sexta-feira, 19 de junho de 2015

País fechou 115 mil vagas em maio, pior resultado para o mês desde 1992

Manoel Dias em evento em MS, nesta sexta-feira (19) (Foto: Gabriela Pavão/G1)


O país voltou a perder vagas de empregos formais em maio. No mês passado, foram fechados 115.599 postos de trabalho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
É o pior resultado para meses de maio desde o início da série histórica do indicador, em 1992. Também é a primeira vez que há corte de vagas em um quinto mês do ano. Considerando todos os meses, o resultado é o pior desde dezembro, quando foram cortados 555 mil postos de trabalho.
CRIAÇÃO DE VAGAS EM MAIO
Saldo do mês, em milhares



Fonte: MTE

"Ainda não é um mês bom, mas toda essa redução do discurso de que parece que o emprego acabou representa 0,9% do estoque que nós temos, não é um desastre", afirmou o ministro do Trabalho, Manoel Dias.
"Historicamente, o primeiro semestre nunca é o melhor período para a geração de empregos. A economia se avoluma geralmente no segundo semestre", afirmou. "Embora tenhamos esse mês voltado para a redução na geração de emprego, creio que certamente vamos repor o estoque a partir do segundo semestre [...] Sou otimista e a gente tem que ser otimista."
Os dados foram apresentados em Mato Grosso do Sul por Dias, que justificou a escolha informando que o estado foi o que mais gerou emprego no mês.
"Tem setores da economia que estão bem e outros com maior dificuldade. Mas até o final do ano nós vamos retomar os investimentos todos que são necessários para a geração de emprego", afirmou Dias. "Só o fundo de garantia que é dos trabalhadores vai ter o maior investimento da sua história."
"O processo, que vai do contrato a execução da obra, demanda certo tempo [...]  historicamente o Caged teve declínio na área da construção civil, por isso acreditamos que os processos estão em execução e devem continuar no segundo semestre [...] O setor é uma grande aposta. Temos o maior programa no mundo na área da construção civil", disse ele, referindo-se ao programa Minha Casa, Minha Vida.
"É uma dificuldade que o país passa e o próprio governo reconhece e está tomando as medidas. O ajuste fiscal busca recuperar a capacidade de investimento que levará ao aumento e capacidade de geração de emprego. E nós acreditamos que no segundo semestre, levando em conta os investimentos programados e já iniciados, a gente possa recuperar e acumular no estoque mais novos empregos."
Uma aposta do governo são é o investimento do fundo de garantia (FGTS), em torno de R$ 150 bilhões este ano, dos quais R$ 68 bilhões serão destinados para a construção da casa própria para a população de baixão renda. A expectativa é de geração de cerca de 3 milhões de postos de emprego, segundo Dias.
"Ações que vão estimular as empresas e em decorrência disso já contratamos esse ano R$ 20 bilhões pelo fundo de garantia e que implica na construções de mais de 100 mil unidades.
Brasil e exterior
O ministro minimizou a perda de empregos comparando a situação do Brasil com a do exterior. "Um país que dobra seu mercado de trabalho, que dobra mercado de emprego e que aumenta em 73% o salário mínimo e aumenta em 34% a renda de todas as pessoas enquanto que o mundo está em crise."

"Você vai na Europa, estive lá agora na OIT, a Espanha tem 42% de desempregados, jovens são 58%, França, Portugal e nós passamos ao largo da crise e conseguimos chegar até aqui. Precisamos agora ajustar, de vez em quando tem que dar uma parada para ajustar."
De acordo com o ministro, a atual crise é mais política que econômica, mas acaba afetando os dois aspectos: "Toda crise é política que afeta a economia. Porque se deixar impressionar pelo discurso de certos setores, se você vai comprar um automóvel vai postergar, vai deixar para comprar depois. Ia comprar um apartamento você deixa para depois e sucessivamente".
Acumulado do ano No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, foram fechados 243.948 postos com carteira assinada. Este foi o pior resultado para este período da série histórica disponibilizada pelo Ministério do Trabalho, que começa, para o período acumulado do ano, em 2002.
Também foi a primeira vez, para os cinco primeiros meses de um ano, desde 2002, que o saldo ficou negativo. Os saldos de janeiro a abril foram contabilizados após o ajuste para empregos declarados fora do prazo, e o mês de maio ainda está sem ajuste.
Em 12 meses, o país já acumula a perda de 452.835 postos de trabalho.
Setores
A indústria foi responsável pelo maior corte de vagas no mês: foram 60.989 postos perdidos no período. "Os ramos que apresentara as maiores quedas foram: Indústria de Produtos Alimentícios (-8.604 postos), Indústria Mecânica (-8.373 postos), Indústria Metalúrgica (-7.861 postos) e Indústria de Material de Transporte (- 7.715 postos)", informou o governo.

