sábado, 6 de junho de 2015

China confirma 396 mortes em naufrágio



Autoridades chinesas reconheceram neste sábado (6) que não existem mais esperança de encontrar sobreviventes do naufrágio de um cruzeiro na segunda-feira passada no rio Yangtsé, que deixou 396 mortos, segundo o balanço mais recente.

O naufrágio do navio "Dongfangzhixing" ("Estrela do Oriente") pode se tornar o mais grave na China em 70 anos. Apenas 14 sobreviventes foram resgatados entre as 456 pessoas que estavam a bordo do cruzeiro. Nuitos passageiros eram aposentados.

A agência de notícias estatal Xinhua anunciou o balanço de mortes confirmadas até o momento, 396, número que pode aumentar nas próximas horas, à medida que as equipes de emergência recuperam os corpos.

Naufrágio de navio na China (mapa) (Foto: Arte/G1) Mais de 3.400 soldados e 1.700 policiais participam das operações de resgate, com o apoio de 149 barcos.

Na sexta-feira, as equipes conseguiram
ajustar o navio com a ajuda de dois guindastes, mas o "Estrela do Oriente", com 76 metros de comprimento e 2.200 toneladas, permanece parcialmente submerso.

O presidente do país, Xi Jinping, convocou na quinta-feira uma reunião extraordinária da comissão permanente do Comitê Político do Partido Comunista Chinês, durante a qual prometeu "acabar com todas as dúvidas" sobre a catástrofe.

Ao mesmo tempo, mais de 1.200 familiares de passageiros chegaram à pequena cidade de Jianli e expressaram revolta com a falta de informações.

"Tudo o que apresentam são palavras cuidadosamente medidas, repletas de falsidades", disse um idoso, que invadiu uma entrevista coletiva e foi expulso pela polícia.

Jiang Zhao, gerente-geral da empresa que operava o navio Eastern Star, curvou-se em desculpas pela tragédia durante uma entrevista à imprensa estatal, dizendo que iria cooperar "totalmente" com a investigação. "Desde o momento em que isso aconteceu eu estou afundado em tristeza", disse Jiang à televisão estatal. Pequim prometeu que não haveria nenhum tipo de abafamento nas investigações.

No aplicativo de mensagens para celulares WeChat, uma petição circulava entre as famílias das vítimas, para exigir "desculpas formais" das autoridades, assim como uma investigação sobre a empresa que operava o navio e as agências de turismo envolvidos.

A petição também solicita a "pena de morte" para o capitão do "Estrela do Oriente", que está entre os poucos sobreviventes e é acusado de ter abandonado o comando da embarcação em plena tempestade para escapar da tragédia.


Resgatistas entram no 'Estrela do Oriente' neste sábado (6) (Foto: Reuters)Resgatistas entram no 'Estrela do Oriente' neste sábado (6) (Foto: Reuters)




O capitão, Zhang Shunwen, está sob custódia da polícia. Ele foi resgatado por uma patrulha duas horas depois do naufrágio, ao lado do engenheiro chefe do cruzeiro, segundo o jornal China Daily.

"Como tantos navios pararam (por causa do mau tempo) e este continuava a viagem?", perguntou à agência de notícias France Presse Gao, que tinha uma irmã a bordo, antes de ser interrompido por um policial.

Wang Jianhua, vice-presidente da empresa que opera o navio, afirmou que "a embarcação tentou dar meia-volta, mas qualquer manobra é difícil em um tempo tão curto."

O navio, que viajava entre as cidades de Nankin (leste) e Chongqing (centro), naufragou na passagem pelo distrito de Jianli, na província de Hubei.

A embarcação virou em apenas dois minutos durante a passagem de um tornado, segundo o capitão e outro sobrevivente. O serviço de meteorologia chinês corroborou a explicação.




Via G1


Poupança acumula perdas de R$ 32,2 bilhões no ano, até abril




O volume de resgate de recursos da caderneta de poupança voltou a perder fôlego no mês de maio. Segundo números divulgados nesta sexta-feira, 5, pelo Banco Central, a quantia de saques superou a de depósitos em R$ 3,199 bilhões no mês passado. Em abril, o resgate líquido na caderneta havia sido de R$ 5,851 bilhões e, em março, de R$ 11,438 bilhões.

Com o resultado de maio, o saldo total da poupança ficou em R$ 648,772 bilhões, já incluindo os rendimentos do período, no valor de R$ 3,662 bilhões. Os depósitos na caderneta somaram R$ 153,235 bilhões no mês passado, enquanto as retiradas foram de R$ 156,434 bilhões. No acumulado do ano até abril o resultado está negativo em R$ 32,280 bilhões.

A situação de maio só não foi pior porque, no último dia útil do mês, o volume de aplicações foi R$ 3,997 bilhões maior do que o das retiradas. Até o dia 28, o saldo da caderneta estava no vermelho em R$ 7,196 bilhões. É comum ver um aumento dos depósitos no último dia de cada mês por causa de aplicações automáticas e de sobras de salários.

