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domingo, 10 de agosto de 2014

Cerca de 400 mulheres nuas em manifestação


A Marcha das Vadias, evento de luta pelos direitos da mulher, reuniu hoje (9) na orla de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, cerca de 300 pessoas, segundo a Polícia Militar (PM). Muitos manifestantes seguravam cartazes com palavras de ordem contra a violência sexual e de gênero e em defesa de direitos como ao parto humanizado, ao aborto e aos direitos sexuais.

O casal Ana Brumana e Thiago Queiroz foi à marcha pela primeira vez, levando o filho de 1 ano e 7 meses. "Viemos muito motivados pela temática meu corpo, minhas regras. A gente lutou muito pelo parto dele, que foi em casa, foi lindo. Essa é uma luta para a gente", contou Ana.

Cantando e tocando tambores improvisados com latas de tinta, os manifestantes caminharam cerca de 3 quilômetros pela orla.


Muitos homens que participaram da marcha usavam batom, saias e vestidos. O produtor cultural Felipe Gonçalves foi ao protesto pelo segundo ano consecutivo. "O movimento feminista tem crescido muito no Brasil, mas ainda está atrás de alguns movimentos como o movimento negro", opinou ele. "Muitas mulheres, como minha mãe, ainda não se veem no direito de manifestar, não se sentem pertencentes a movimentos como este, que é genial", comentou.

O encontro reuniu representantes de diferentes movimentos e causas, como Laura Lee, vice-presidente do grupo Vitamore, de portadores de HTLV, uma doença sexualmente transmissível. "Viemos fazer uma divulgação desse vírus e também defender o direito das mulheres", declarou.

Na metade do percurso, houve princípio de tumulto quando o grupo tentou ocupar uma das vias da Avenida Atlântica e foi contido pela PM. Após alguns minutos de tensão entre alguns manifestantes e policiais, a marcha voltou a ocupar apenas uma das pistas da via.



Via JB


domingo, 6 de julho de 2014

De topless, ativistas protestam no Rio contra turismo sexual na Copa

Grupo afirma que crianças são exploradas por valores a partir de 15 dólares. Manifestantes questionam suposta omissão da Fifa e autoridades.


Um grupo de ativistas do grupo Bastardxs protestaram na manhã deste domingo (6) em Copacabana, na Zona Sul do Rio, contra o turismo sexual durante a Copa do Mundo. Revoltadas com a suposta passividade da Fifa com o problema durante o mundial, elas exibiam um cartaz em inglês com um "menu da Fifa", onde os pratos eram as ofertas de turismo sexual e seus preços. De top less, as ativistas também posaram como os "pratos" do menu.
Segundo as manifestantes, crianças são exploradas em lugares como a Vila Mimosa, na Zona Norte do Rio por valores a partir de 15 dólares.

"Fizemos pesquisa de campo nesta zona de prostituição e recebemos informação sobre a existência da exploração de meninas de 10 anos de idade, após contato com cafetões. Durante a pesquisa, constatamos também que era grande o número de adolescentes que não tinham nem os seios desenvolvidos se exibindo e prostituindo", disse Sara Winter, ativista do Bastardxs. Ela acrescenta que na Zona Sul do Rio, o grupo também teria constatado casos de prostituição de crianças e adolescentes. O grupo cobra postura mais dura da Fifa e de autoridades para coibir esse tipo de prática.


Via G1


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sem-teto ameaçam fazer novo ato durante amistoso da seleção em SP

Os sem-teto afirmaram na noite desta quarta-feira que poderão fazer um novo protesto em ruas da capital paulista na próxima sexta, durante o amistoso da seleção brasileira, caso não haja avanço nas negociações do grupo com o governo. A afirmação foi feita no final do ato que reuniu em torno de 12 mil pessoas na região do Itaquerão. "Se até sexta, quando tem amistoso, não tiverem atendido nossas reivindicações, não sei se a torcida vai conseguir chegar nesse jogo não", afirmou Guilherme Boulos, coordenador do MTST (Movimentos dos Trabalhadores Sem-Teto). O grupo deverá fazer uma assembleia nesta quinta-feira para decidir se o protesto ocorrerá e como será. O amistoso do Brasil será contra a Sérvia e acontecerá no estádio do Morumbi. Esse será o último jogo da seleção brasileira antes da Copa do Mundo.

Mais cedo, no ato de ontem, Boulos também afirmou que os diálogos com os três níveis de governo começaram, mas que o MTST não teve nenhuma resposta concreta quanto às suas reivindicações. "Não estão deixando alternativa", afirmou ele, que fala em "radicalização" durante o início da Copa do Mundo, que acontecerá no estádio Itaquerão. O protesto de quarta reuniu em torno de 12 mil pessoas, segundo estimativa da PM. O movimento, porém, afirma que esse número pode chegar a 25 mil. Segundo Boulos, há pessoas de 13 ocupações da cidade entre elas a Copa do Povo, em Itaquera, zona leste, e Nova Palestina, na zona sul. O grupo se reuniu na Radial Leste, na frente da estação Vila Matilde do metrô, e seguiu em caminhada até o estádio do Itaquerão.

Uma das reivindicações dos sem-teto é a desapropriação da área da Copa do Povo e sua destinação para habitação. O grupo também pede, entre outras coisas, mudanças no programa federal Minha Casa, Minha Vida e uma proposta de Lei do Inquilinato que controle os reajustes de aluguel. Um outro ato do movimento chegou a a reunir 15 mil pessoas no último dia 22 de maio, no largo da Batata (zona oeste). Na ocasião, Boulos disse que transformaria este mês em um "junho vermelho".

Policiais Militares

Policiais militares também programaram um ato para quarta-feira na região do Itaquerão. Foram convocados para a manifestação os policiais aposentados, pensionistas e familiares de PMs de todo o Estado. A assessoria da PM falou que o grupo foi ao local em 15 ônibus, mas os organizadores apontam que foram 25. Segundo a PM, 400 pessoas saíram da avenida Marquês de São Vicente, passaram pela marginal Tietê e depois pela Radial Leste, até chegarem ao estádio. Os organizadores, porém, apontam que a manifestação pode ter reunido 800 pessoas. Segundo o coronel Sérgio Payão, coordenador da CERPM (Coordenadoria das Entidades Representantes dos PMs), o ato acontece por conta do encerramentos das negociações salariais que ocorriam com o governo estadual. Ele diz que as entidades querem reajuste de 19%, mas o governo, após oito reuniões, disse que não pode oferecer reajuste nenhum.

