BA)
Tamanho: 158.41 acres
Preço: US$ 4.680.000
Ilha do Gato
Localização: Baía de Camamu (BA)
Tamanho: 18.00 acres
Preço: US$ 3.300.000
Ilha do Magalhães (Foto: Reprodução/Private Islands Online)
Praia do Algodão (Foto: Reprodução/Private Islands Online)
Ilha do Magalhães
Localização: Florianópolis (SC)
Tamanho: 1.10 acres
Preço: US$ 1.350.000
Praia do Algodão
Localização: Angra dos Reis (RJ)
Tamanho: 29 acres
Preço: não informado


sexta-feira, 31 de julho de 2015

Contas públicas tem pior resultado desde 1997

Este é o pior resultado desde a criação da série histórica, em 1997A queda da arrecadação provocada pela contração da economia teve impacto nas contas públicas no primeiro semestre. De janeiro a junho, o governo central — Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — acumula saldo negativo primário de R$ 1,598 bilhão. Em valores reais (corrigidos pela inflação oficial), o resultado é o pior da história para os seis primeiros meses do ano desde a criação da série histórica, em 1997.

O déficit primário representa o resultado negativo das contas públicas antes do pagamento dos juros da dívida pública. Em junho, o governo central registrou déficit de R$ 8,206 bilhões, também o pior resultado para o mês em valores reais. O déficit no mês passado anulou o superávit primário de R$ 6,626 bilhões acumulado de janeiro a maio.

Segundo o Tesouro Nacional, a queda na arrecadação está sendo a principal causa para o desempenho negativo das contas públicas em 2015. De janeiro a junho, as receitas líquidas caíram 3,3% descontando a inflação. As despesas totais, no entanto, ficaram estáveis, subindo 0,5%.



Via VOTO


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Taxa básica de juros sobe pela sétima vez consecutiva

O Banco Central anunciou, nessa quinta-feira (30), que os juros do cheque especial em junho foram os maiores em 20 anos e que os do cartão de crédito chegaram a 372% ao ano. Na quarta-feira (29), os juros básicos da economia subiram pela sétima vez seguida.
A decisão do Banco Central mexe com a vida de todo mundo, porque a taxa Selic serve de base para todos os outros juros da economia. Portanto, os bancos também vão subir os juros do cheque especial, dos empréstimos e do cartão de crédito.
 


O Banco Central já aumentou sete vezes seguidas a taxa básica de juros, com o objetivo de diminuir o dinheiro em circulação. É a forma do governo tentar conter a inflação. Com os preços altos, as pessoas compram menos, o consumo cai e os empresários são forçados a baixar os preços, senão a situação deles também se complica. É esse o jeito de segurar os preços.
 
Nesse cenário, o consumidor tem que tomar cuidado para não perder o rumo nas prestações a perder de vista. A alta da Selic leva a alta dos juros em geral. Nos últimos anos, a época em que a taxa Selic esteve mais baixa, em 7,25% ao ano, foi entre outubro de 2012 e abril 2013. Em julho do ano passado, já estava em 11% ao ano e agora chega a 14,25%.
 
O reflexo no cheque especial é claro. Em abril de 2013, os juros eram de 136,98% ao ano. Depois, 172,53% e agora está em 241,3%, segundo número divulgado pelo Banco Central. Quando a Selic estava em 7,25%, a taxa média de juros do cartão de crédito rotativo era de 282,10% ao ano, o que já é bem alta. Em junho, antes desse último aumento, estava em 372%.
 
O mesmo acontece com o crédito pessoal. Quando a Selic estava mais baixa, em abril de 2013, por exemplo, os juros médios eram de 36%. Em junho deste ano, eram de 48,4%.
 
Ao consumidor, só resta fugir das dívidas. “É continuar com a mesma receita, planejar a vida financeira. Tá precisando fazer algum tipo de compra? Procure guardar dinheiro antes para poder fazer pagamento à vista quando puder. Sempre a programação, sempre planejamento”, orienta Marcos Melo, especialista em finanças e professor do Ibmec.
 