O que tem ocorrido nos últimos meses, no entanto, é que essa sobra tem sido cada vez menor. Em 2013, todos os meses fecharam com captação líquida, que no acumulado do ano chegou a R$ 71,047 bilhões. No ano passado, só houve resgate líquido em abril e o saldo total de captações foi positivo em R$ 24,033 bilhões. Já em 2015, todos os meses registraram mais resgates que depósitos até agora.

Com o atual ciclo de alta dos juros básicos e do dólar tornando outros investimentos mais atrativos, a caderneta de poupança perde o brilho. Até porque, há três anos a forma de remuneração da aplicação mudou.

Pela regra de maio de 2012, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor que 8,5% ao ano, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a taxa básica está em 13,25% ao ano. Quando o juro sobe a partir de 8,75% ao ano passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais a TR.

A baixa nos saldos da poupança obrigou o governo a lançar no final de maio um pacote ao setor imobiliário que vai injetar R$ 31 bilhões no setor via financiamentos. A quantia é semelhante à saída recorde de recursos da poupança nos quatro primeiros meses deste ano, quando os saques foram superiores aos depósitos em R$ 30 bilhões. Os recursos da poupança são fonte importante para os bancos financiarem a casa própria.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, avaliou que o governo precisa criar medidas para incentivar a poupança enquanto os juros básicos da economia se mantiverem elevados. "A caderneta de poupança é o instituto de maior credibilidade no Brasil e tem resistido ao longo dos anos. Neste instante, por uma política monetária, os juros da Selic sobem, mas precisamos preservá-la. É urgente que se crie estímulos para a poupança", afirmou.



Via A Tarde


quinta-feira, 4 de junho de 2015

Banco Central sobe taxa de juros para 13,75%

 


O Banco Central do Brasil decidiu, como era esperado por analistas, elevar a taxa referencial de juros do país em meio ponto percentual para 13,75% ao ano, o nível mais elevado desde agosto de 2006, altura em que a designada Selic estava em 14,25%.

O aumento do 'preço do dinheiro' no Brasil foi anunciada na quarta-feira após uma reunião de dois dias dos membros do Comité de Política Monetária (Copom), num contexto em que a inflação anual está em máximos dos últimos 11 anos, tendo alcançado 8,24% (no acumulado de 12 meses em maio), segundo dados recentes do IBGE.

A decisão do BC brasileiro completa a sexta subida consecutiva da Selic na tentativa de conter o aumento dos preços enfrentar o aumento dos preços. A meta da autoridade monetária para a inflação anual é de 4,5%, com 2 pontos para mais ou para menos de tolerância .

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil encolheu 0,2% no primeiro trimestre e a projeção é que volte a cair no segundo trimestre, o que configurará uma recessão técnica para a economia do real


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Barbosa vê retomada de investimentos ainda em 2015

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, afirmou nesta segunda-feira (1º) que uma "demanda reprimida" por serviços de infraestrutura vai ajudar a permitir uma retomada do nível de investimentos no país já no final de 2015 e, "sobretudo, a partir do ano que vem". A declaração foi feita em evento sobre o ajuste fiscal realizado na Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo.

O ministro também defendeu o ajuste fiscal do governo e afirmou que ele precisa ser mais veloz no Brasil que em outros países – inclusive em relação aos vizinhos da América Latina – devido à alta taxa de juros, que ele definiu como um "remédio necessário para trazer a inflação ao centro da meta".

"No Brasil, a taxa de juros paga na dívida pública do governo é muito alta em termos reais, por isso precisamos de um esforço fiscal mais rápido", explicou o ministro.

Barbosa disse acreditar que a redução dos aportes aos bancos públicos ajuda a reduzir "implicitamente" essa taxa no Brasil, uma das principais condições para aumentar a produtividade no país, segundo o ministro.

Segundo ele, o aperto vai durar pelo menos até 2017, mas o governo trabalha com expectativa de recuperação até o fim do próximo ano.

Investimentos
 

A taxa de investimentos no país completou sete trimestres de queda e mantém o nível mais baixo entre os Brics – grupo de gigantes emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, que ostenta uma taxa em torno de 30%.

"Há uma demanda muito grande por serviços de infraestrutura no país, e essa demanda vai garantir o potencial desses investimentos. Por isso, mesmo com o nível de atividade [econômica] previsto para o próximo ano, a existência dessa demanda com os preços corretos garante esse crescimento", disse.

Concessões de rodovias


 Sobre o pacote de concessões em infraestrutura que deve ser anunciado pelo governo no dia 9 de junho, Barbosa afirmou que o programa já foi "100% definido" e que há vários interessados em participar das negociações, que devem incluir de 12 a 14 trechos de rodovias federais.

"Acho que o setor de construção civil tem toda a capacidade de atender a esses investimentos", disse. Para o ministro, o realinhamento de preços antes regulados, como energia e combustíveis, também vai ajudar a recuperar a capacidade perdida dos investimentos.