Um soldado da PM recebe no início de carreira R$ 2.183,12. A categoria reivindica reajuste de 19%, mas o governo não ofereceu nenhum reajuste até o momento. Os policiais militares não têm data base, que em outras carreiras marca a data de negociações e reajuste anual. O último reajuste da categoria ocorreu em dezembro de 2013 e foi de 7%. "De um lado é o PCC matando nossos soldados. Do outro, é o PSDB matando nossas famílias de fome", afirmou o vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM do Estado, Antonio Carlos Amaral, o Duca. A categoria, porém, afirma que não deve ocorrer greve. Todas as 17 entidades da categoria estão empenhadas em evitar a greve, em respeito pela população. Mas todo mundo está bem revoltado", afirmou o cabo Wilson Morais, presidente da associação.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou, em nota, que "o colegiado de secretarias envolvidas nas negociações salariais tem mantido diálogo transparente e permanente com a Polícia Militar, além de suas entidades de classe. Os índices de aumento salarial serão anunciados no tempo oportuno." A pasta diz ainda que a gestão atual já "concedeu três aumentos salariais, o que representa um reajuste acumulado de 36,59%, quase o dobro da inflação do período, e a promoção de 27.282 policiais militares, resultado de um novo plano de carreira."


Via Coorreio do Estado


sábado, 31 de maio de 2014

Manifestantes fazem 9º ato contra Copa no centro de SP

O 9º ato contra a Copa do Mundo na cidade de São Paulo atraiu cerca de 100 pessoas até 16h40 deste sábado, 31, diante do Teatro Municipal, no centro. O ato foi marcado para as 15h e contava, no início da tarde deste sábado, com 3,6 mil confirmações. Os manifestantes carregavam cartazes contra o Mundial.

Os policiais militares que acompanhavam o ato estreiam neste sábado o uniforme antiprotestos, com capacete e armadura pretas, além dos cassetetes. Alguns deles levavam balas de borracha. Eles pertencem à Companhia de Ação Especial Policial, ligado ao Primeiro Comando de Policiamento de Área, que já participava de manifestações.

Ao chegarem em frente ao Teatro Municipal, foram recebidos com vaias e acusações de "fascistas". Os comentários de pedestres que passavam pelo local é de que os PMs parecem Robocops. Alguns pedem até para tirar fotos ao lado dos policiais.

Paulista

Cerca de 50 pessoas, de acordo a Polícia Militar, protestam na Avenida Paulista, também na região central da cidade. O grupo reivindica a saída da presidente Dilma Rousseff (PT) e bloqueava uma pista da via no sentido Paraíso, na altura da Rua Haddock Lobo por volta das 16h40.

Manhã

Outro grupo de movimentos sociais fez marcha no centro de São Paulo durante a manhã a favor da reforma política. Cerca de 500 pessoas partiram da Praça Ramos de Azevedo, perto do Teatro Municipal, por volta das 9h. O ato terminou na Praça da Sé, às 12h30.

"Nosso objetivo era levar às ruas o tema da reforma política", explicou o coordenador da Central de Movimentos Populares Raimundo Bonfim. A pauta de reforma política ganhou força no ano passado por sugestão da presidente Dilma Rousseff (PT), após as manifestações de junho, mas não foi votada pelo Congresso.

Outra reivindicação do grupo, de acordo com Bonfim, é a extinção do financiamento privado de campanhas eleitorais. "Queremos que o Supremo (Tribunal Federal, o STF) vete isso", afirma ele, que também defende a criação de uma Constituinte exclusiva.

No percurso, os manifestantes também chegaram a bloquear o Viaduto do Chá por mais de meia hora. De acordo com a Polícia Militar, a passeata teve um pico de mil participantes e não houve ocorrências. Já os organizadores afirmam que quase seis mil pessoas participaram do ato.





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sexta-feira, 30 de maio de 2014

SP: integrantes do MPL protestam em frente à Secretaria de Segurança Pública

Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) fazem neste momento um ato em frente à Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo contra o inquérito que investiga a atuação de manifestantes em protestos de rua. Eles estão sentados no chão, bloqueando a passagem dos carros pela Rua Líbero Badaró, no centro, e parte deles está acorrentada na porta de entrada do prédio. O MPL considera que o inquérito ilegal e que tem como objetivo desarticular a ação do movimento.


O clima é tenso na porta da SSP. Alguns funcionários estão tentando entrar no prédio, mas é preciso passar por cima dos manifestantes que estão sentados na escadaria. Por volta das 12h15, houve um empurra-empurra, quando um homem entrou e, segundo os integrantes do movimento, pisou em uma das pessoas acorrentadas, o que provocou a reação dos presentes. Um dos policiais, que faz um cordão de isolamento na entrada, interveio empurrando o manifestante.

Segundo Marcelo Hotimski, militante do MPL, além de integrantes do movimentos, pessoas que não foram aos protestos também estão sendo chamadas a depor, como pais e mães de militantes. “Optamos por não ir e deixar bem claro que consideramos isso um absurdo. Da terceira vez que você é chamado e não vai, pode acontecer uma condução coercitiva. A gente foi chamado esta quarta vez e a polícia falou que ia trazer outras pessoas para o Deic [Departamento Estadual de Investigações Criminais]”, declarou.

Algumas pessoas, no entanto, já estão sendo levados coercitivamente à delegacia, de acordo com o movimento. “Nos últimos três dias, familiares foram constrangidos com a presença de investigadores do Deic na porta de suas casas para, sem ordem judicial, conduzir coercitivamente os intimados”, diz nota do grupo.

Ele disse que o ato é uma forma de pedir explicações ao secretário Fernando Grella sobre os abusos que estão sendo cometidos na condução do inquérito e reivindicar a suspensão das investigações. “É um absurdo no geral, a própria criação dele tem intuito de desmobilizar as peissoas que estão se manifestando”, avaliou. Hotimski acredita que os militantes do MPL devem ter o direito de permanecer em silêncio diante de um procedimento de que discordam.


O inquérito que, segundo a SSP, investiga práticas criminosas cometidas durante os protestos foi instaurado em outubro do ano passado. O órgão informou, por meio da assessoria de imprensa, que as investigações correm dentro da legalidade. Disse ainda que o secretário não deve receber nenhum representante do movimento.

(Agência Brasil)


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Rodoviários do Rio entram mais uma vez em greve nesta quarta-feira

Os rodoviários dissidentes do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Urbano (Sintraturb) decidiram fazer uma nova paralisação de 24 horas, a partir do primeiro minuto desta quarta-feira. A assembleia que decidiu a greve aconteceu por volta das 18h, no Centro da cidade.

Representantes do sindicato foram ao local da assembleia, na Candelária, tentar dialogar com os dissidentes, mas foram chamados de ladrões e tiveram que deixar o local escoltados por policiais do Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos.

A reunião começou com atraso de cerca de duas horas, porque os profissionais aguardavam a chegada de uma das representantes do movimento, que se reuniu com o procurador João Carlos Teixeira, no Ministério Público do Trabalho (MPT). Segundo os rodoviários, o procurador estaria colhendo depoimento dela e de outras pessoas que fazem parte do movimento. Os dissidentes querem aumento salarial para os motoristas de R$ 1.800 para R$ 2.500 e aumento para os cobradores de R$ 1.080 para R$ 1.400, além do fim da dupla função.

