As maiores diferenças entre as doenças são sutis, é o que indica a médica: “A Zika tem um quadro bem mais brando, se assemelhando muito com a gripe por exemplo, com dor de cabeça, dor nas articulações, conjuntivite, dor de garganta, febre leve, irritação da pele, normalmente algumas manchas avermelhadas pelo corpo, náuseas e dor muscular, com cura espontânea em 5 dias”, reforça.
Já no caso da Chikungunya, causada pelo vírus CHIKV, a especialista informa que o maior diferencial, está no seu acometimento das articulações. “O vírus Chikungunya avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local. Já a dengue é caracterizada mais fortemente pelas dores musculares”, revela a médica.
Confirmação do vírus pelo sangue
A especialista informa que muitas vezes o médico pede exames laboratoriais para confirmar ou não a suspeita já que a diferenciação no quadro clinico destas doenças muitas vezes é bem sutil. “O exame de sorologia é usado para determinar por qual vírus a pessoa foi infectada. A partir do quinto dia após a infecção, o organismo começa a produzir anticorpos para combater o vírus. Este exame detecta justamente a presença destes anticorpos no sangue. Por isso que ele só pode ser feito após a primeira semana”, narra.
Como o exame de sorologia só se mostra positivo dias após o início dos sintomas, a médica indica também, dependendo do caso, a utilização de um teste mais específico, chamado PCR ou teste molecular. “Ele é capaz de detectar o material genético do vírus no sangue do paciente mais precocemente”, esclarece.
Slhessarenko afirma que a melhor forma de se prevenir contra as febres Zika, Chikungunya e Dengue ainda é por meio do combate dos mosquitos Aedes, com o uso de inseticidas, repelentes, telas nas janelas e campanhas de prevenção. Isso porque estimativas mostram que 90% dos focos do mosquito Aedes Aegypti estão localizados nas casas das pessoas.
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