Pedaladas fiscais


 Barbosa voltou a defender que as chamadas "pedaladas fiscais" do governo não configuraram operações de crédito, como interpretou o Tribunal de Contas da União (TCU), mas sim como "operações de equalização de taxa de juros".



Via G1


domingo, 31 de maio de 2015

Câmara decidiu acabar com reeleição para Presidente da República

Foram mais de 20 horas de discussão e muita polêmica. Prevaleceram o sistema atual para eleição de deputados e vereadores e para coligações; o fim da reeleição; o financiamento misto de campanhas; e Fundo Partidário só para partidos com representação no Congresso


Na primeira semana de votação da reforma política, o Plenário da Câmara decidiu manter o atual sistema de eleição de deputados e vereadores; acabar com a reeleição para chefes do Executivo; cortar o Fundo Partidário de legendas sem congressistas; e permitir doações de empresas a partidos, e de pessoas físicas a partidos e candidatos. Tudo faz parte da PEC 182/07, que está sendo discutida por temas.

Até agora, a reforma ocupou mais de vinte horas de debates em Plenário, com dez votações nominais e momentos tensos. Houve bate-bocas entre parlamentares, e o presidente da Casa, Eduardo Cunha, suspendeu a sessão para reunião reservada entre os líderes em duas ocasiões – na votação do financiamento empresarial e na discussão do tempo de mandato.

Os pontos mais controversos da reforma – financiamento e sistema eleitoral – já foram superados, mas ainda falta discutir vários temas. Ficou para depois do dia 10 de junho a decisão sobre duração dos mandatos; eleições municipais e gerais no mesmo dia; cotas para mulheres; voto facultativo; data da posse presidencial; federações partidárias; entre outros assuntos. E o resultado final ainda precisa ser votado em segundo turno antes de ir ao Senado. Para valer nas eleições de 2016, as mudanças têm de entrar em vigor até outubro.

Distritão


 A votação começou em clima polêmico depois da decisão dos líderes de votar a reforma direto no Plenário,
cancelando a apreciação do parecer da comissão especial criada no começo do ano para examinar a matéria. Foi nomeado o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) como novo relator. O argumento é que seria mais fácil fechar acordos dentro do Plenário.

Essa decisão, segundo vários deputados, foi um dos fatores que levaram à
derrubada do primeiro grande tema discutido: a mudança no sistema eleitoral. O relator da comissão, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), chegou a distribuir panfletos contra o sistema defendido por Rodrigo Maia, o chamado distritão: seriam eleitos os deputados e vereadores mais votados no estado, em sistema majoritário.

O distritão foi proposto pelo vice-presidente da República, Michel Temer, e encampado por parte do PMDB. DEM, SD e as legendas pequenas também orientaram o voto “sim”, porém o sistema teve 267 votos contrários e apenas 210 favoráveis.

Todas as outras propostas de mudança na forma de eleger deputados e vereadores também foram rejeitadas. Ficou valendo o modelo atual, o sistema proporcional, em que as vagas são ocupadas de acordo com a votação dos partidos e coligações.

Financiamento
O financiamento eleitoral foi outro tema polêmico da semana. Na terça-feira (26), o Plenário
rejeitou a proposta que autorizava doações de empresas e de pessoas físicas aos candidatos e partidos, além do dinheiro do fundo partidário. Trata-se do modelo atual definido em lei, mas que é objeto de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) – seis ministros já votaram contrariamente às doações de empresas.

Uma nova emenda tratando do financiamento de empresas foi votada na quarta-feira (27), sob protestos do PT e do PCdoB, que acusaram os líderes da oposição e Eduardo Cunha de quebra de acordo, uma vez que o tema teria sido votado na noite anterior. O presidente da Câmara argumentou, no entanto, que o Regimento Interno determina a votação das emendas aglutinativas assim que elas sejam apresentadas.

O
texto aprovado permite que empresas façam doações a partidos. Pessoas físicas poderão doar para candidatos e partidos, que também continuam com direito ao Fundo Partidário. A emenda prevê uma lei futura para estabelecer limites globais de gastos das campanhas e limites para as doações.

Mais de 60 deputados de diversos partidos já assinaram mandado de segurança a ser impetrado no STF contra a manobra de Cunha que permitiu a aprovação do financiamento de empresas nas campanhas eleitorais. A ação deve ser protocolizada nesta sexta-feira (29).

Reeleição e coligações 

 O Plenário também
decidiu acabar com a reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República. Pela proposta, os eleitos em 2014 e 2016 que estiverem aptos a se reeleger pela regra atual terão esse direito preservado.

Em outra votação, os partidos pequenos saíram satisfeitos com a rejeição do fim das coligações para eleições proporcionais, algo que poderia custar a sobrevivência de legendas que, sozinhas, não conseguem votos suficientes para atingir o quociente eleitoral e ter cadeiras na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas e nas câmaras de vereadores. O PSDB foi um dos maiores defensores da proposta, porém saiu derrotado.