A população carioca já sofreu com duas paralisações anteriores neste mês. A última, por dois dias consecutivos. Centenas de ônibus foram depredados.

Sindicato condena greve de dissidentes

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Urbano (Sintraturb) disse que a decisão do grupo de 150 rodoviários dissidentes de pararem mais uma vez por 24h, prejudicando mais de 6 milhões de usuários, "mostra mais uma vez,o desespero e a falta de sensibilidade do grupo, que teve sua proposta de 40% de reajuste rejeitada pela categoria em uma assembleia que contou coma presença de mais de 400 pessoas, inclusive do grupo de dissidentes, onde foi aprovado o aumento de 10%".

De acordo com o vice-presidente do Sindicato, Sebastião José, a paralisação já foi considerada ilegal pela justiça, por isso aconselha os profissionais a não participarem desse movimento, já que as empresas acenam com a possibilidade de demissão por justa causa.

"Dizer que se os garis conseguiram 37%, os rodoviários também teriam esse direito é no mínimo insano. Claro que o sindicato lutou e vai continuar lutando para um reajuste maior no próximo dissídio; mas no momento isso foi o melhor que conseguimos, já que foi o maior aumento da categoria em todo o país", explicou.

Sebastião garantiu ainda que solicitou à Rio Ônibus a antecipação da negociação de junho para abril, prevendo justamente a politização da mesma e tentando evitar, dessa forma, que houvesse algum tipo de problema próximo a Copa do Mundo.

"Em nenhum momento o Sintraturb foi procurado pelos líderes do movimento para encaminhar a reabertura da negociação junto aos empresários do setor, nem com a inclusão de novas propostas, mesmo assim, mandamos dois representantes do Sintraturb até a manifestação para um diálogo, mas quase foram agredidos", disse.

Sebastião disse ainda que o sindicato, na audiência do último dia 12 no Tribunal Regional do trabalho (TRT), já havia se colocado à disposição para atendê-los. Ele espera ainda que a politicagem barata e a baderna não tomem conta da cidade de novo.

Saúde paralisada no Rio

Na saúde, médicos federais estão em greve desde fevereiro e, segundo presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sindmed), os médicos estaduais estão se mobilizando para possíveis paralisações. O Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindprev) voltou com a greve que tinha sido interrompida em março, depois de promessas de negociação.

Segundo Cristiane Gerardo, da direção do Sindsprev, as duas principais reivindicações são: a não privatização da saúde, uma pauta que se relaciona diretamente com a implantação, pelo governo federal, da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e pelo desrespeito à jornada de trabalho de 30 horas. “O governo falou que iria fazer um processo de negociação para expandir ao máximo a jornada de 30h para todos os servidores. Mas eles começaram a publicar as portarias dos hospitais, impondo seu modo de governar sem estabelecer nenhum dialogo com os servidores. Queremos que a jornada de trabalho de 30 horas seja algo real e para todos os servidores, não queremos distinções”, explica ela. Hoje, setores de internação ou ininterruptos têm essa jornada, mas vários setores ficam de fora como administrativos, recursos humanos, centros de estudo.

A categoria tem uma manifestação marcada para a próxima segunda feira (2), na Praça da Cruz Vermelha, no centro do Rio, às 8h. “Teremos um café da manhã com os pacientes do Inca e profissionais. Às 11h acontece uma assembleia do grupo grevista. Antes disso, às 9h, teremos apresentação de peças sobre assédio moral e outros temas”, completa Cristiane. Segundo ela, uma das pautas da greve é a violência dentro do ambiente de trabalho. Ela diz que, durante manifestações, profissionais são hostilizados pela segurança do hospital. O chefe de segurança de um hospital federal foi denunciado ao Ministério Público por agredir uma enfermeira, quando tentava se apropriar de um cartaz. Ainda segundo Cristiane, os profissionais vivem sob violência psicológica de diversos diretores “Tem diretor de hospital que bate na mesa e diz que o hospital é dele, confundindo totalmente o público e o privado. Eles amassam, tomam e rasgam nossos cartazes. Não tem o mínimo de equilíbrio emocional para ter um cargo de direção”, completa.

Os médicos federais fizeram uma assembleia ontem (26) e decidiram pela manutenção da greve na medida em que não houve avanço nas negociações, informou o presidente do Sindmed, Jorge Darze. “As negociações com o Ministério da Saúde, segundo o ministro, que nos recebeu à cerca de duas semanas, dependem da aprovação do Ministério de Planejamento. Segundo ele, a incorporação da gratificação por desempenho, está sendo objeto de análise por esse Ministério, mas nós achamos que está eles estão demorando demais para dar uma resposta simples, já que é algo que mostra uma injustiça clara com a categoria”, comenta Darze.



Os médicos têm uma audiência pública no Senado no próximo dia 4 de junho “Os senadores vão realizar uma audiência publica para discutir a rede federal e esperamos nessa audiência construir uma frente parlamentar para nos auxiliar nas negociações com o Ministério”, explicou Darze.No dia seguinte (5), acontece uma nova audiência no Ministério da Saúde. “Pretendemos retomar a discussão do ajuste e fazer uma pauta maior do que essa, encabeçada pela Federação Nacional dos Médicos, que envolve o plano de carreiras para os médicos federais, condições de trabalho, etc”, completa.

Segundo ele, os médicos estaduais estão começando a se mobilizar para entrar em greve. “Estamos trabalhando para que o movimento no estado seja consolidado o mais rápido possível. Há sim a possibilidade de uma greve com as mesmas características do médicos federais. A situação dos médicos estaduais do Rio é a pior do Brasil. O vencimento básico é de R$208 reais, um salário congelado há 15 anos. A situação é muito grave. E o nosso desejo é que esse movimento se fortaleça para pressionar o governo do estado. Não é justo que as pessoas estejam recebendo esse salário”, completa o médico.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que terá uma reunião interna amanhã (28), quando terá informações mais precisas sobre as negociações. O Ministério da Saúde não respondeu até o fechamento desta matéria.

Vigilantes tentam nova reunião com sindicato patronal

Está marcada para amanhã (28) a 1ª audiência de conciliação entre o sindicato dos vigilantes (Sindivig) e o sindicato das empresas de segurança privada (Sindesp). Foram convocados para esta audiência todos os sindicatos dos vigilantes que estão em greve e o Sindicato Patronal.

Há 34 dias na greve a categoria reivindica 10% de reajuste salarial, aumento do tíquete refeição para 20 reais, adicional de risco de vida e periculosidade, diária para os vigilantes que trabalharão na copa do mundo de 180 reais com carteira assinada, redução da jornada de trabalho, plano de saúde, além de avanços nas cláusulas sociais.