O sétimo aumento consecutivo da taxa Selic foi criticado por várias entidades que representam o empresariado. A Abimaq, que reúne 7,5 mil fabricantes de máquinas e equipamentos, por exemplo, divulgou um comunicado em que diz que: "no atual cenário, a alta dos juros significa uma verdadeira catástrofe para o já combalido setor produtivo e que o aumento da taxa Selic não é o instrumento mais eficaz para combater a inflação". Ninguém do governo quis comentar, até o momento, o assunto.


Via G1


Contas do governo têm déficit inédito no pior primeiro semestre da história



As contas do governo registraram neste ano o pior resultado para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 1997, segundo números divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta quinta-feira (30).

CONTAS DO GOVERNO
Acumulado no 1º semestre de 2015, em R$ bilhões
Created with @product.name@ @product.version@3,113,0612,515,4318,2719,8829,2833,8338,2238,3542,4561,3718,5324,8955,9947,9634,5517,35-1,5920002010-100102030405060702013 resultado: 34,55
Nos seis primeiros meses deste ano, foi registrado um déficit primário (receitas menos despesas, sem contar os juros da dívida pública) inédito de R$ 1,59 bilhão, segundo números oficiais.

Em igual período do ano passado, foi registrado um superávit de R$ 17,35 bilhões. Até então, o pior resultado para o período havia ocorrido em 1998 (superávit de R$ 3,06 bilhões).
Os resultados das contas públicas têm sido afetados pela redução da arrecadação federal, que registrou o pior desempenho para o período de janeiro a junho desde 2011.
As receitas foram afetadas pelo baixo nível de atividade econômica e, também, pela  desonerações de tributos efetuadas nos últimos anos justamente para tentar estimular o Produto Interno Bruto (PIB) e o nível de emprego – que não foram totalmente revertidas pelo governo federal.
"Não é o resultado que gostaríamos, mas estamos trabalhando no dia a dia. Uma questão de atividade, de ciclo econômico, tem afetado nossa arrecadação. Quando a economia tem um grau de incerteza muito grande, a gente percebe que as empresas retêm um pouco sua disposição ao pagamento de impostos", afirmou o o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive.
"E isso significa também que o nível de atividade da economia não explica por si só a queda de arrecadação", declarou.

Nota de risco 
Apesar do resultado ruim das contas públicas e da indicação da Standard & Poors de que a nota brasileira pode ser rebaixada no futuro, Saintive afirmou que o governo não trabalha com redução da nota de risco do país.

 CONTAS DO GOVERNO
Resultado primário dos meses de junho, em R$ bi
Created with @product.name@ @product.version@0,11,843,811,641,561,770,765,665,766,055,197,920,610,6610,581,121,28-1,93-8,220002010-10-50510152015 cotação: -8,2
Tesouro Nacional"Não trabalhamos com redução de avaliação pelas agências de rating. Temos explicado tudo o que está sendo feito [para as agências]. O esforço fiscal permanece. Quadro fiscal complexo, delicado, mas tem várias medidas que foram mandadas ao Congresso Nacional. Isso nos leva a crer que manteremos nosso 'investment grade'", afirmou o secretário.

A equipe econômica trabalha para que a nota brasileira, concedida pelas agências de classificação de risco, permaneça no chamado "grau de investimento" – que é um tipo de recomendação para investimento.
Perdendo essa nota, as regras de vários fundos de pensão de outros países impediriam o investimento no Brasil, o que dificultaria a capacidade de o país, e das empresas do setor privado brasileiro, buscarem recursos no exterior – aumentando subsequentemente os juros destas operações.

Mês de junho
 

Somente no mês de junho, o Tesouro Nacional informou que foi registrado um déficit primário de R$ 8,2 bilhões. Este também foi o pior resultado para este mês desde o início da série histórica, em 1997.
Até então, o valor mais baixo em junho havia sido em 2014, com o resultado negativo de R$ 1,93 bilhão.