Os deputados ainda
resolveram limitar o acesso ao Fundo Partidário e a utilização do horário eleitoral gratuito de rádio e TV apenas aos partidos que tenham concorrido com candidatos próprios à Câmara e tenham eleito ao menos um congressista (deputado ou senador). Hoje, 5% do fundo são distribuídos entre todas as legendas existentes, que também podem ir ao rádio e à TV. Com a proposta, esses direitos só caberão aos que tiverem representação no Congresso.Entenda a tramitação de propostas de emenda à Constituição
 


Via Câmara


Projeto do governo em parceria com Facebook ameaça direitos de uso da internet


Anunciado na 7ª Cúpula das Américas pela presidente Dilma Roussef, um novo projeto em parceria com o Facebook para o oferecimento gratuito de serviço de internet no Brasil, deixou organizações e grupos de defesa do direito à comunicação em alerta. Trata-se do projeto "Internet.org", que pretende levar acesso à rede móvel em países em desenvolvimento para população de baixa renda ou que vive em áreas remotas com insuficiente cobertura de rede. Ao permitir acesso a apenas um conjunto de aplicativos e serviços, no entanto, a iniciativa acaba ferindo princípios e normas previstos em Lei e em outros acordos e declarações apoiados pelo Brasil que garantem uma rede aberta e interoperável, a neutralidade de rede e, em última instância, a privacidade, a liberdade de expressão e o acesso à informação de forma democrática, sem que haja diferenciação de origem e destino.

Organizações de defesa de direitos civis, entre elas, o Idec, se manifestaram em carta enviada à Presidente para alertar sobre os riscos que a iniciativa representa, tanto para o futuro desenvolvimento da sociedade da informação e da economia no meio digital, quanto para os direitos dos usuários na rede. A carta ainda foi protocolada no Ministério da Justiça, no Ministério da Cultura e na Secretaria Geral da República. Confira o documento
AQUI.
Embora de acordo com o diagnóstico de que a extensão, qualidade e custo do acesso à internet no Brasil não atendem às necessidades da maioria da população, entende-se que o Facebook limitará o acesso à Internet a todos os demais serviços existentes na rede e oferecerá aos que têm menos recursos econômicos uma pequena parte do que constitui a Internet, limitando suas infinitas possibilidades de navegação e violando fundamentos e princípios basilares do Marco Civil da Internet (Lei nº 12965), da Declaração Multissetorial do NETMundial e dos Princípios para a Governança e Uso da Internet no Brasil do CGI.br (RES/2009/003/P).

Ao assumir o compromisso de oferecer acesso gratuito para dois terços da população mundial atualmente desconectada, o Facebook, na verdade, está violando a regra da neutralidade de rede, pois permite que apenas alguns aplicativos e serviços possam trafegar na web, prática conhecida internacionalmente como zero rating (taxa zero). A consequência é concentração da infraestrutura e o monopólio sobre o tráfego de dados, reduzindo o potencial de inovação e disponibilidade de conteúdos, aplicativos e serviços, assim como a liberdade de escolha do usuário.

Em primeiro lugar é importante ressaltar que um pacote restrito de serviços descaracteriza o que é a internet - rede formada por inúmeros dispositivos capazes de compartilhar informações entre si, que possibilita infinitas formas de comunicação, independentemente da localização geográfica e do poder aquisitivo do usuário. E é justamente essa característica universal que torna a internet o que ela é, um serviço essencial. Ao ofertar o “básico”, além de monopolizar e controlar quem ou o quê circula na rede, acaba-se por depreciar aquilo que há de mais valioso nela, a forma horizontal com a qual as pessoas se comunicam e se expressam por meio dos mais variados serviços e plataformas, assim como a capacidade de pequenas start-ups competirem com grandes empresas como o Facebook.

Segundo, por que esse acesso não é gratuito. O Facebook e suas empresas parceiras, além das operadoras de telefonia, capitalizam milhares de reais com a venda de dados, metadados, geolocalização e dados de comportamento em um mercado totalmente desconhecido pelo consumidor. Ao se acessar aplicativos, possibilita-se um lucro incalculável às empresas. A ausência de uma lei de proteção de dados no País apenas agrava esse cenário de assimetrias, pois faz com que hoje os possíveis usuários dos serviços que serão disponibilizados pelo Internet.org fiquem vulneráveis aos interesses comerciais e às pressões políticas que uma empresa com sede nos Estados Unidos está sujeita.

Por fim, sabe-se que os aplicativos autorizados pelo Facebook não dão suporte a protocolos de segurança que protejam o usuário de malwares e até mesmo de interferências não autorizadas por parte dos governos.

Ainda cabe dizer que acordos desse tipo comprometem o desenvolvimento de culturas regionais e o direito de acesso à informação ao violar outro princípio fundamental do Marco Civil que é a liberdade de expressão. Em geral, plataformas como Facebook controlam por meio dos seus algoritmos e termos de uso os conteúdos e dados que circulam na rede, determinando de maneira centralizada e de acordo com critérios próprios e pouco transparentes, os conteúdos mais visualizados pelos usuários. Não é incomum que usuários desses serviços tenham conteúdos legais censurados de maneira arbitrária.