Com apenas 3 reuniões, sendo a última na SRTE, o Sindicato patronal se recusou a continuar as conversações oferecendo apenas 7% de reajuste salarial e R$ 13 reais de tíquete com 20% de desconto, rejeitada por unanimidade em assembleia. O Sindesp não respondeu até o fechamento desta matéria.

Professores e Polícia Civil esperam resposta das autoridades

Os professores têm uma reunião marcada para amanhã (28) com representantes da prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação (SME) numa nova rodada de negociações para a categoria. A greve unificada por tempo indeterminado da classe foi definida no dia 23 de maio, em uma assembleia com os profissionais da rede pública. Novo encontro dos profissionais vai acontecer na sexta-feira (30) para discutir as novas propostas que o governo deve apresentar e decidir os rumos da greve.

O Sindicato dos Policiais Civis informou que a classe não fará novas paralisações até a data estabelecida por Pezão para dar um dos benefícios exigidos. Na sexta-feira (23), o governador do Rio Luiz Fernando Pezão, garantiu à categoria que vai encaminhar ao Legislativo o Projeto de Lei (PL) que vai indicar a incorporação da gratificação de R$ 850 ao salário-base dos policiais. Isso deve acontecer até o dia 12 de junho, de acordo com o governo.
Jornal do BrasilGisele Motta 


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Em meio a protesto de professores, jogadores da Seleção se apresentam no Rio

A apresentação dos jogadores da Seleção Brasileira na manhã desta segunda-feira (26), no Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, foi palco de mais uma manifestação de professores das redes municipal e estadual, que estão em greve há duas semanas.

Os jogadores que jogam no exterior começaram a chegar nas primeiras horas desta segunda-feira, e se reuniram num hotel que fica no aeroporto, de onde seguiram para a Granja Comary, em Teresópolis. Por volta das 10h, um grupo de professores se posicionou em frente ao hotel com faixas e cartazes, pedindo mais verba para a educação. Eles chegaram a cercar o ônibus onde os jogadores da Seleção estavam e interditaram uma das vias de saída do hotel. O veículo teve que fazer um desvio para seguir viagem. Não houve conflito.

Após a saída do ônibus da Seleção, os grevistas continuaram com o protesto e caminharam até o Aeroporto Internacional. "A nossa intenção é aproveitar a presença da mídia nacional e, principalmente, da internacional para também apresentar a situação dos professores do Rio.", disse uma das integrantes da Comissão de Greve, Marta Moraes. Segundo ela, os professores paralisados exigem do governador Pezão e do prefeito Eduardo Paes mais investimentos para a categoria. "A gente exige mais educação para o Estado", afirmou Marta.

Marta Morais informou que os profissionais das redes públicas que estão em greve desde o dia 12 de maio vão se reunir na próxima sexta-feira (30/5), em uma assembleia que será realizada no Clube Municipal, na Tijuca, Zona Norte da cidade. No dia anterior, na quinta-feira (29), a comissão de greve deve participar de um encontro com a secretária municipal de Educação, Helena Bomeny, para debater os temas reivindicados pela classe. "O resultado dessa reunião será levado para a assembleia e ainda estamos aguardando uma posição do governo do Estado. A partir daí, vamos decidir o rumo da greve unificada.", explicou Marta.

"Agora é dar a vida pelo hexa", diz Fred em apresentação



Confiante e de bom humor, o atacante Fred, do Fluminense, foi o segundo jogador da Seleção Brasileira a se apresentar para o início dos preparativos para a Copa do Mundo, num hotel próximo ao aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. "A partir de agora vamos dar a vida para trazer esse hexa", afirmou o camisa 9, que chegou cerca de 45 minutos após o goleiro Jefferson, o primeiro a dar as caras neste primeiro ato oficial de reunião dos comandados de Felipão.

"A satisfação para mim é enorme como brasileiro, é algo que eu sonho desde criança e estou agora realizando", completou ainda o jogador, cercado por um batalhão de jornalistas em frente ao hotel. De lá, com o grupo reunido, os atletas seguem para a Granja Comary, em Teresópolis, na região serrana do Rio, local que será a sede da concentração brasileira para o Mundial.

Sem atuar desde que foi expulso no final de semana retrasado na derrota por 1 a 0 do Fluminense diante do Grêmio, Fred garantiu estar "bem psicologicamente, fisicamente e emocionalmente".

"O plano é dar o melhor, fazer o maior número possível de gols para ajudar a Seleção a conquistar o título. Esse é sempre o meu primeiro objetivo", afirmou ainda o atacante, no discurso padrão de quem pensa, primeiramente, na taça de campeão dentro da premissa básica da nova família Scolari.

Logo após a chegada de Fred, dois defensores da Seleção Brasileira também se apresentaram: os zagueiros David Luiz, ex-Chelsea, e Dante, do Bayern de Munique.


Com Portal Terra


sábado, 24 de maio de 2014

Marcha das Vadias desfila irreverência pelas ruas de Belo Horizonte



terça-feira, 20 de maio de 2014

Paralisação de motoristas afeta circulação de ônibus em São Paulo

Uma paralisação de motoristas e cobradores de ônibus afeta a circulação de ônibus em São Paulo nesta terça-feira (20). O rodízio de veículos foi suspenso no período da tarde.

Segundo a São Paulo Transporte (SPTrans), as paralisações começaram às 9h50. Por volta das 16h45, havia 14 terminais sem operação: Amaral Gurgel, Barra Funda, Bandeira, Butantã, Casa Verde, Lapa, Mercado, Parque Dom Pedro, Pinheiros, Pirituba, Princesa Isabel, Sacomã, Santana e Vila Nova Cachoeirinha.

A SPTrans, empresa municipal que cuida do sistema de transportes, não soube informar o número de linhas e passageiros afetados. O movimento não afeta todas as linhas: há ônibus circulando em regiões da cidade, embora os pontos estejam mais cheios nestes locais, como a Avenida Nove de Julho (foto abaixo).

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo

disse ter sido surpreendido pelo movimento: na noite de segunda-feira (19), assembleia da categoria decidiu fechar acordo com a Prefeitura.
Ônibus parados na Avenida Faria Lima. (Foto: Sttela Vasco/G1)Ônibus parados na Avenida Faria Lima na tarde
desta terça-feira. (Foto: Sttela Vasco/G1)


Além do movimento concentrado nos terminais, ônibus que circulavam em vias de São Paulo foram obrigados a parar. Motoristas que aderiram ao movimento impediram o prosseguimento de viagens. Um dos pontos de interrupção de itinerários foi a Avenida Faria Lima, por volta das 13h30, quando grevistas obrigaram passageiros a desembarcar.

Motoristas discordam de acordo
De acordo com os motoristas ouvidos pelo G1no Terminal Pinheiros, eles discordam da decisão tomada em assembleia na noite desta segunda-feira (19).

A categoria decidiu na sede do sindicato aceitar a proposta das empresas. Assim, o sindicato decidiu cancelar a paralisação prevista para esta semana.