Meta do governo

 Na semana passada, o governo formalizou a
a redução da meta de superávit primário de suas contas para todo este ano – procedimento que já era esperado pelos analistas do mercado financeiro devido, principalmente, pela redução da arrecadação. O superávit primário é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública.
Em novembro, a equipe econômica havia fixado uma meta de R$ 55,3 bilhões para as contas do governo em 2015. Na última semana, porém, esse objetivo foi reduzido para somente R$ 5,8 bilhões neste ano, o equivalente a 0,10% do PIB.
Para todo o setor público, o que inclui ainda os estados, municípios e estatais, a meta fiscal para este ano caiu de R$ 66,3 bilhões (1,2% do PIB) para R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB).

Medidas
 

Para tentar atingir as metas fiscais, além de aumentar tributos sobre combustíveis, automóveis, empréstimos, importados, receitas financeiras de empresas, exportações de produtos manufaturados, cerveja, refrigerantes e cosméticos, o governo também atuou na limitação de benefícios sociais, como o seguro-desemprego, o auxílio-doença, o abono salarial e a pensão por morte, medidas já aprovadas pelo Congresso Nacional.
Além disso, efetuou um bloqueio inicial de R$ 69,9 bilhões no orçamento deste ano, valor que foi acrescido de outros R$ 8,6 bilhões na semana passada. As principais rubricas afetadas pelo contingenciamento do orçamento de 2015 são os investimentos e as emendas parlamentares.

Receitas, despesas e investimentos 
De acordo com dados do governo federal, as receitas totais subiram 4,3% nos seis primeiros meses ano (em termos nominais, sem descontar a inflação), contra o mesmo período do ano passado, para R$ 627 bilhões. O aumento das receitas foi de R$ 26 bilhões sobre o mesmo período do ano passado.
Ao mesmo tempo, as despesas totais subiram o dobro nos seis primeiros meses deste ano (ainda em termos nominais): 8,7%, para R$ 514 bilhões.
Neste caso, o aumento foi de R$ 41 bilhões. Os gastos somente de custeio, por sua vez, avançaram 16,1% na parcial deste ano, para R$ 119 bilhões – um aumento de R$ 16,52 bilhões.
Já no caso dos investimentos, porém, houve forte redução de gastos. Segundo números oficiais, as despesas com investimentos caíram 31,1% nos seis primeiros meses deste ano, para R$ 27,79 bilhões. A queda frente ao mesmo período de 2014 foi de R$ 12,56 bilhões, de acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional.

Dividendos, concessões, CDE e subsídios
 

Além do fraco comportamento da arrecadação, fruto do baixo ritmo da atividade econômica, o governo também informou que recebeu, nos seis primeiros meses deste ano, menos recursos de dividendos de empresas estatais.

De janeiro a junho de 2015, o governo recebeu R$ 3,36 bilhões em dividendos (parcelas de lucros), contra R$ 10,49 bilhões no mesmo período de 2014. O Tesouro Nacional informou que não estão previstos pagamentos de dividendos pela Petrobras neste ano.
Em concessões, porém, o governo recebeu mais recursos de janeiro a junho deste ano (R$ 3,98 bilhões) contra o mesmo período do ano passado (R$ 1,24 bilhão).
O governo informou ainda que foi realizado um pagamento de R$ 1,25 bilhão para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) nos seis primeiros meses deste ano, em comparação com R$ 4,1 bilhões no mesmo período do ano passado.
Apesar de ter prometido não fazer pagamentos para a CDE neste ano, foi paga uma última parcela em janeiro. A CDE é um fundo por meio do qual realiza ações no setor elétrico, entre elas o financiamento de programas como o Luz para Todos, subsídio à conta de luz de famílias de baixa renda, compra de combustível para termelétricas e pagamento de indenizações para empresas.
No caso dos subsídios, a Secretaria do Tesouro Nacional informou que os pagamentos somaram R$ 11,28 bilhões de janeiro a junho deste ano, contra R$ 4,96 bilhões no mesmo período do ano passado.
Segundo o secretário Marcelo Saintive, chefe do Tesouro Nacional, a gestão do governo "vem pagando tempestivamente as despesas". "Isso tem acontecido. Resultado de subsídios e subvenções mostra isso", declarou ele. Nos últimos anos, o governo atrasou alguns pagamentos, processo que ficou apelidado como "pedaladas fiscais" – que está sendo questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Via G1