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VAGAS POR ESTADO
Em maio, em número de vagas
Fonte: MTE
 
A construção civil cortou 29.795 vagas, enquanto os serviços perderam 32.602. No comércio, foram 19.351 vagas a menos. A agricultura foi o único setor a contratar no mês, ganhando 28.362 vagas.
"A elevação do emprego na agricultura (+28.362 postos de trabalho), decorrente, em parte, da presença de fatores sazonais, foi proveniente principalmente do desempenho positivo das atividades ligadas ao cultivo de café (+16.820 postos), às Atividades de apoio à Agricultura (+4.478 postos), às de cultivo de laranja (+4.026 postos) e às de cultivo da cana-de-açúcar (+4.000 postos)", acrescentou o Ministério do Trabalho.
No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, a indústria registrou a demissão de 98.053 trabalhadores formais, enquanto que a construção civil teve 108.573 desligamentos e o comércio registrou a perda de 159.315 empregos. Os serviços, por sua vez, contrataram 78.061, a administração pública teve 14.483 admissões e a agricultura registrou 35.589 abertura de vagas.
Regiões
No recorte por regiões, houve fechamento de vagas em todas elas em maio. No mês passado, o Sudeste registrou o pior resultado, com 46.267 vagas a menos. No Nordeste, foram cortados 34.803 postos, enquanto Sul e Norte perderam, respectivamente, 23.893 e 7.948 vagas, respectivamente. Já na região Centro-Oeste, foram demitidos 2.688 trabalhadores com carteira assinada, segundo o Ministério do Trabalho.

Contudo, o saldo positivo de geração de empregos em estados pequenos como o Acre é visto como positivo pelo ministro. "Se vocês analisarem o Caged, já a partir de junho de 2014, a implantação de plantas industrias se deu mais na cidades médias e pequenas, não mais nas regiões metropolitanas, então é uma tendência, que é boa, eu creio, porque estamos espalhando pelo Brasil oportunidades de trabalho para áreas onde até então não tinha", disse.
Crise na industria
O ministro Dias reconheceu que a indústria brasileira vem sofrendo processo de crise. "Claro que o governo está preocupado e estamos instalando na próxima semana um grupo interministerial que vai cuidar, dentre estas ações, da modernização das ações dos ministérios, no que diz respeito à importação de máquinas e equipamentos, na regulação e discussão da NR12, que são reclamações que a indústria faz".



Via G1


Prévia da inflação oficial tem maior taxa para meses de junho desde 1996





A prévia da inflação oficial ficou em 0,99% em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa para meses de junho desde 1996, quando ficou em 1,11%.

Com o resultado de junho, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) fechou o primeiro semestre com alta 6,28%, a maior para o período desde 2003, quando ficou em 7,75%. Em 12 meses, a taxa acumulada de 8,8% é a maior também desde 2003, segundo o levantamento.
IPCA-15

 Meses de junho, em % sobre o mês anterior

Fonte: IBGE

Grupos
No mês de junho, o grupo de despesas pessoais foi o que apresentou o resultado mais elevado, de 1,79%, ante 0,18% no mês anterior.

Dos nove grupos pesquisados, outros cinco tiveram aceleração na taxa de inflação na passagem de maio para junho. Também ficaram maiores as taxas de alimentação e bebidas (de 1,05% para 1,21%), habitação (de 0,85% para 1,032%), artigos de residência (de 0,41% para 0,69%), transportes (de -0,45% para 0,85%), e educação (de 0,09% para 0,18%).

A menor taxa, por sua vez, foi registrada em comunicação, de 0,08%, abaixo dos 0,22% do mês anterior. Ficaram menores, ainda, as taxas de vestuário (de 0,8% para 0,68%) e saúde e cuidados pessoais (de 1,79% para 0,87%).

Despesas pessoais
Entre as despesas pessoais, o IBGE destaca a alta dos preços das loterias, de 37,77%, refletindo o ajuste nos preços das apostas da Caixa Econômica Federal no dia 18 de maio. Também pesou o item empregado doméstico, com alta de 0,65%.

Alimentos
Os destaques de alta entre os alimentos – que respondem a cerca de um terço do índice – vieram dos preços da cebola (40,29%), tomate (13%), cenoura (5,59%), batata inglesa (4,42%), carnes (1,63%), leite longa vida (1,24%), lanche (1,07%) e pão francês (0,98%).

Água e esgoto
Entre os itens que compõem o grupo habitação, a taxa de água e esgoto pesou mais, com alta de 3,76%, influenciada por reajustes em Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador.

Saúde
Já entre os itens de saúde os destaques de alta vieram dos preços dos artigos de higiene pessoal, com alta de 1,08%, e dos remédios, que subiram em média 0,76%.

Via G1


Presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez são presos pela Polícia Federal





A Polícia Federal deflagrou na madrugada desta sexta-feira (19) a 14ª etapa da operação Lava Jato. Nesta fase, operação atinge as duas maiores empreiteiras do País - a Odebrecht, e a Andrade Gutierrez. Seis pessoas presas foram presas nesta manhã (19). Entre elas estão os executivos Márcio Faria e Rogério Araújo, da Odebrecht, além de Marcelo Odebrecht - presidente da empresa e Otávio Marques Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez.

Serão cumpridos 59 mandados judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Esta fase da operação tem como alvo as empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez, segundo a PF. Do total de mandados, oito são de prisão preventiva, quatro de prisão temporária, 38 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. A Lava Jato foi deflagrada em março de 2014 e investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.