Segundo a proposta aceita na assembleia, os motoristas receberão 10% de reajuste salarial, tíquete mensal de R$ 445,50 e participação nos lucros e produtividade de R$ 850, entre outros benefícios.

Inicialmente, as empresas ofereceram 5% de reajuste. Já o sindicato pedia um índice de 13%. Um dos benefícios mais festejados pela categoria nesta campanha salarial foi o reconhecimento à insalubridade, dando o direito a aposentadoria especial aos 25 anos de trabalho. O sindicato representa ao todo 37 mil trabalhadores.

O presidente da SPUrbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo), Francisco Cristovam, afirmou em entrevista à rádio CBN que fechou acordo com o sindicato da categoria na noite de segunda. “(Os responsáveis pela paralisação) não têm representatividade. Com quem vamos negociar?”, disse.


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GREVE ONIBUS 620 PX (Foto: Luiz Guarnieri/ Brazil Photo Press/Folhapress)Avenida bloqueada no Brás. (Foto: Luiz Guarnieri/ Brazil Photo Press/Folhapress)
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Cobradores e motoristas de ônibus fecham terminais durante manifestação em SP (Foto: Ardilhes Moreira/G1)Cobradores e motoristas de ônibus fecham terminais  (Foto: Ardilhes Moreira/G1)
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Passageiros recebem avisos sonoros para alertar sobre a paralisação (Foto: Ardilhes Moreira/G1)Passageiros recebem avisos sonoros para alertar sobre a paralisação (Foto: Ardilhes Moreira/G1)
FONTE: G1





segunda-feira, 19 de maio de 2014

Mulher protesta contra o sexismo em Cannes

Uma mulher foi fotografada no tapete vermelho do Festival de Cannes, nesta segunda-feira (19), durante a première do filme "Maps to the Stars" com os seios à mostra.

A jovem passou pelo local usando apenas uma fita adesiva com a palavra "fragile" (frágil, em inglês). Ela cobre apenas as partes íntimas e a barriga, protestando contra o sexismo.

A mulher também usa um batom vermelho todo borrado, sapato e peruca loira.


Fonte: Redetv


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Franceses vão de saia à escola para protestar contra sexismo

Uma centena de jovens do sexo masculino compareceu nesta sexta-feira (16) de saia à escola na cidade de Nantes (oeste da França) para fazer uma denúncia simbólica contra o sexismo, uma ação apoiada pelas autoridades educacionais que provocou polêmica.

"Minha irmã me emprestou", "minha mãe me emprestou", explicaram os jovens vestindo saias azuis, roxas, lisas ou coloridas, rodadas ou não.

Esta operação de sensibilização frente aos problemas do sexismo, na qual uma centena de meninas também participaram, tem como título "O que levanta a saia" e foi lançada por iniciativa dos estudantes, também sendo aprovada pelas autoridades de Nantes.



A iniciativa recebeu muitas críticas, principalmente nas redes sociais, de organizações que se opõem ao casamento homossexual, legalizado na França desde maio de 2013, e daqueles que consideram que a diferença entre sexos é uma questão biológica, e não uma construção social.

Além de convidar os jovens a usar saias como ato simbólico, a iniciativa pretende criar um espaço de debate entre os jovens sobre este tema nas escolas de ensino médio.

Sarah, Ileana, Lea e Anne, todas de saia, discutem em uma roda. 'Eu nunca uso saia pra ir à escola, as pessoas te olham e você sabe que falam pelas suas costas...', reconhece uma delas. "Ficamos felizes (de que os meninos usem saias) porque são valentes. Não têm medo do ridículo e isso é admirável".

Além de convidar os jovens a usar saias como ato simbólico, a iniciativa pretende criar um espaço de debate entre os jovens sobre este tema nas escolas de ensino médio (Foto: Jean-Sebastien Evrard/AFP)Além de convidar os jovens a usar saias como ato simbólico, a iniciativa pretende criar um espaço de debate entre os jovens sobre este tema nas escolas de ensino médio (Foto: Jean-Sebastien Evrard/AFP)G1


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Milhares saem às ruas em protesto por melhores serviços públicos

Milhares de pessoas saíram às ruas de várias cidades do país em protestos contra a Copa do Mundo, por melhores salários, serviços públicos de qualidade e moradia. Em São Paulo, manifestantes entraram em confronto com a PM na Rua da Consolação, na altura da Rua Matias Aires. Um grupo de manifestantes tentou furar o bloqueio dos policiais que acompanham o ato e o tumulto começou. A PM reagiu com bombas de efeito moral. Pelo menos 20 pessoas foram presas durante protesto na Rua Augusta.


As manifestações distintas reuniram professores, servidores e representantes de várias entidades. Mais cedo, pelo menos nove protestos pararam vias importantes da capital, como as marginais Tietê e Pinheiros.
O ato do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) teve início por volta das 6h30 na rodovia Anhanguera, na região de Osasco. Moradores de uma ocupação na Grande São Paulo usaram pneus em chamas para bloquear a pista sentido São Paulo da via, na altura do quilômetro 19.

Viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas para apagar o fogo. Às 8h, segundo a concessionária, a pista foi liberada completamente. Os manifestantes seguiram em marcha, acompanhados pela Polícia Militar.
Protestos contra a Copa tomam conta das ruas da capital paulista
Protestos contra a Copa tomam conta das ruas da capital paulista
Em outro ponto, na zona sul de São Paulo, manifestantes interditaram a avenida Interlagos. Segundo a Polícia Militar, cerca de 100 pessoas interditavam a via na altura da marginal Pinheiros. O protesto seria de metalúrgicos, segundo a corporação. Às 8h28, a via foi liberada, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Na zona leste, às 8h, cerca de 2 mil ocupantes de um terreno na região da Arena Corinthians iniciaram mais um protesto por moradia. O local foi invadido por milhares de pessoas e batizado de ocupação “Copa do Povo”. O grupo caminhou em direção ao estádio em Itaquera, que receberá o primeiro jogo oficial no próximo domingo.
Por volta das 9h20, os manifestantes interditaram a avenida Jacú Pêssego, no sentido Ayrton Senna, na altura da avenida Adriano Bertozzi. 
Manifestantes em Belo Horizonte também rejeitam a realização da Copa
Manifestantes em Belo Horizonte também rejeitam a realização da Copa
Às 8h30, outro grupo bloqueou a avenida João Dias, na região do terminal de ônibus. O grupo seguia no sentido centro, de forma pacífica. Às 9h11, o grupo chegou à marginal Pinheiros.

Manifestantes utilizaram caixotes de madeira para formar uma barricada, que foi incendiada logo em seguida. De acordo com a PM, a manifestação seguia sem nenhuma ocorrência. Mais tarde, às 10h30, os manifestantes interditaram os dois sentidos da avenida Giovanni Gronchi, na altura da avenida Carlos Caldeira Filho.