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Operação Lava Jato causará perda de R$ 187,2 bi na economia, diz estudo



Tendo a Operação Lava Jato como pano de fundo, a economia brasileira poderá ter uma perda de produção na casa dos R$ 187,2 bilhões, se combinada a diminuição de investimentos da Petrobras à retração do mercado de construção. Isso equivaleria a cerca de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2014, acarretando uma redução de 2,4 milhões de postos de trabalho. É o que diz estudo do Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com o Centro de Estudos de Direito Econômico e Social (CEDES).

Publicados em abril deste ano, os cálculos sofreram atualizações e nesta segunda-feira (27) foram apresentados pelo coordenador do grupo, Gesner Oliveira, ao Clube de Engenharia. Os dados atualizados também estimam uma redução de salários que atinja a ordem de R$ 29,5 bilhões, além de uma diminuição de R$ 12,3 bilhões em arrecadação de impostos. 

De acordo com Fernando Marcato, professor da FGV e coautor do estudo, as projeções foram feitas com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e não pretendem, de forma alguma, condenar a investigação em curso pela Polícia Federal. “Tudo deve ser devidamente apurado, só não se pode entrar em um processo de caça às bruxas que acabe com todas essas empresas. É preciso cuidado para não matar essa indústria, que gera muito emprego e muita receita”, explica.

O trabalho afirma que, para aferir o impacto da Operação Lava Jato sobre o setor de petróleo e gás, “considerou-se o volume de investimentos previsto inicialmente no Plano de Negócio da Petrobras para o período de 2014 a 2018, isto é, US$ 220,6 bilhões (R$ 683,86 bilhões). Estima-se uma redução de 41% neste valor, o que representa retração de R$ 280,39 bilhões nos investimentos da companhia nos próximos cinco anos, equivalendo a menos R$ 56 bilhões por ano de investimentos”.


Via JB


terça-feira, 28 de julho de 2015

Vendas caem 4,72% no setor de supermercados, diz associação

Comerciante entrega troco para consumidora que compra cebolas em feira de São Paulo

As vendas do setor de supermercados caíram 4,72% em valores reais em junho na comparação com maio e 3,04% na comparação com junho do ano passado.

No acumulado do ano, não houve variação nas vendas, de acordo com o Índice Nacional de Vendas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado hoje (28), na capital paulista.
A cesta de 35 produtos de largo uso, analisada pela entidade registrou elevação de 1,19% com o preço passando de R$ 406,20 em maio para R$ 411,03 junho.
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Os itens que apresentaram maiores elevações nos preços foram cebola (16,72%), batata (8,99%), sabão em pó (4,42%) e xampu (4,12%).

No sentido contrário, estão relacionados tomate (-12,79%), biscoito cream cracker (-4,44%), massa sêmola espaguete (-1,47%) e desinfetante (-0,98%).

Todas as regiões tiveram alta na cesta, com a Norte liderando a lista (2,54%) atingindo o valor de R$ 463,35, seguida da Nordeste (1,91%), chegando a R$ 352,54, Sul (0,96%) e valor de R$ 448,70, Sudeste (0,44%), totalizando R$ 392,91 e Centro Oeste (013%), valendo R$ 390,12.

Segundo o vice-presidente da Abras, João Sanzovo, o resultado é reflexo do cenário de crise politica e econômica que gera falta de confiança do consumidor, além do aumento do desemprego, diminuição da massa salarial e da inflação em alta que causa perda do poder aquisitivo.
“Temos um cenário complicado dentro do qual podemos dizer que o setor está bem posicionado na comparação com outros setores”.
Na análise de Sanzovo, o setor está conseguindo manter alguma estabilidade, porque o consumidor está mudando alguns hábitos, como deixar de comer fora de casa.