Nesta etapa, a operação foi batizada de Erga Omnes, expressão usado no Judiciário que quer dizer "para todos). A Odebrecht foi acusada de pagar propinas de US$ 23 milhões a Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, que cumpre prisão domiciliar.





Via JB


terça-feira, 16 de junho de 2015

Governo apoia proposta alternativa à redução da maioridade penal


José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, participou de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados


O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou nesta terça-feira (16), na Câmara dos Deputados, o apoio do governo a um texto alternativo à redução da maioridade penal, que está em análise no Senado. Trata-se do parecer elaborado pelo senador José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso Nacional, a projeto de lei do senador José Serra (PSDB-SP), que aumenta a punição para adolescentes no caso de crime hediondo.Questionado se o governo mantém o apoio à proposta que o próprio PSDB não pretende mais apoiar, o ministro afirmou que "não fez nenhum acordo partidário" com essa legenda e que o governo "tem identidade na essência com uma proposta que foi apresentada pelo senador José Serra".

Cardozo defendeu um tempo maior de internação de adolescentes que praticarem crimes hediondos, com violência ou grave ameaça. Essa internação seria de no máximo oito anos, em vez dos três atuais, e se daria em estabelecimentos especiais ou em espaços reservados das unidades prisionais brasileiras. O governo também defende penas duplicadas para os adultos que aliciarem crianças e adolescentes para a prática de crimes.

A proposta pode ser votada nesta semana pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e prevê, ainda, que os adolescentes serão avaliados a cada seis meses pelo juiz responsável pelo caso. Além disso, todos os menores infratores deverão obrigatoriamente estudar nos centros de recolhimento até concluir o ensino médio profissionalizante. Atualmente, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que eles devem concluir apenas o ensino fundamental.





Via JB


sábado, 13 de junho de 2015

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Doação de R$ 4,5 milhões liga Lula a empresa investigada na Lava-Jato

Nelson Almeida/AFP - 30/3/15São Paulo – Perícia da Polícia Federal (PF) identificou doação feita pela construtora Camargo Corrêa ao Instituto Lula no valor de R$ 3 milhões e pagamento de R$ 1,5 milhão à Lils Palestras Eventos e Publicidade, empresa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É a 1ª vez que as investigações encontram elo entre uma das investigadas na Operação Lava-Jato com Lula. Os repasses estão identificados no balanço interno da Camargo como “Contribuições e doações” e “Bônus eleitorais”.

Os documentos foram anexados ao inquérito que apura a participação da empresa e de seus executivos no esquema de corrupção. Segundo o laudo, entre 2011 e 2013, a Camargo pagou três parcelas de R$ 1 milhão cada uma ao Instituto Lula. O balanço não explica os motivos do pagamento. Em 2012, o repasse estava sob a rubrica “bônus eleitorais”. No mesmo período, a construtora informou à Receita Federal que pagou R$ 1,5 milhão à Lils. A empresa foi criada por Lula após a sua saída do Planalto e era responsável pelo contratos de palestras e eventos feitos por ele no Brasil e no exterior.

A PF analisou as movimentações de “cunho político” da Camargo de 2008 a 2013. O laudo relata todas as doações legais da empreiteira a campanhas de diversos partidos, num total de R$ 183 milhões. Os investigadores encontraram também o pagamento a três empresas de consultoria investigadas na Lava-Jato. Entre elas, a JD, do ex-ministro José Dirceu, que recebeu R$ 900 mil . A empreiteira pagou ainda R$ 3,5 milhões a empresa de Pedro Paulo Leoni Ramos, ministro no governo Collor e investigado na Lava-Jato por supostamente intermediar propina ao senador alagoano.

O Instituto Lula informou que a Camargo apoia publicamente a organização e que os valores foram doados à entidade “para a manutenção e desenvolvimentos de atividades institucionais, conforme objeto social do seu estatuto, que estabelece (...) o estudo e compartilhamento de políticas dedicadas à erradicação da pobreza e da fome no mundo”.

Quanto aos repasses à Lils, a assessoria de Lula disse, em nota, que são referentes à remuneração por quatro palestras feitas por Lula. Sobre a rubrica (“doações, contribuições e bônus eleitorais”) em que tais pagamentos se inserem na contabilidade da Camargo, a nota diz que “deve ser algum equívoco’. “O Instituto Lula não prestou nenhum serviço eleitoral, tampouco emite bônus eleitorais, o que é prerrogativa de partidos”. A assessoria nega que os pagamentos se liguem a contratos da Petrobras e ressalta que “essas doações e pagamentos foram devidamente contabilizados, declarados, e recolhidos os impostos”.

Também por meio de nota, a Camargo disse que as contribuições ao Instituto Lula se referem a apoio institucional e ao patrocínio de palestras de Lula no exterior. A defesa de Dirceu informou que já esclareceu os serviços prestados pela JD a investigadas na Operação Lava-Jato.