Uma das lideranças no MTST, Jussara Bastos, participou do protesto na avenida João Dias e ressaltou que o movimento não é contra a Copa do Mundo e sim contra a má administração do dinheiro público. "Não somos contra a Copa, mas somos contra o fato de ela ser voltada apenas para a elite uma vez que tem dinheiro para aeroportos e rede hoteleira, enquanto a maior parte das cidades sofre com as enchentes e o afunilamento do trânsito. Queremos também uma lei nacional contra os despejos", disse.

Por volta das 11h, os manifestantes se dispersaram, liberando todas as vias na região.

No início da noite, 1.200 manifestantes ocuparam a Avenida Paulista, uma das mais importantes vias paulistana, enquanto cerca de 5 mil professores em greve, segundo a Polícia Militar, marchavam com destino à sede da prefeitura. As cidades-sede do Mundial também têm sido afetadas por greves realizadas por diferentes categorias.

Ao mesmo tempo, no Rio de Janeiro manifestantes ocuparam a Avenida Presidente Vargas, com cartazes e gritando palavras de ordem contra o Mundial, que começa no dia 12 de junho em São Paulo, com a partida entre Brasil e Croácia, na Arena Corinthians.

Em Brasília, os manifestantes invadiram um prédio da empresa Terracap, estatal do governo do Distrito Federal responsável pela construção do Estádio Mané Garrincha, o mais caro da Copa. O MTST disse em sua página oficial no Facebook que membros do grupo foram expulsos do local em uma "ação truculenta da polícia".

Em Recife, cidade que receberá cinco partidas do Mundial, uma greve de policiais militares provocou episódios de violência e saques nas ruas da cidade.

As manifestações nacionais desta quinta-feira começaram logo cedo quando um grupo de manifestantes utilizou pneus queimados para bloquear a rodovia Anhanguera, na altura do limite entre São Paulo e Osasco, no sentido à capital paulista. A via foi liberada depois, mas o protesto provocou enorme congestionamento na região.
Com Portal Terra


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Protestos e fervor patriótico marcam o Dia do Trabalho no mundo

Milhares de pessoas saíram às ruas de todo o mundo nesta quinta-feira, Dia do Trabalho, em um contexto tenso em locais como Istambul, onde a polícia dispersou manifestantes com gás lacrimogêneo, e com demonstrações de patriotismo em Moscou.

A polícia turca utilizou canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar centenas de pessoas que tentaram desafiar a proibição de se manifestar na praça Taksin. No ano passado, esse local foi palco de grandes protestos que colocaram o governo em xeque.

Nas imediações da praça foram mobilizados até 40 mil agentes da polícia, que isolaram todas as avenidas e ruas próximas para impedir o acesso. Os confrontos entre ativistas e forças de ordem duraram parte do dia, deixando 90 feridos, segundo o governador de Istambul, que também anunciou 143 detenções.

Incidentes também eclodiram em Ancara, onde centenas de manifestantes foram dispersados.

As celebrações de 1º de Maio também foram tumultuadas no Camboja, onde os sindicatos receberam o apoio de trabalhadores do setor têxtil em greve em duas zonas econômicas especiais perto da fronteira com o Vietnã.

A maioria dos trabalhadores deste setor vital para a economia cambojana, que dá emprego a 650 mil pessoas, ganha menos de US$ 100 mensais.

Armada com cassetetes, a polícia dispersou os manifestantes reunidos ao redor do Parque da Liberdade, em Phnom Penh, que havia sido fechado para impedir o acesso aos opositores do premiê Hun Sen, no poder há 30 anos. Várias pessoas foram agredidas, constatou a AFP.

Protestos também ocorreram na Malásia e em Taiwan.

No Qatar, país onde o Dia do Trabalho não é comemorado, o governo se declarou, nesta quinta-feira, "moralmente comprometido" com a proteção dos direitos dos trabalhadores em resposta às críticas sobre as condições dos imigrantes contratados para as obras de infraestrutura da Copa do Mundo de futebol 2022.

'Putin tem razão'

Na Rússia, em plena efervescência nacionalista alimentada pela crise na Ucrânia, cerca de 100 mil pessoas protestaram na Praça Vermelha de Moscou, perto do Kremlin, em ocasião do Dia do Trabalho, recuperando uma tradição soviética desaparecida há 23 anos.

"Putin tem razão" e "Estou orgulhoso do meu país", eram algumas das frases nos cartazes exibidos pelos manifestantes, em meio a um mar de bandeiras russas.

Outros cartazes traziam frases comemorando a incorporação da Crimeia à Rússia, em um processo que não é reconhecido pela Ucrânia e pela comunidade internacional.

"Um vento de liberdade sopra sobre a Crimeia", exclamou um homem com uniforme militar.

Em Simferopol, capital da Crimeia, mais de 60 mil pessoas desfilaram nas ruas com bandeiras e imagens do presidente russo, Vladimir Putin.

Segundo o líder da Federação dos Sindicatos da Rússia, Mikhail Chmakov, mais de dois milhões de pessoas participaram dos desfiles organizados por todo o país.

Já em Kiev a mobilização teve pouca adesão, com uma estimativa de duas mil a três mil pessoas reunidas em atos pela unidade da Ucrânia.

Europeus reclamam da austeridade

Na Europa, muitas manifestações marcam tradicionalmente este 1º de Maio, "Dia Internacional dos Trabalhadores", nascido durante o movimento para a redução da jornada de trabalho no fim do século XIX nos Estados Unidos.

Na França, os sindicatos promoveram uma passeata em Paris contra o plano de cortes de EUR 50 bilhões anunciado pelo primeiro-ministro, Manuel Valls. Os protestos reuniram quase 100 mil pessoas, segundo as autoridades, e pelo menos o dobro, na avaliação dos organizadores.

Na Espanha, que começa a sair timidamente do marasmo econômico e segue minada por um desemprego recorde, milhares de pessoas também foram às ruas em Madri e em mais de 70 cidades sob o slogan "Sem emprego de qualidade não há recuperação". Pela primeira vez, os dirigentes dos dois grandes sindicatos espanhóis - CCOO e UGT - caminharam juntos, em Bilbao (norte).

Na Grécia, cerca de 20 mil pessoas foram às ruas em Atenas e Salônica (norte) contra a austeridade e por uma Europa "social".

Na Itália, onde o presidente do Conselho, Matteo Renzi, prometeu devolver a confiança aos cidadãos, confrontos ocorreram entre policiais e manifestantes em Turim (noroeste). Manifestações também foram registradas em Portugal e na Suíça, onde as reivindicações se concentraram no salário mínimo.

Manifestações também na África e na AL

No Marrocos, milhares de pessoas tomaram as ruas, em especial em Rabat e Casablanca, mantendo a pressão sobre o chefe de governo, o islâmico Abdelilah Benkirane. Na véspera, ele havia anunciado um aumento no salário mínimo.