Após o envio da carta, as entidades, entre elas o Idec, submeteram um pedido de acesso à informação ao Ministério da Ciência e Tecnologia, ao Ministério das Telecomunicações e à Presidência da República na tentativa de obter detalhes sobre o anunciado acordo.


Via IDEC


Cientistas criam robô capaz de superar limitações de forma inteligente


Inspirados na capacidade dos animais de se adaptar a lesões e ferimentos, cientistas da França e dos Estados Unidos criaram robôs capazes de se ajustar a defeitos em menos de dois minutos, recuperando sozinhos a capacidade de realizar as tarefas originais. Em experimento, descrito na quarta-feira, 27, na revista Nature, um robô de seis pernas conseguiu se adaptar para se locomover mesmo quando duas delas estavam quebradas.

Outra demonstração foi feita com um braço robótico que, com várias juntas defeituosas, aprendeu sozinho a modificar os movimentos para colocar um objeto no lugar correto.
Os feitos foram possíveis graças ao desenvolvimento de um novo algoritmo batizado de Tentativa e Erro Inteligente. Com ele, robôs realizam rápidos experimentos, após a ocorrência de um defeito, até que descubram comportamento inédito que compense as limitações impostas pelo problema.

Segundo os autores, a inovação se baseou nas estratégias dos animais de se adaptar a danos. O princípio é o mesmo usado por uma pessoa que, após machucar o tornozelo, encontra maneira de andar apesar do ferimento. Com o novo algoritmo, cientistas esperam que, no futuro, robôs possam superar uma de suas principais limitações, que consiste em parar de funcionar ao surgir um defeito.

"Quando são feridos, os animais não começam a aprender do zero. Têm intuições sobre diferentes formas de se comportar. Essas intuições permitem que selecionem, de forma inteligente, alguns comportamentos para testar. Depois de testes, escolhem um que funcione, apesar do ferimento. Criamos robôs que conseguem fazer isso", disse um dos autores do estudo, Jean-Baptiste Mouret, da Universidade Pierre and Marie Curie (UPMC), na França.

Ao ser programado para uma tarefa, o robô usa simulação computacional de si mesmo para criar um mapa detalhado do espaço onde desempenhará a ação. Esse mapa representa as "intuições" do robô sobre diferentes comportamentos possíveis e sobre a eficiência de cada um deles. Quando o robô sofre um dano, ele usa essas "intuições" para orientar o algoritmo de tentativa e erro, que o conduz a rápidos experimentos até descobrir o comportamento compensatório adequado.

De acordo com outro dos autores, Antoine Cully, também da UPMC, cada comportamento testado pelo robô é como um experimento. Se um deles não funciona, o robô é inteligente o bastante para descartá-lo e tentar outra opção. "Se, por exemplo, andar apoiado com ênfase nas pernas de trás não estiver funcionando bem, ele tentará andar com ênfase nas pernas da frente. O que nos surpreendeu foi a rapidez com que consegue aprender uma nova maneira de andar", disse Cully.

Futuro
O mesmo algoritmo permite que robôs se adaptem a situações imprevistas. A técnica, segundo os cientistas, ajudará a desenvolver robôs mais robustos, eficientes e autônomos no futuro. "Pode permitir a criação de robôs que ajudem equipes de resgate, dispensando atenção contínua. Pode também tornar mais fácil a criação de robôs de assistência pessoal que continuem a ser úteis mesmo quando têm uma peça quebrada", disse outro autor, Danesh Tarapore, da UPMC.

Segundo ele, no futuro, os robôs poderão atuar em situações como o acidente nuclear de Fukushima, substituindo voluntários humanos que foram submetidos a altas doses de radiação. Poderiam ainda combater incêndios florestais e fazer tarefas domésticas. Cully disse que uma de suas motivações para criar novos robôs é ajudar pessoas doentes e idosos.

Para outro autor, Jeff Clune, da Universidade de Wyoming (EUA), a inovação é importante passo em direção a robôs capazes de trabalhar fora de ambientes confinados e controlados, como laboratórios e fábricas.





Via
EM


Aumenta número de brasileiros convertidos ao Islã


 Todos os sábados, um grupo de aproximadamente 60 fiéis ocupa o terceiro andar da mesquita do Pari, no centro da capital, para uma aula de duas horas sobre o Alcorão. São comerciantes, médicos, artistas, estudantes, ricos e pobres, de 18 a mais de 60 anos de idade. À esquerda da sala ficam os homens, enquanto as mulheres sentam-se à direita, e todos escutam o que tem a dizer Rodrigo de Oliveira Rodrigues, um gaúcho de 39 anos. À frente da Liga da Juventude Islâmica Beneficente do Brasil, instituição sunita, ele é o primeiro líder em São Paulo a fazer cerimônias em português.
"A maior parte das mulheres já está à procura de alguma religião quando chega ao Islã, mas os homens vêm mais por curiosidade, gostam e ficam", diz Rodrigues sobre o perfil de muçulmanos brasileiros não árabes. Filho de pais católicos, o sheik converteu-se por volta dos 14 anos em Porto Alegre. Depois de um curso na Arábia Saudita, ele se tornou referência religiosa no Sul e há menos de dois anos foi chamado para ser o primeiro sheik brasileiro em uma mesquita administrada por libaneses. Rodrigues diz que até dez pessoas por mês são convertidas no Pari.