“Isso implica em comprar mais nos supermercado, para abastecer a dispensa. Ao mesmo tempo em que restringe compras de outros bens, passa a comprar mais no supermercado para se satisfazer. Tem ainda uma tentativa muito forte do setor na busca de mais ofertas que criem clima positivo dentro das lojas, gere uma disposição maior para o consumo e segure os preços”.

A expectativa é a de que o setor apresente leve recuperação no segundo semestre, em função das festas de final de ano.
“Queremos que as vendas sejam pelo menos iguais, se possível superiores às do segundo semestre do ano passado. O que nos dá essa esperança é que, em momentos de crise, o consumidor se retrai e deixa de comprar outras coisas, e mantém o consumo de produtos básicos”.

Sanzovo ressaltou que se essa mudança de comportamento se confirmar, não haverá demissões no setor e a sazonalidade levará as lojas a contratarem mais funcionários para o período do final do ano.

Além disso, todos os investimentos previstos pelos lojistas estão mantidos para este ano.
“As marcas próprias também ganham força e o consumidor vai mudando de degraus conforme seu orçamento. Mas não são todos os supermercados que oferecem. Onde não achar marcas próprias o consumidor vai descendo a escada do preço médio até o preço baixo”.


Via Exame


segunda-feira, 27 de julho de 2015

Após cinco quedas seguidas, confiança da indústria cresce, diz FGV

“Em relação ao momento presente, a indústria continua avaliando de forma extremamente desfavorável o ambiente de negócios. No âmbito das expectativas, o avanço do IE é bem vindo, mas de magnitude ainda insuficiente para ser identificado como uma reversão de tendência, após cinco quedas consecutivas” afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente Adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/IBRE, em nota.

A alta do indicador em julho atingiu 7 dos 14 principais segmentos e foi determinada pela melhora das expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice de Expectativas (IE) avançou 3,2%, após cinco quedas consecutivas.
 
O Índice da Situação Atual (ISA) ficou praticamente estável, ao recuar 0,1% em relação ao mês anterior, de 70,4 para 70,3 pontos, também o segundo menor nível da série, superando apenas o ICI de outubro de 1998 (67,3 pontos).
 
A principal contribuição negativa para a evolução do ISA partiu do indicador que mede o equilíbrio do nível de estoques na indústria. A proporção de empresas que avaliam o nível de estoques atual como excessivo aumentou de 17,2% para 18,7%; e a parcela de empresas que o consideram insuficiente diminuiu de 1,6% para 1,5%. A diferença de 17,2 pontos percentuais entre as opções extremas de resposta é a maior desde janeiro de 2009.
 
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) ficou estável entre junho e julho, em 78,2%, o menor patamar desde abril de 2009 (78,0%).

Via G1


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Salário formal tem primeira queda em 11 anos


A piora do mercado de trabalho provocou uma queda real (descontada a inflação) nos salários médios de admissão dos profissionais com carteira de trabalho. No primeiro semestre, a remuneração dos trabalhadores foi de R$ 1.250,39, abaixo do salário de R$ 1.2711,10 pago pelas empresas entre janeiro e junho de 2014, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A queda é a primeira da série histórica para esse indicador, iniciada em 2003.



O recuo no salário dos brasileiros com carteira de trabalho está diretamente associado à piora da atividade econômica e do emprego. O mercado já estima uma recessão para 2015 de 1,7% e, no primeiro semestre, o País fechou 345 mil postos o pior resultado desde 2002. "A deterioração do mercado de trabalho se mostrou mais rápida do que o esperado", afirma Fabio Romão, economista da consultoria LCA.

Em alguns Estados, como Pernambuco, Rondônia e Alagoas, a redução no salário de admissão chega a 5% de janeiro a junho.