Na África do Sul, o presidente Jacob Zuma convocou os trabalhadores a votarem no Congresso Nacional Africano (CNA, da situação) nas eleições legislativas de 7 de maio próximo. O pedido foi feito durante um encontro organizado pela central sindical COSATU, em Polokwane (norte).

"Os trabalhadores deste país devem saber que seu futuro está no CNA", afirmou Zuma, que disputa uma segundo mandato, diante de uma plateia de cerca de 15 mil pessoas.

Em Cuba, o presidente Raúl Castro liderou os atos da data, que tiveram também manifestações de apoio ao governo venezuelano de Nicolás Maduro.

Vestido com uma tradicional "guayabera" branca, da tribuna da Praça da Revolução, em Havana, Castro saudou os trabalhadores. Segundo estimativa oficial, 600 mil acompanharam as festividades.

"Deixamos claro neste ato nosso pleno apoio à revolução bolivariana, chavista e a seu presidente constitucional, Nicolás Maduro, diante das ações desestabilizadoras da direita reacionária", afirmou o secretário-geral da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC, única), Ulises Guilarte, em breve discurso.


Desde a madrugada, mais de três mil ônibus custeados pelo governo levavam os participantes do desfile, transportando-os de diferentes pontos da capital até as proximidades da Praça da Revolução.

Já na Venezuela milhares de simpatizantes chavistas marchavam por Caracas para agradecer ao presidente Maduro pelo aumento do salário mínimo concedido na última terça-feira, enquanto a oposição se concentrou em outro setor da capital para protestar contra a crise econômica.

No Chile, milhares também celebraram a data em Santiago, onde episódios violentos foram registrados de forma isolada.




terça-feira, 29 de abril de 2014

Protesto contra a Copa na zona leste reúne 500 pessoas em São Paulo

Pela primeira vez longe do centro expandido da cidade, o sexto Ato Contra a Copa do Mundo nesta terça-feira (29), em São Paulo, recebeu 3,7 mil confirmações no Facebook até o seu início oficial, marcado para 19hs no Metrô Tatuapé, na zona leste. Às 19h30, no entanto, havia cerca de 500 manifestantes de acordo com a Polícia Militar.

Com o lema “Se não tiver direitos não vai ter Copa”, os manifestantes se encontraram no metrô sob a escola da polícia, que protegia especialmente o acesso do metrô ao shopping e ao terminal de ônibus.

Antes mesmo da caminhada iniciar, três menores, portando facas e estiletes, foram levados para o 30° Distrito Policial. Até aquele momento, um grupo de black blocs havia queimado uma bandeira do Brasil e um álbum de figurinhas da Copa, aumentando a apreensão dos policiais, espalhados por toda a região.

Depois de negociar com a PM, os manifestantes finalmente saíram em caminhada pela zona leste por volta das 20h30. A intenção do grupo era avançar até o centro da cidade, mas como a PM impediu o acesso pela Radial Leste, eles foram em direção ao Complexo Viário Padre Adelino até finalmente chegar à Radial, que ficou bloqueada na altura do Metrô Belém.

Outros atos

Este foi o sexto protesto paulista, o quinto com participação policial da chamada "tropa do braço" ou "tropa ninja, que ao atuar pela primeira vez, em 22 de fevereiro, no segundo ato do ano, causou polêmica ao realizar a detenção de cerca de um quarto dos manifestantes e agressão a jornalistas.

Na quinta manifestação,aA Polícia Militar prendeu 54 manifestantes no dia 15 de abril. Enquanto a Polícia Militar frisou as três agências bancárias depredadas, os manifestantes reclamaram a virulência dos soltados e o grande número de pessoas feridas.

O primeiro protesto do ano aconteceu no dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, e terminou com cerca de 130 detidos e um jovem baleado. Houve confronto com a Tropa de Choque e depredação de estabelecimentos comerciais no centro da cidade. Além de São Paulo, pelo menos outras doze capitais realizaram protestos contra a realização da Copa do Mundo na mesma data.

O terceiro contra a Copa aconteceu no dia 13 de março e teve cinco detidos e um princípio de tumulto entre manifestantes e a Tropa de Choque na avenida Paulista. Cerca de 1,5 mil ativistas participaram do protesto e 1,7 mil policiais foram mobilizados. O último ato que aconteceu no dia 27 de março foi pacífico e não teve confronto nem detidos.




Protestos no Rio resultam em um morto e ônibus destruídos

Dois protestos na noite passada (28), o primeiro no morro do Chapadão, em Costa Barros; e o segundo, no Complexo do Alemão, ambos no subúrbio do Rio, resultaram na destruição de nove ônibus urbanos incendiados, além da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alemão depredada, um morto, um ferido, quatro adultos presos e dois menores apreendidos, nas ações nas duas comunidades.

A manifestação no Chapadão, ocorreu no início da noite, após um adolescente ter sido morto em um confronto com a Polícia (PM). De acordo com a PM, o menor portava uma pistola automática e no confronto acabou sendo atingido e não resistiu ao ferimento. Em seguida, manifestantes fecharam a Estrada Rio do Pau e atearam fogo em cinco ônibus urbanos, que ficaram totalmente destruídos. Por medida de segurança, o comércio da região fechou as portas mais cedo.

Para terminar com a manifestação e liberar a pista ao tráfego, a PM enviou reforço para o local e um carro blindado, conhecido como "caveirão". Durante o protesto, os moradores fizeram barricadas com paus e pneus e impediram que os bombeiros prosseguissem na ação de apagar o fogo nos ônibus incendiados. A ação foi violenta e a PM teve de agir com energia para liberar a pista ao tráfego.

Já no Complexo do Alemão foram registradas duas ações. Na primeira pela manhã, três carros particulares foram atingidos por um incêndio nas proximidades da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), que fica na Avenida Itaoca, próximo ao Conjunto de Favelas do Alemão. Os carros estavam em um estacionamento. Dois veículos foram totalmente destruídos e um terceiro parcialmente atingido pelo fogo. Não houve protestos na região pela manhã, mas a Polícia Civil vai investigar se o ato teria relação com a morte da idosa Arlinda Bezerra de Assis, de 72 anos, na noite de domingo (27), após um confronto entre militares e traficantes de drogas que ainda agem na região. O enterro da idosa está marcado para às 12h no Cemitério de Inhaúma.

O protesto da noite, no Complexo do Alemão, foi convocado através das redes sociais. De acordo com a CPP, pouco depois das 19h30 de ontem (28), criminosos atiraram contra policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília em um dos acessos à comunidade. Em seguida, barricadas foram colocadas em alguns pontos da Estrada do Itararé, principal via de acesso às comunidades do Complexo do Alemão, e três ônibus foram incendiados na mesma via. A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Complexo do Alemão, que também fica na Estrada do Itararé, foi depredada.