Hoje são cada vez mais brasileiros não árabes no Islã. A religião está se estruturando nas periferias, crescendo nos centros e se misturando com outras culturas. Só na região metropolitana são 11,4 mil muçulmanos, segundo o Censo 2010 - o País tem 35 mil fiéis. São Bernardo do Campo e Guarulhos têm as maiores comunidades, mas Embu das Artes e Francisco Morato ganham destaque com a conversão crescente de não árabes.

"Eu queria entender o que se passava na cabeça dos muçulmanos, então fui procurar conhecê-los e tive um choque muito grande", diz o estudante de Ciências Contábeis Antonio Pires, de 28 anos, de Itaquaquecetuba. Pires conta que esperava encontrar radicais quando começou a pesquisar sobre a religião, há três anos, movido inicialmente pela curiosidade por política do Oriente Médio. Encontrou uma religião com bases semelhantes às do cristianismo e do judaísmo.
"Eu passei a estudar o Alcorão, comecei a procurar na internet sites e vídeos, e eu não tinha conhecimento nenhum (sobre a religião) aqui no Brasil." Em aproximadamente um ano, Pires estava convertido, havia recebido o nome árabe Ali e frequentava o curso de Rodrigues.

A trajetória do universitário é um exemplo típico da história mais contada em comunidades do centro e da periferia para explicar o crescimento do Islã entre brasileiros. Intrigados pelo estigma da religião associado ao terrorismo desde o ataque ao World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, os curiosos encontram um universo diferente nas mesquitas.

Vários recém-chegados à religião enfrentam resistência em casa. "Eles (parentes) não entendiam e pensavam que fosse me tornar um extremista, porque a religião aqui não é difundida e as pessoas não têm acesso à informação", conta Pires, de família de formação cristã e espírita. Não foi diferente com Daud Jihad Al Hassan, de 21 anos, que tem mãe evangélica e prefere não revelar seu nome brasileiro por já ter sido skinhead. "Minha mãe achou que iam me levar para Israel para ser homem-bomba", conta.

Nascido em Poá, na zona leste de São Paulo, ele teve seu primeiro contato com a religião quando conheceu uma família de estrangeiros no prédio em que trabalhava como segurança. Os costumes da família e a forma como as mulheres se vestiam intrigavam Hassan, e ele foi até a mesquita de Mogi das Cruzes para tirar dúvidas sobre o papel de Jesus no islamismo, a função do véu na vestimenta das mulheres e o conceito de guerra santa. "Também tirei dúvidas sobre as orações, porque já estava querendo me converter." Hoje, ele vive com sua noiva, de Paraisópolis, que também abraçou o islamismo, em uma mussala - espaço para as cinco orações diárias - em Embu das Artes.


As novas conversões estão gradualmente mudando também o perfil das pessoas que frequentam as mesquitas mais tradicionais de São Paulo. O ex-rapper e ativista Honerê Al Amin, fundador do grupo de cultura hip-hop Posse Haussa, é atualmente uma das figuras mais conhecidas na mesquita de São Bernardo do Campo, historicamente frequentada por descendentes de sírios e libaneses. "Hoje eu encontro um grupo razoável de brasileiros frequentando as mesquitas, coisa que dez anos atrás você não imaginava que poderia acontecer."



As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Via EM



Os Dez Mandamentos alcança 14,5 pontos e bate novo recorde de ibope

 A novela Os Dez Mandamentos, da Rede Record, alcançou um novo recorde de ibope nesta semana. O episódio da última terça-feira (26) atraiu mais telespectadores e fez com que trama bíblica registrasse 14,5 pontos de audiência.

O recorde da novela até então era de 14 pontos, número registrado nos primeiros episódios e que se estabeleceu em cerca de 12 pontos até que na semana passada voltou a crescer. Cada ponto do ibope representa 65 mil domicílios na Grande São Paulo.

Com esse número a emissora de Edir Macedo voltou a ocupar o segundo lugar de audiência no horário, perdendo apenas para a Rede Globo.

Essa é a primeira novela bíblica da Record que já investiu em minisséries com temas religiosos e alcançou grande sucesso com o público brasileiro. A produção custa milhares de reais e tem dado retorno para a emissora que já planeja a continuação.

“Os Dez Mandamentos” conta a história de Moisés, desde seu nascimento até a fase adulta quando ele guia os hebreus pelo deserto. A novela é escrita por Vivian de Oliveira com direção de Alexandre Avancini.