Nessa terça-feira (9), o Ministério Público Federal (MPF), que já havia pedido condenações de executivos da Camargo Corrêa, apresentou suas alegações finais contra outros cinco, ligados à OAS. Eles foram denunciados por organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e falsidade ideológica.




Via EM



Após confusão e pedido de vista, comissão adia votação da maioridade




Após uma reunião que teve tumulto em plenário e uso de spray de pimenta, a comissão especial da maioridade penal adiou a votação, prevista para esta quarta-feira (10), do relatório do deputado Laerte Bessa (PR-DF), que reduz de 18 para 16 anos a idade mínima para que uma pessoa seja punida criminalmente por cometer delitos.

O adiamento se deu por um pedido de vista coletivo de deputados petistas que integram o colegiado. Com isso, a proposta de emenda à Constituição voltará a ser analisada na próxima quarta (17). O presidente da
Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já informou que colocará o texto em votação no plenário no próximo dia 30 de junho.

A reunião desta quarta foi acompanhada por integrantes da União Nacional dos Estudantes Secundaristas (UBES) e da União Nacional dos Estudantes (UNE), que no início gritaram palavras de ordem como “Não, Não, Não à redução!”.

Diante das manifestações em plenário, deputados favoráveis ao texto pediram que os jovens fossem retirados, porque estariam "pressionando" os parlamentares. Os estudantes, então, vaiaram a sugestão, o que fez com que o presidente da comissão, André Moura (PSC-CE), pedisse a saída deles do plenário.

Irritados, os jovens decidiram invadir o plenário da comissão especial, furaram o bloqueio da segurança e ocuparam os espaços onde ficam os deputados. Alguns chegaram a subir nas mesas gritando: "A Casa é do povo, a Casa é do povo!" e "Para estudante, não! Polícia é para ladrão".

Quando o presidente da comissão pediu reforço de seguranças, os manifestantes entoaram: "Fascista!, Fascista". Em razão do tumulto, os deputados decidiram deslocar a reunião da comissão para outro plenário da Câmara.

Durante a saída dos deputados, um grupo de manifestantes tentou deixar o plenário por uma das portas e foi impedido. Eles tentaram furar o bloqueio da Polícia Legislativa e foram atingidos por spray de pimenta.

De acordo com a assessoria da Câmara, seis pessoas foram atendidas no Departamento Médico da Casa com sintomas relacionados ao contato com o spray de pimenta. Todas já foram liberadas. Uma delas, a estudante Emanuele Rodrigues de Olveira, disse ao G1 que foi atingida pelo spray do lado de fora da Casa, após a confusão.

"Eu vi um colega meu no chão e fui até ele, perguntei aos seguranças o que tinha acontecido. Foi aí que levei o spray de pimenta na cara. Comecei a vomitar e passar mal. Fui levada ao departamento médico e agora foi prestar queixa", disse.

Depois de todo o tumulto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), classificou o episódio como “inadmissível” e
anunciou que vai proibir o acesso do público nas sessões do colegiado.

“A partir de agora, todas as reuniões da maioridade serão restritas aos parlamentares. Não terão mais plateia, visto que é um grupo organizado que está querendo impedir os parlamentares de debaterem e exercerem seu direito”, afirmou Cunha.

Relatório
Antes do adiamento da votação, Bessa apresentou seu relatório, que prevê a redução de 18 para 16 anos da maioridade penal. O texto frisa, porém, que os jovens entre 16 e 18 não deverão cumprir a pena no mesmo presídio que os adultos, mas sim em estabelecimento penal próprio.

O relator propõe ainda realização de um referendo popular junto com as próximas eleições, em 2016, para que a população dê seu aval sobre eventual mudança feita pelo Congresso em relação à maioridade. Assim, mesmo que o texto seja aprovado pelo Legislativo, as novas regras só valerão após o referendo.

Presente à reunião do colegiado, a deputada Maria do Rosário (PT-RS), criticou a “pressa” em votar a PEC. “Lamentavelmente o presidente
Eduardo Cunha decidiu encerrar os trabalhos da comissão e votar a proposta em plenário, enquanto poderíamos debater. Não queremos o tudo ou nada, queremos soluções”, disse.

A deputada do
PT disse ser contra a redução linear da maioridade, mas defendeu maior tempo de internação para menores que cometem crimes graves, proposta também defendida pelo PSDB.

“A redução da maioridade vai ampliar a violência na medida em que vai colocar o jovem mais cedo em contato com o crime. O que propomos é ampliar o tempo de internação para adolescentes que cometem atos gravíssimos contra a vítima”, defendeu.

Já o deputado Éder Mauro (PSD-PA) ressaltou que a discussão sobre a redução da maioridade penal no Congresso já dura “mais de 20 anos”. “Não é possível que alguns ainda queiram esconder o que está aí. A questão que estamos tentando trazer aqui é a do jovem bandido, do jovem de 16, 17 anos que fez a escolha para ser bandido. Não estamos falando do jovem de bem.”


Via G1


Inflação oficial ganha força e fica em 0,74% em maio, mostra IBGE



A inflação oficial do país, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,74% em maio, informou nesta quarta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa para o mês desde 2008, quando ficou em 0,79%. O índice foi puxado principalmente pela conta de luz e pelos alimentos.

