Um laudo preliminar de legistas indica que o zelador Jezi Souza não teve traumatismo craniano. O documento desmente a versão do publicitário Eduardo Martins, que diz que o zelador morreu ao bater a cabeça no batente de uma porta durante uma briga entre os dois, em São Paulo.
“Ele pode ter sido, sim, asfixiado. Ele pode ter sido desmaiado e depois sedado. Pode ter sido, sim, levado, ainda em vida, dentro da mala, ou seja, todas essas circunstâncias, elas estão sendo verificadas pelo IML”, diz o delegado Ismael Rodrigues.
Peritos encontraram no início da semana no apartamento do publicitário anestésicos, roupas e toalhas de hospitais, algemas plásticas, fitas adesivas, documentos falsificados, o cano de uma pistola, munição e um silenciador (supressor de ruído de armas, acessório de uso restrito das Forças Armadas).
Peritos ainda indicaram que a bota que Ieda Martins, mulher de Eduardo, usou no dia do crime foi lavada. Eles investigam se há vestígios de sangue humano no calçado. Ieda é suspeita de ter comprado o material que pode ter sido usado no assassinato.
Segundo a versão contada por Eduardo, ele e o zelador iniciaram uma discussão por volta das 15h30 da última sexta-feira e, durante a briga, Jezi bateu a cabeça no batente da porta e morreu. Ao constatar a morte, o publicitário então colocou o cadáver dentro de uma mala e, segundo ele, disse para a mulher de que se tratava apenas de roupas para doação. Ele foi preso em Praia Grande, onde esquartejou o corpo da vítima.
A advogada Ieda Cristina Martin, mulher do publicitário preso pela morte do zelador Jezi Lopes, deixa o 13° DP (Casa Verde), zona norte de São Paulo, para o 89° DP (Morumbi), em 10 de junho. Após depor sobre o caso, ela acabou presa por ordem da Justiça do Rio de Janeiro pela morte, em 2005, do marido dela à época, o empresário José Jair Farias.
Via Terra

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