Matheus da Silva Soares, de 18 anos, foi detido e outros dois menores; um de 15 e outro de 16 anos, foram apreendidos e levados para a 22ª DP (Penha). Eles estavam com pedras nas mãos e são suspeitos de participarem da depredação da UPA. Carlos Alberto de Souza Marcolino, 21 anos, foi ferido a tiro no peito e foi levado por moradores para a UPA. Ele foi medicado e precisou ser transferido para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha.

A UPA do Alemão está fechada hoje (29) para atendimento ao público, devido a depredação de parte de suas instalações. A unidade está entregando apenas medicamentos para pacientes que fazem uso de remédios contínuos. As pessoas que quiserem ser vacinadas contra a gripe estão sendo atendidas na Clínica da Família, que fica ao lado. O Centro de Atendimento Psicosocial que fica no mesmo prédio e atendente pacientes com problemas psiquiátricos, está com atividades suspensas nesta terça-feira (29). Uma agência do Banco Itaú na Avendida Itaoca, que fica em frente a comunidade Nova Brasília, teve os vidros estilhaçados e os caixas-eletronicos depredados. A agência está fechada para atendimento ao publico.

Policiais de outras UPPs, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), do 3º BPM (Méier) e do 16º BPM (Olaria) ocuparam a Avenida Itararé. Pouco mais tarde, um outro ônibus foi queimado por criminosos, na Estrada do Pau Ferro, em Ramos. O policiamento segue reforçado no Complexo do Alemão com efetivo de outras UPPs.

Devido a destruição de quatro ônibus na noite passada, algumas linhas estão evitando passar nesta manhã pela Estrada do Itararé mudando o itinerário, por medida de segurança. De acordo com a RioÔnibus, que representa as empresas de transportes do município do Rio, do início do ano até agora, 43 ônibus urbanos foram totalmente destruídos em manifestações e protestos junto à comunidades da cidade. A empresa informa que um ônibus de 2011, incendiado num protesto, custa em média R$ 250 mil. O custo de reposição de um carro novo é de R$ 350 mil, porque na Cidade do Rio de Janeiro, por determinação da prefeitura, os novos ônibus têm de ser equipados com ar-condicionado.


JN


sexta-feira, 25 de abril de 2014

'El País': Brasil vive crise de segurança faltando dois meses para a Copa

O jornal espanhol El País abordou, em matéria desta sexta-feira (25), a crise na área de segurança pela qual o Brasil estaria passando em um momento no qual faltam apenas dois meses para a Copa do Mundo.

O jornal diz que, faltando 50 dias para o início da Copa do Mundo, as autoridades estaduais e federais não imaginavam que imagens dos conflitos de terça-feira (22) no Rio de Janeiro seriam amplamente divulgadas pela imprensa internacional, lançando uma nova sombra de dúvidas acerca da capacidade de o Brasil organizar um evento de grandes proporções sem incidentes. Os conflitos abordados na matéria aconteceram por volta das 18h desta terça-feira, quando uma manifestação tomou conta do entorno da comunidade Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul do Rio. O protesto teve carros queimados, ruas foram fechadas e o dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira foi encontrado morto.

Na matéria, o jornal diz também que armas de guerra voltaram a se disseminar nos subúrbios cariocas em paralelo ao sentimento de insatisfação nas comunidades com a ineficiência das Unidades de Polícia Pacificadora, que seriam vistas como uma versão romantizada da Polícia Militar – conhecida pelos altos índices de corrupção "até a medula" e truculência, de acordo com a reportagem.
Cenas de protesto em Copacabana ganharam o mundo
Cenas de protesto em Copacabana ganharam o mundo


A afirmação do jornal espanhol está até o momento sem resposta por parte das autoridades do Estado do Rio. Nem do atual governador, Luiz Fernando Pezão, nem de Sérgio Cabral, que deixou o governo após dois mandatos e hoje se encontra em Boston. O que torna a afirmação ainda mais grave.

O El País chama atenção ainda para dois fatores que colocariam o Brasil em uma situação bastante delicada. O primeiro seria um forte ressentimento acumulado pelos moradores das favelas por terem sido tradicionalmente tratados pela sociedade e pelos governantes como "cidadãos de segunda categoria". Por conta disso, os moradores dessas comunidades estariam se sentindo ainda mais estimulados pelos protestos que estouraram no país todo em junho de 2013 e hoje em dia estariam se manifestando com ainda mais fúria. As favelas estariam mais propensas a atacar as unidades policiais que eles acusam de violação de direitos, incendiar veículos, fechar ruas e avenidas em manifestações.

O segundo fator que o jornal espanhol enfoca são as recentes tensões policiais terem acontecido justamente no bairro de Copacabana. Considerado pelo jornal a parte mais turística do Rio, o bairro foi palco de um aumento da criminalidade, de operações policiais e, desde setembro de 2013, de tentativas de integrantes do Comando Vermelho em retomar o controle do poder paralelo dentro da favela do Pavão-Pavãozinho .

O jornal diz que controlar as mais diversas manifestações será o grande desafio do governo brasileiro nos próximos meses. Segundo o jornal, as promessas feitas pela presidente Dilma Rousseff para acalmar as manifestações de junho de 2013 nunca chegaram a ser efetivamente colocadas em prática e isso está criando uma situação de insatisfação que pode complicar a vida dos governantes e da própria Fifa nesse momento.

JB


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Protesto contra morte de dançarino fecha principais avenidas de Copacabana



RIO - Manifestantes que partiram às 13 horas do Morro Pavão-Pavãozinho (Copacabana, zona sul), rumo ao cemitério São João Batista (Botafogo, zona sul), pararam em frente à sede do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM), na rua Tonelero (Copacabana), para protestar contra a morte do dançarino Douglas Pereira.


Os cerca de 50 manifestantes acusam policiais militares pela morte do rapaz, ocorrida na última segunda-feira, 21, em uma creche na favela. Pereira, que trabalhava no programa Esquenta (TV Globo), foi morto com um tiro nas costas, de acordo com o laudo cadavérico do Instituto Médico Legal (IML).

A passeata interrompeu o trânsito na Avenida Nossa Senhora de Copacabana e na Rua Figueiredo Magalhães, duas das principais vias de Copacabana. Cerca de dez mototaxistas promovem um buzinaço à frente dos manifestantes. Comerciantes fecharam as lojas às pressas, com medo de depredações e saques. A PM acompanha a manifestação, mas não houve ainda violência.


Estadão


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Manifestantes fazem passeata na Avenida Paulista, diz PM

Cerca de 400 pessoas realizavam uma passeata na tarde desta segunda-feira (21) em São Paulo. Os manifestantes cobravam mudanças políticas no Brasil. De acordo com a Polícia Militar, o protesto começou por volta das 12h e seguia pacífico.

Policiais militares acompanham o percurso dos manifestantes, que saíram da Avenida Paulista em direção à Assembleia Legislativa.

Entre os manifestantes estão integrantes do Levante Popular da Juventude, do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e outros.

G1