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, também apontou essa piora no rendimento dos profissionais com carteira de trabalho do setor privado. O recuo no salário desse grupo explicou 40% da queda real de 2,7% no rendimento total apurado na economia entre janeiro e abril, segundo um levantamento da consultoria
Tendências. "Essa dado reforça o diagnóstico do Caged de que o salário de entrada no mercado formal tem diminuído", afirma Rafael Bacciotti, economista da Tendências.

A perda do poder de barganha do brasileiro na negociação salarial ocorre por causa da inflação elevada e também pela piora da economia, que leva mais trabalhadores a procurar emprego ao mesmo tempo em que as empresas ofertam menos vagas.
Em junho, por exemplo, o Indicador do Mercado de Trabalho Catho-Fipe apontou uma redução de 14,1% na quantidade de vagas abertas pelas empresas na comparação com o mesmo mês do ano passado.

"Em 2012, apesar do baixo crescimento, o número de vagas criadas pelas empresas rodava muito acima da taxa de admissão da economia", diz Raone Costa, economista responsável pelo estudo. "Agora, ocorre o contrário: a quantidade de vagas está caindo há um ano."

Precarização

Com a piora do emprego com carteira assinada, o mercado de trabalho brasileiro tem enfrentado um processo de precarização. Nos 12 meses encerrados em maio, segundo os dados do IBGE, 213 mil profissionais deixaram o emprego com carteira de trabalho na iniciativa privada. Nesse mesmo período, a quantidade dos trabalhadores chamados de por conta própria - com remuneração mais baixa - aumentou em 136 mil.

Um outro indicativo dessa precarização se dá pela piora da relação entre os salários de admissão e desligamento. A economia tem enfrentado um processo de substituição dos profissionais caros pelos menos custosos. "O salário de admissão concentra os jovens com pouca experiência e aquelas pessoas que perderam o emprego e aceitam uma remuneração aquém da desejada para poder se recolocar no mercado de trabalho", diz Romão, da LCA.



Maioria de brasileiros prevê inflação dos próximos 12 meses acima de 8%, diz FGV



Pesquisa feita em julho mostra que, para 79,9% dos brasileiros, a inflação dos próximos 12 meses deverá ser superior a 8%.
Já a proporção de consumidores que preveem inflação abaixo do teto da meta de 6,5% ficou em 3,5% do total, informou o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Para o economista da FGV Pedro Costa Ferreira, os resultados mostram que, “a cada dia, a inflação está assustando mais os consumidores".

Costa Ferreira informou que a pesquisa também mostra também “que apenas 1% dos brasileiros acredita que a inflação ficará no centro da meta (4,5%) nos próximos 12 meses”.

Os números do indicador revelam ainda que, pela primeira vez, a faixa de previsão inflacionária para os próximos 12 meses – compreendida entre 9% e 10% – passou a ser a mais citada, atingindo 26,3% das citações dos entrevistados.


Via JB


Taxa de desemprego fica em 6,9%, diz IBGE

A taxa de desemprego em junho foi de 6,9%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população desocupada, em junho, somou 1,7 milhão de pessoas, ficando estatisticamente estável em relação a maio. Mesmo assim essa é a maior taxa para o mês de junho desde 2010, quando a taxa de desocupação avançou 7,0%.



O desemprego cresceu 44,9% (mais 522 mil pessoas) em relação a junho de 2014. Em maio, o desemprego atingiu 6,7%, e em junho de 2014, o percentual foi de 4,8%.

No mês, a taxa de desocupação ficou estável nas seis regiões metropolitanas. Mas em relação a junho de 2014 a taxa cresceu em todas as regiões: em Recife, passou de 6,2% para 8,8% (+2,6 pp); em Salvador, de 9,0% para 11,4% (+2,4 pp); em São Paulo de 5,1% para 7,2% (+2,1 pp); em PortoAlegre, de 3,7% para 5,8% (+2,1 pp); no Rio de Janeiro, de 3,2% para 5,2% (+2,0 pp) e em Belo Horizonte, de 3,9% para 5,6% (+1,7 pp).

Número de empregados ficou estável

O número de empregados, de 22,8 milhões, ficou estável no mês, mas teve queda de 1,3%, menos 298 mil pessoas, em relação a junho de 2014.