Nos últimos 12 meses, o índice atingiu 8,47% - maior taxa para 12 meses desde dezembro de 2003, quando foi de 9,3%, e mais do que nos 12 meses imediatamente anteriores, quando foi de 8,17%. Em abril, a variação foi de 0,71% – a menor taxa entre os meses de 2015. Em maio de 2014, o IPCA havia registrado taxa de 0,46%.
 

IPCA acumulado de 12 meses
Em %

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Fonte: IBGE



O índice acumulou 5,34% neste ano, o maior resultado para o período de janeiro a maio desde 2003, quando ficou em 6,8%. Em igual período do ano anterior, a taxa era 3,33%.

"A gente pode dizer que é uma inflação dos itens administrados [referindo-se ao acumulado do ano]. Não só energia, mas também gasolina, ônibus, taxa de água e esgoto, efeitos também de serviços, os aluguéis aumentando, transporte. Nós temos uma inflação de itens monitorados que têm por consequência deixado mais caro para comer, para morar e também do ponto de vista do deslocamento nos transportes”, explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índice de Preços do IBGE.

“A importância da alimentação é que ela detém 25% do IPCA e um aumento de mais de 1%, qualquer movimento de preço da alimentação já dá para colocar a culpa nela. E a energia, que seja 1%, 2% ou 3% que ela suba, ela tem uma culpa grande no cartório [por conta também do peso que ela tem sobre a inflação oficial do país]”.

Segundo Eulina, o dólar também é um dos responsáveis pela alta. "O dólar afeta a vida da gente desde o pãozinho até a TV”, disse.

O IPCA é considerado a inflação oficial do país por ser o índice usado para as metas de inflação do governo.

A meta central para a inflação em 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. No entanto, se o índice continuar subindo, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.







Conta de luz

 A taxa de energia elétrica foi a principal responsável pela alta, responsável por 0,11 ponto percentual do índice do mês. O item subiu 2,77% no mês. A energia constitui-se num dos principais itens na despesa das famílias, com participação de 3,89% na estrutura de pesos do IPCA.

De acordo com o IBGE, com a alta de maio e dos meses anteriores, o consumidor passou a pagar, neste ano, 41,94% a mais, em média, pelo uso da energia, enquanto nos últimos 12 meses, as contas ficaram 58,47% mais caras.

“Então, a família que pagava R$ 100 em abril de 2014, uma conta [de luz] nesse valor, está pagando R$ 160 para manter o mesmo consumo [hoje] de quilowatts que consumia”, explicou Eulina.

Ainda dentro do grupo Habitação, onde está a conta de luz, pesaram na inflação de maio gás de botijão (1,31%), taxa de água e esgoto (1,23%), condomínio (0,89%), aluguel residencial (0,66%) e artigos de limpeza (0,65%). "O grupo está com a taxa de inflação a 11,50%, e em 12 meses, 17,59%. Não é só a energia, mas a taxa de água esgoto, o aluguel, o condomínio”, diz a coordenadora.

Alimentos e bebidas


 Entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, alimentação e bebidas foram os que mais subiram em maio, com alta de 1,37%. Os preços do tomate atingiram 21,38% no mês, liderando no grupo a relação dos principais impactos (0,07 ponto percentual).

“Tomate voltou a ser o vilão novamente da inflação. Tem peso grande, 17,90% foi para 31,38% e no ano já está numa alta de 80%. O que tem acontecido é que as chuvas têm prejudicado o fruto e isso gera uma praga e os produtores têm argumentado que o custo para tratar essas pragas é muito caro. Então, temos oferta menor, com custo maior”, explicou Eulina.

Segundo a coordenadora do IBGE, 46% do IPCA de maio foi por conta dos alimentos, que pesam 24,93% no orçamento das famílias – um quarto das despesas.

Eulina também falou sobre o peso da carne na alta da inflação. “Mesmo que o consumo interno não tenha crescido muito, a demanda externa tem sido mantida. A oferta de gado está mais reduzida, porque ele está mais magrinho. A seca afetou o pasto. A carne tem peso grande e já acumula 18%”, disse.

“Então, temos problemas climáticos, que afetaram os hortifrútis, cebola, tomate e etc. De forma geral, tem a influência do dólar, que tem a ver com fertilizantes, adubo e com a exportação”, resumiu.





Jogos de azar

 Eulina citou ainda a importância do aumento dos preços dos jogos de azar, incluindo ali os jogos lotéricos. “Fora os alimentos, nós relacionamos outros itens que pressionaram a taxa do mês. Então, a gente tem liderando os jogos de azar, alguns tiveram aumento bem forte a partir do dia 18 de maio. A alta foi grande, mas se comparar com energia elétrica, o peso dos jogos é 0,36%”.

Transportes


 A menor variação do índice foi no grupo Transportes, de -0,29%, por conta, segundo o IBGE, da queda de 23,37% no item passagens aéreas, que gerou contribuição de -0,10 ponto percentual no índice do mês, a menor.

Eulina explicou que as passagens aéreas foram as responsáveis por puxar para baixo a inflação de serviços em maio deste ano.