 Com informações Veja


Celulares de seis estados passam a ter nono dígito a partir deste domingo


As ligações para celulares de Pernambuco (DDDs 81 e 87), Alagoas (82), Paraíba (83), Rio Grande do Norte (84), Ceará (85 e 88) e Piauí (86 e 89) terão que incluir o nono dígito a partir deste domingo (31). A medida, que já vale para outros estados, consiste em digitar 9 antes dos outros oito números do telefone.
Essa regra vale tanto para chamadas feitas a partir de telefones fixos, públicos ou privados, quanto de outros celulares, independente da operadora e do local de onde a pessoa está ligando. Também será preciso incluir o nono dígito para enviar mensagens de texto.

Já as ligações para telefones fixos nesses estados não mudam.

De acordo com a Anatel, haverá um período de transição, que vai até 9 de junho, em que as chamadas para os celulares daqueles cinco estados serão completadas digitando-se oito ou nove números. Entre 10 de junho e 9 de julho, quem discar apenas os oito dígitos passará a ouvir uma mensagem sobre a mudança. A partir de 10 de julho, apenas as chamadas com nono dígito serão completadas.

No caso das mensagens de texto, o convívio duplo também acontece até 9 de julho. Depois dessa data, a ausência do nono dígito vai impedir que a pessoa receba a mensagem.

Todos celulares terão nono dígito até 2016
O plano da Anatel prevê que até 2016 todos os celulares do país terão o nono dígito. Essa medida foi adotada devido à escassez da oferta de novos números em grandes centros, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas será estendida ao restante do Brasil para padronizar os números e evitar confusão.

O cronograma prevê a implantação do nono dígito em Minas Gerais, Bahia e Sergipe a partir de 11 de outubro. Na última fase de implantação, no ano que vem, serão atingidos os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rondônia, Acre, Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além do Distrito Federal.

Em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará e Maranhão, o nono dígito já está em vigor.



Via G1


Estímulo a crédito pode impedir que setor imobiliário quebre


O remanejamento de 22,5 bilhões de reais para o crédito imobiliário, anunciado na última quinta-feira (28) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é essencial para impedir que o setor entre em colapso em um momento de alta de juros e de restrições nos financiamentos habitacionais. A avaliação é de economistas e empresários do setor ouvidos pela Agência Brasil.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins, disse que as medidas de estímulo mostram que o governo resolveu interferir para impedir que o setor imobiliário se retraia ainda mais depois de um primeiro trimestre de contração na economia. “O reforço no crédito imobiliário demonstra que o governo resolveu olhar para o setor. Até agora, não tínhamos sinal nenhum de ações do governo”.

Para recuperar a construção civil, no entanto, o governo diz que medidas adicionais são necessárias. “Imaginamos que isso seja só o começo de medidas que ponham o setor novamente nos trilhos. Além do setor imobiliário, é necessário estimular a construção pesada, o que deve vir com o anúncio das parcerias público-privadas, das novas concessões de infraestrutura e da terceira fase do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, acrescentou o empresário.

O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, aprovou o remanejamento do compulsório – parcela que os
bancos são obrigados a manter retida no Banco Central – para o crédito imobiliário. Apesar de a medida beneficiar um segmento da economia, ele considera o estímulo válido para impedir o agravamento da crise no mercado de imóveis.

“Na verdade, o governo favoreceu o crédito direcionado [destinado a setores específicos da economia] contra o crédito livre [para qualquer tomador de empréstimo]. Mesmo assim, a medida é importante para evitar que um setor importante da economia como o mercado imobiliário sofra ainda mais com a elevação da taxa Selic [juros básicos da economia] e estimule os investimentos”, disse.

O economista, no entanto, faz uma ressalva e entende que a retomada dos financiamentos habitacionais depende muito mais das expectativas em relação à economia do que ações isoladas. “As mudanças nas regras podem levar a resultados melhores no setor imobiliário. Pode porque não adianta oferecer crédito se o empresário não quiser investir na construção de imóveis porque a demanda está baixa”.

Diretora comercial do Banco Máxima, especializado em crédito imobiliário, Cláudia Martinez não considera o remanejamento do compulsório a medida mais importante para o setor. Para ela, a ampliação dos prazos mínimos da Letra de Crédito Imobiliário (LCI) de 60 para 90 dias ajudará a fornecer mais capital para instituições financeiras pequenas e médias em tempos de fuga de recursos da caderneta de poupança.

Segundo Cláudia, o alongamento nos prazos ajuda a evitar o uso das LCI como instrumento de especulação e vai canalizar recursos para os bancos concederem empréstimos imobiliários. “As LCI estão sendo cada vez acionadas como um instrumento importante para a manutenção do segmento imobiliário. Elas são uma alternativa à incapacidade do sistema financeiro de suprir a demanda do mercado e manter minimamente a economia em pé”.