A população não economicamente ativa (19,3 milhões de pessoas) manteve-se estável em ambas as comparações.

No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada de 11,5 milhões permaneceu estável no mês, mas recuou 2,0% (menos 240 mil pessoas) em relação a junho de 2014.

A taxa de desemprego em junho foi de 6,9%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada nesta quinta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população desocupada, em junho, somou 1,7 milhão de pessoas, ficando estatisticamente estável em relação a maio. Mesmo assim essa é a maior taxa para o mês de junho desde 2010, quando a taxa de desocupação avançou 7,0%.

O desemprego cresceu 44,9% (mais 522 mil pessoas) em relação a junho de 2014. Em maio, o desemprego atingiu 6,7%, e em junho de 2014, o percentual foi de 4,8%.

No mês, a taxa de desocupação ficou estável nas seis regiões metropolitanas. Mas em relação a junho de 2014 a taxa cresceu em todas as regiões: em Recife, passou de 6,2% para 8,8% (+2,6 pp); em Salvador, de 9,0% para 11,4% (+2,4 pp); em São Paulo de 5,1% para 7,2% (+2,1 pp); em Porto Alegre, de 3,7% para 5,8% (+2,1 pp); no Rio de Janeiro, de 3,2% para 5,2% (+2,0 pp) e em Belo Horizonte, de 3,9% para 5,6% (+1,7 pp).

Rendimento dos trabalhadores aumentou 0,8%

Segundo O IBGE, o rendimento médio dos empregados, de R$ 2.149,10, subiu 0,8% em relação a maio R$ 2.132,58, e recuou 2,9% em relação a junho de 2014 (R$ 2.212,87).

No mês, o rendimento médio subiu em cinco das seis regiões metropolitanas. Regionalmente, em relação a maio, o rendimento médio subiu em Recife (2,2%); Belo Horizonte e Porto Alegre (1,1%, ambos); Rio de Janeiro (0,8%) e em São Paulo (0,7%). Em Salvador houve queda (-0,7%). No ano, o rendimento caiu em quatro regiões: Rio de Janeiro (-5,0%); Salvador e São Paulo (-3,1%, ambos) e Belo Horizonte (-2,5%), com alta em Recife (0,5%) e estabilidade em Porto Alegre.

A massa de rendimento médio foi R$ 49,5 bilhões em junho, com queda de 4,3% em relação a junho de 2014. A massa de rendimento dos empregados, de R$ 49,8 bilhões em maio ficou estatisticamente estável em relação a abril e recuou 3,8% frente a maio de 2014.
Já nos segmentos da Construção e Outros Serviços, o rendimento médio caiu no mês de junho e cresceu no Comércio e Serviços prestados às Empresas, ficando estável nos demais. No ano, todos os sete segmentos pesquisados tiveram queda.

Entre as categorias de posição na ocupação, na comparação mensal, o rendimento médio caiu para os empregados sem carteira assinada no setor privado e subiu para os militares e funcionários públicos e os trabalhadores por conta própria, ficando estável entre os empregados com carteira assinada no setor privado.


Via JB


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Déficit em conta corrente cai 23,39% no primeiro semestre

Rio de Janeiro - O Brasil acumulou no primeiro semestre deste ano um déficit de US$ 38,282 bilhões em suas transações com o exterior, 23,39% a menos que nos seis primeiros meses de 2014 (US$ 49,972 bilhões), informou o Banco Central nesta quarta-feira.