“Nesse mês, chama atenção [no item de serviços] para as passagens que ficaram 23,37% mais baratas. Ela tem forma totalmente diferenciada de ser adquirida. As empresas estão fazendo muita promoção, até por conta da redução do consumo, da renda que já está se segurando um pouco. Mas é volátil, assim como caiu, pode voltar a subir”.

No entanto, de acordo com ela, quando se verifica o período de 12 meses, o índice de inflação nos serviços estão está na casa dos 8% há um bom tempo.

Por regiões


 O maior índice foi verificado na região metropolitana de Recife (1,51%), onde os alimentos aumentaram 2,32%, bem acima da média nacional (1,37%), além da energia elétrica (12,20%) e da gasolina (5,20%) que também pressionaram o resultado. Brasília (0,25%) apresentou o menor índice em virtude da queda de 23,72% nos preços das passagens aéreas, que com peso de 2,07% gerou impacto de -0,49 ponto percentual, segundo o IBGE.

“Quando a gente olha as regiões, a maioria das regiões subiu, acelerou em relação a abril e algumas, bastante, que é o caso de Recife, que foi o mais alto no mês, passou de 0,78% para 1,51%. Se a gente olhar as regiões individualmente, a maioria delas apresentou aceleração dos preços, foi principalmente pela aceleração dos preços dos alimentos”, explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índice de Preços do IBGE.

“Três regiões seguraram a taxa, que foi Rio de Janeiro, que tem peso grande, Brasília e Curitiba. No Rio de Janeiro, vários itens se apresentaram em queda. E ele vinha subindo sistematicamente. Brasília foi o peso das passagens áreas, que é muito alto. E como apresentou queda muito significativa, isso levou o índice para 0,25%. E em Curitiba, teve reajuste, se não me engano, de ônibus. E retirado esse efeito, a taxa passou para 0,76%, que não é uma taxa baixa, mas em relação a abril, foi bem inferior”, complementou.

INPC


 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,99% em maio, acima do resultado de 0,71% de abril em 0,28 ponto percentual. O acumulado no ano ficou em 5,99%, acima do percentual de 3,52% registrado em igual período de 2014. No acumulado de 12 meses, o índice foi para 8,76%, acima da taxa de 8,34% dos 12 meses anteriores. Em maio de 2014, o INPC havia sido de 0,6%.

Regionalmente, a região metropolitana de Recife teve o maior índice, de 1,49%, pressionado pelos alimentos (aumento de 2,36%, bem acima da média nacional, de 1,48%), além da energia elétrica (12,3%) e da gasolina (5,2%). O menor índice foi do Rio de Janeiro, de 0,73%.



Via G1


domingo, 7 de junho de 2015

Neymar e seu pai são investigados pela Receita Federal







O Ministério Público Federal e a Receita Federal do Brasil estão investigando Neymar e seu pai por sonegação fiscal, fraude contra a ordem tributária e falsidade ideológica com relação à transferência do atacante para o Barcelona, revela a revista Época nesta quinta-feira.

Segundo a reportagem, o processo foi aberto no último dia 7 de abril pela Delegacia da Receita Federal em Santos, cidade na qual o jogador atuava antes de ir à Espanha.

O Fisco, por sinal, já decretou o arrolamento dos bens (quando há o acompanhamento do patrimônio de uma pessoa) de Neymar e de seu pai.

"Nas próximas semanas, o MPF deverá apresentar denúncia criminal contra o pai de Neymar e empresas envolvidas na venda do ídolo brasileiro ao Barcelona. O craque também pode ser alvo", afirma a reportagem da revista.

Na semana passada, o presidente do Santos, Modesto Roma Jr., disse ter identificado ao menos uma irregularidade na venda de Neymar para o Barcelona, ocorrida em maio de 2013, e decidiu entrar na Justiça contra o clube espanhol, contra o jogador, seu pai e suas empresas. O time alvinegro avisou que está ingressando na Corte Arbitral do Esporte para ser ressarcido devido à transferência.

Os trabalhos da Receita começaram em março passado, quando a N & N Consultoria Esportiva e Empresaria foi questionada sobre sua movimentação financeira considerada estranha entre 2011 e 2014 no total de R$ 115 milhões.

"A N & N foi constituída no dia 18 de outubro de 2011, com capital de R$ 100 mil. Um mês depois, ela fechou seu primeiro contrato com o Barcelona. Poucas semanas depois, apenas seis dias antes de o Santos perder de 4 a 0 para o time de Messi na final do Mundial de Clubes, a N & N recebeu € 10 milhões (R$ 22,4 milhões) do clube catalão", explica a Época.

O atacante e seu pai, através da empresa da família, já são investigados na Espanha por causa dos valores referentes à negociação para o Barcelona.

Neymar se transferiu ao Barça em julho de 2013. Os valores não foram divulgados na época, mas o então diretor do clube espanhol, Josep Maria Bartomeu, hoje presidente, revelou meses depois que o negócio custou 57 milhões de euros. Este valor passou a ser adotado como oficial até mesmo pelo então presidente azul-grená, Sandro Rosell.