Moedas de um real

O organismo atribuiu a notável melhora no balanço de conta corrente à atual contração da economia brasileira, que reduziu a demanda por produtos e serviços externos, e à desvalorização do real em relação ao dólar, que diminuiu significativamente os gastos dos turistas brasileiros no exterior.
"A atividade econômica está frágil e a taxa de câmbio desvalorizada", explicou Fernando Rocha, chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, em entrevista coletiva.
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O resultado do semestre é compatível com as previsões do governo, que espera terminar o ano com um déficit de US$ 81 bilhões, significativamente inferior ao de 2014, quando o saldo em vermelho foi recorde, de US$ 104,74 bilhões.
Essa redução foi influenciada pela forte desvalorização do real, que encareceu as importações e barateou as exportações, e à menor demanda provocada pela própria contração da economia.
Contribuiu para a queda do déficit em conta corrente no semestre o resultado de junho, quando o envio de recursos para fora do país foi apenas US$ 2,547 bilhões maior que a entrada, praticamente a metade do saldo negativo de junho do ano passado (US$ 5,11 bilhões).
Além da queda do déficit nas contas com o exterior, o Brasil conseguiu financiar grande parte desse saldo negativo com o investimento estrangeiro direto, que em junho foi de US$ 5,397 bilhões e no semestre acumulou US$ 30,918 bilhões.
"O investimento estrangeiro direto financiou totalmente o déficit em conta corrente em junho e quase 81% do déficit do primeiro semestre. Esse investimento se confirmou como a principal fonte de financiamento das transações correntes do Brasil", disse Rocha.
Entre os fatores que ajudaram o país a reduzir o déficit também se destacou a redução dos gastos dos turistas brasileiros no exterior. Com a desvalorização do real as viagens internacionais ficaram bem mais caras.
Os gastos dos turistas brasileiros no exterior caíram 20,1%, de US$ 12,443 bilhões nos seis primeiros meses do ano passado para US$ 9,94 bilhões no primeiro semestre deste ano. Os gastos de turistas brasileiros no exterior bateram recorde ano passado, e chegaram a US$ 25,6 bilhões.
O dólar subiu 19,3% em relação ao real no primeiro semestre de 2015, o que encareceu o preço das passagens internacionais, da hospedagem e da alimentação no exterior.


Via Exame


Prévia da inflação oficial tem a maior taxa para julho desde 2008



A prévia da inflação oficial perdeu força e ficou em 0,59% em julho após avançar 0,99% no mês anterior, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo tendo desacelerado, a taxa é a maior para o mês de julho desde 2008.

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 6,9% e em 12 meses, de 9,25% - o maior resultado para o período desde dezembro de 2003, quando atingiu 9,86%.
O mercado financeiro estima que a inflação feche 2015 em 9,15%, conforme aponta o boletim Focus, do Banco Central. Se confirmada a estimativa para o IPCA, a inflação de 2015 atingirá o maior patamar desde 2003, quando ficou em 9,3%.

Grupos
 

De junho para julho, o preço dos alimentos subiu menos (de 1,21% para 0,64%). Ficaram mais baratos, por exemplo, tomate (-20,37%); cenoura (-12,75%); feijão fradinho (-6,27%) e hortaliças (-6,08%). O preço das roupas também caiu (de 0,68% para -0,06%).
Os artigos de residência subiram 0,47%, menos do que em junho (0,69%), e foram pressionados pelas roupas de cama, mesa e banho (1,26%), pelos utensílios e enfeites (1,13%) e pelos serviços de conserto de móveis e aparelhos domésticos (1,10%).
 
No caso dos gastos com transportes, cuja taxa passou de 0,85% para 0,14%, o que derrubou o índice foram as passagens aéreas. Depois de subirem 29,54% em junho, avançaram 0,91% no mês seguinte. Os combustíveis também ficaram mais baratos. A gasolina caiu 0,47% e o etanol, 2,03%.
Nas despesas pessoais, os jogos de azar avançaram menos do que no mês anterior e aliviaram a pressão sobre esse grupo, cuja variação caiu 1,79% para 0,83%.
Entre os grupos analisados pelo IBGE, a maior variação de junho para julho partiu de habitação, 1,15%, influenciada pela energia elétrica que teve alta de 1,91%.

Por regiões
 

De todas as regiões analisadas, Recife apresentou o maior resultado na prévia da inflação (0,87%), influenciado pela alta dos alimentos e da gasolina. Na outra ponta, está Belém, que apresentou a menor taxa (0,26%), influenciada pelo preço dos alimentos.


Via G1