Em janeiro de 2014, porém, um sócio da agremiação catalã acusou Rosell de desviar 40 milhões de euros a uma empresa do pai de Neymar durante a transação. Ainda segundo a acusação, devem ser contabilizadas as luvas recebidas pelo craque, as parcerias sociais e de marketing e o acordo de prioridade com o Santos.

Tudo isso elevaria os valores da transferência aos 86,2 milhões de euros. A polêmica está sendo investigada pela Justiça espanhola e fez com que Sandro Rosell renunciasse à presidência do Barcelona. Ele, Bartomeu e Barça foram indiciados por três crimes na negociação - se estima fraude à Fazenda espanhola de 13 milhões de euros (R$ 44,3 milhões).

Rosell é acusado de delito contra a Fazenda Pública pelos exercícios de 2011 e 2013, assim como delito societário, enquanto Bartomeu é apontado como responsável por crimes referente ao ano fiscal de 2014. O Barcelona, por sua vez, é acusado pelos três delitos.

A promotoria já pediu sete anos e seis meses de prisão e multa de 25,1 milhões de euros (R$ 85,6 milhões) para Rosell, dois anos e três meses e multa de 3,8 milhões (R$ 12,9 milhões) para Bartomeu. Ao clube, se cobra o pagamento de mais 11,4 milhões de euros (R$ 38,9 milhões) a título de indenização por responsabilidade civil e mais multa de 22,2 milhões de euros (R$ 75,7 milhões).

Caso os valores a serem pagos sejam estes ao fim do processo, será descontado o que clube e Bartomeu já pagaram antecipadamente depois das primeiras denúncias.





Via ESPN


Ajuste fiscal e alta do dólar ameaçam funcionamento do Itamaraty




A diplomacia brasileira vive momento de retração por conta do ajuste fiscal e da vocação menos internacionalista que o governo de Dilma Rousseff tem em relação aos seus antecessores, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

O Itamaraty viu embaixadas, consulados e vice-consulados pularem de 150 em 2002 para 227 em 2014, acréscimo de 51,3%. Lula havia dado o salto das 150 anteriores para 217 até 2010 – aumento de 67 representações. Dilma fez o número crescer para 227, com mais 10 unidades. Eram medidas alinhavadas pelo antecessor. A presidente não abriu a embaixada de Vanuatu, república soberana insular de 250 mil habitantes no arquipélago das Novas Hébridas. Estava na lista de Lula.

Dos R$ 69,9 bilhões cortados pelo governo federal do orçamento de 2015, apenas R$ 40,7 milhões saíram do Itamaraty – são 3,3%, mas sobre um dos menores orçamentos entre as pastas e com cortes, em especial, no Exterior. O problema é que a manutenção de representações consome valor crescente na medida em que o dólar se valoriza. Servidores do ministério fizeram greve entre 12 e 14 de maio em razão do atraso de pagamentos. Pediam reformas estruturais no Itamaraty. Reclamaram da falta de dinheiro até para comprar papel para impressoras e pagar contas. Alguns tiveram de custear residência diplomática do próprio bolso.

Além do funcionamento de embaixadas, programas de cooperação e doações também foram afetados (veja quadro).

O embaixador aposentado Sérgio Tutikian, com mais de 30 anos na carreira diplomática, questiona:

– Fazer política externa é passar o tempo todo tentando liberar dinheiro?

Embaixador credita a ministro brandura de cortes

Episódios como o do fechamento do consulado-geral brasileiro em Beirute – assinado pelo vice-presidente Michel Temer, descendente direto de libaneses – provocam desconforto entre países envolvidos. É um laço que se corta. E também é sinal de que as mais de 70 representações diplomáticas espalhadas por países como Antigua, Azerbaijão, Barbuda, Belize, Burkina Fasso, Nepal e Saint-Kitts correm risco de fechar – já houve atrasos em salários de funcionários locais, não pagamentos de aluguéis e cancelamentos de missões.

Um episódio corriqueiro em representações de alguns países que subsistem sob condições precárias: o embaixador ou cônsul precisa alugar a residência onde viverá, mas são raras e caras as disponíveis com as condições adequadas. Isso estoura o orçamento, cuja previsão é de que 25% dos recursos sejam gastos com moradia. Muitos diplomatas se negam a ir para esses países. Um caso foi o de Lilongwe, capital do Malawi.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, vive um dilema: sabe da necessidade de fechar embaixadas e consulados, mas não quer ficar conhecido como responsável por desativar unidades criadas por Lula. Alguns números ilustram a situação. Nos três primeiros anos do governo Lula, o orçamento do Itamaraty cresceu 14%. No mesmo período do governo Dilma, o crescimento foi de 3,7%. Outro dado: o peso do Itamaraty no Orçamento caiu de 0,5% para 0,27% – quase a metade.

Apesar de considerar “positivo” o corte de apenas 3,3% no orçamento do Itamaraty – outros setores foram mais atingidos –, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães lembra que os gastos da diplomacia são fixos e inadiáveis. Incluem aluguéis e manutenção de embaixadas.

Guimarães sustenta que o mérito pelo fato de os cortes não terem sido mais profundos é do ministro. Em abril, Vieira admitiu: o Brasil atrasou o pagamento da contribuição obrigatória à Organização dos Estados Americanos (OEA).

– Vamos fazer (o pagamento) em parcelas. Este ano, particularmente, estamos atravessando ajuste orçamentário – disse o ministro.




Fonte: Zero Hora


sábado, 6 de junho de 2015

Barça supera Juventus e leva 5ª Champions



Houve momentos de tensão, especialmente no segundo tempo, mas o Barcelona fez valer seu favoritismo e mostrou superioridade durante a maior parte do confronto deste sábado para vencer a Juventus por 3 a 1 e levantar seu quinto troféu da Liga dos Campeões no Estádio Olímpico de Berlim - confirmando seu status como equipe europeia mais dominante deste século, tendo vencido quatro das últimas dez edições do torneio. O time italiano foi valente, não desistiu em nenhum momento e chegou a crescer na partida com o gol de empate de Morata. Mas Rakitic, Suárez e Neymar colocaram na rede as bolas que deram a taça aos espanhóis.

Com o triunfo do
time de Luis Enrique - que já em sua primeira temporada no comando do Barcelona, venceu a Tríplice Coroa com Campeonato Espanhol , Copa do Rei e Liga dos Campeões -, o time catalão igualou Bayern de Munique e Liverpool com cinco taças. Além de 2015, o Barça faturou os títulos de 1992, 2006, 2009 e 2011. E em quatro dessas cinco conquistas, Messi, Xavi e Iniesta estavam presentes. Já a Juve segue "apenas" com dois títulos (1984 e 1996).

No duelo deste sábado, a superioridade do time espanhol foi evidente desde o começo, com Rakitic abrindo o placar logo aos 3min após bela jogada entre Neymar e Iniesta. Pressionando e dominando, o Barça mal deixou a Juventus jogar na primeira etapa. Buffon teve que fazer defesas espetaculares para evitar gols de Dani Alves e Suárez, enquanto do outro lado, os italianos só assustaram em chutes de fora da área que mal incomodaram Ter Stegen.

O Barça ainda reclamou de um pênalti no primeiro tempo quando Neymar cruzou e a bola bateu na mão de Lichtsteiner, mas a arbitragem mandou o jogo seguir. Na segunda etapa, foi a vez da Juve protestar após Pogba cair em disputa na entrada da área. Nervoso e sem conseguir chegar à frente, o time italiano começava a apelar para as faltas e ver o título escapar. Messi quase ampliou a
vantagem após tabelar com Neymar e Suárez e bater para fora com perigo.

Mas justo quando a Juventus parecia perdida no jogo, veio o gol de empate. Tevez recebeu na área, girou e bateu; Ter Stegen fez milagre para defender, mas Morata aproveitou no rebote. Os italianos cresceram no jogo, adiantaram a marcação e começaram a botar o Barça em apuros, com Tevez perdendo grande chance de virar a partida. E como essa chance fez falta! Minutos depois, Suárez marcou o segundo gol azul-grená, também aproveitando um rebote após finalização de Messi e defesaça de Buffon.

O segundo gol do Barça esfriou o ímpeto da Juve. Neymar chegou a fazer o terceiro de cabeça, mas o lance foi anulado em uma
decisão polêmica, já que a bola bateu na mão do brasileiro antes de entrar. Mesmo sem o gol que tranquilizaria o jogo, os espanhóis conseguiram segurar a vantagem até o final. Os italianos se lançaram à frente na base da raça nos minutos finais, mas não foi suficiente. No último lance, Neymar conseguiu fazer seu gol e fechou a conta em contra-ataque: Barça pentacampeão da Europa e garantido no Mundial de Clubes de 2015.




Via JB


Investigação do FBI no "caso Fifa" pode chegar à Globo, diz revista



O escândalo de corrupção que está abalando as estruturas da Fifa tem tudo para também afetar os negócios da Rede Globo. É isso o que indica reportagem da revista Carta Capital que chega às bancas nesta sexta-feira (5).

De acordo com a publicação, "o dinheiro para pagamento de propinas vinha dos direitos de transmissão das partidas". Por isso, "não será surpresa se o FBI bater na porta da família Marinho, dona da Globo".

 Vale lembrar que um dos maiores parceiros da emissora neste tipo de negociação é o empresário J. Hawilla, que confessou sua culpa no caso e, além do pagamento de uma multa milionária, está colaborando com as investigações para ter uma condenação menor.
A capa da Carta Capital desta semana traz um álbum de figurinhas estilizado com Ricardo Teixeira (indiciado pela Polícia Federal), Joseph Blatter (presidente renunciado da Fifa), Jérôme Valcke (investigado pela Justiça dos Estados Unidos), José Hawilla (réu confesso) e José Maria Marin (preso na Suíça). A sexta imagem é o símbolo da Rede Globo e um ponto de interrogação.

Na submanchete, a publicação lembra que "figurinha carimbadas do futebol já foram queimadas". Na sequência, questiona: "E as demais?".

Saiba mais no vídeo abaixo:






Via R7