As LCI são títulos privados que permitem aos bancos captar recursos para serem emprestados no crédito imobiliário sem recorrerem à poupança. A maior fonte de dinheiro para esse tipo de empréstimo vem da exigência de que 65% dos depósitos na poupança sejam aplicados em crédito imobiliário. No entanto, a caderneta enfrenta a fuga de recursos, com retirada líquida de R$ 29,9 bilhões de janeiro a abril.

A diminuição dos recursos da
poupança fez os bancos aumentar os juros dos financiamentos imobiliários. Além disso, a Caixa Econômica Federal, que concentra 70% do crédito imobiliário no país, diminuiu o limite para o financiamento de imóveis usados, restringindo ainda mais o mercado.


Via  EXAME


Crise hídrica faz aumentar procura por análise da qualidade da água


Desconfiados da qualidade da água do volume morto do Sistema Cantareira, cada vez mais consumidores estão procurando serviços de análise de água em São Paulo e na região metropolitana. Segundo laboratórios do setor, a demanda pelo serviço também aumentou entre pessoas e empresas que estão usando fontes alternativas de água, como poços artesianos, minas e água de reuso.
O G1 ouviu cinco empresas especializadas em análise de água, que relataram um aumento de 15% a 50% na procura pelo serviço desde outubro do ano passado.

"Desde que começou a crise hídrica, aumentou substancialmente o número de amostras solicitadas para análise, em torno de 15%", doz Eduardo Thomé, gerente de vendas da empresa Microambiental. "O mais interessante é que mais pessoas físicas têm demandado esse tipo de serviço, como donas de casa e condomínios residenciais"

No laboratório Bachema, o aumento da busca por esse tipo de teste chegou a 50%. Lá, a demanda parte tanto da população quanto de empresas, principalmente devido à percepção de características diferentes na água como odor e gosto diferente.

Falta de limpeza da caixa d'água
Nem todos os laboratórios têm registrado mudanças nos resultados dos testes. No caso da Microambiental, foi observada uma quantidade maior de microorganismos nas amostras. Já as outras empresas ouvidas não registraram uma piora nos resutlados dos testes.

Outro fator que tem comprometido a qualidade da água que chega ao consumidor, segundo relato das empesas, é a
resistência dos consumidores em limpar as caixas d’água. Empresas, condomínios e residências têm evitado o procedimento para não precisar esvaziar o reservatório, pelo temor de não conseguir enchê-lo novamente.

Dona do laboratório Biolacqua, Rose Marie Serafim explica que a coleta da água para análise é feita diretamente da rede, antes de ela passar pela caixa d’água. “Depois que a água entrou no reservatório, a responsabilidade é da pessoa de fazer a manutenção. As pessoas não estão limpando a caixa d’água e isso está afetando a qualidade da água da torneira.” Desde novembro, a empresa registrou um aumento de 40% na busca pelo serviço de análise de água.

Fontes alternativas de água


 No laboratório Cascardi, a maior demanda tem sido a de condomínios e casas que querem testar se podem usar com segurança água de algum sistema de reuso ou de poço artesiano. “Querem saber se é seguro usar para irrigação de jardim, lavagem de roupa. É importante fazer o teste para a pessoa ter uma ideia da condição da água. Por mais limpa que possa parecer, não quer dizer que não haja contaminantes”, diz Gabriela Miorim Nóbrega, gerente técnica da empresa, que observou 15% de aumento por essa procura no último trimestre do ano passado.

Experiências parecidas foram relatadas pelos laboratórios Labortechnic e Microambiental, que teve até que aumentar o número de funcionários dedicados ao procedimento. “A preocupação com a qualidade da água é visível”, diz Thomé.

Veja dicas sobre como garantir a qualidade da água
- Antes de usar a água proveniente de sistemas de reuso, de poços artesianos ou de minas, é importante testar a qualidade dessa água em laboratório especializado

- O fato de a água ser tranparente e sem cheiro não significa que não haja contaminação

- Existem vários testes de qualidade de água. Para verificar se ela é segura para o consumo humano, os testes devem seguir a Portaria 2.914, de 2011, do Ministério da Saúde

- A Sabesp recomenda que a limpeza da caixa d'água seja feita a cada seis meses. Veja as
recomendações que devem ser seguidas no procedimento.

Via G1


sábado, 30 de maio de 2015

Partidos protocolam no STF pedido de suspensão da reforma política


Um grupo de 61 deputados federais de seis partidos protocolaram neste sábado, 30, um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da votação da Proposta e Emenda Constitucional 182/2007, a PEC da Reforma Política. O documento ainda não distribuído para nenhum ministro.

O grupo é liderado por 36 parlamentares do PT que acusam o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de "ato coator" contra as regras da Casa para conseguir aprovar uma emenda aglutinativa no âmbito da PEC para conseguir aprovar o financiamento empresarial a partidos. O documento é assinado por parlamentares de mais cinco partidos: PPS (8 deputados), PSB (6), PCdoB (6), PSOL (4) e PROS (1).

O apoio dessas legendas foi angariado pelo deputado Alessandro Molon (PT-RJ), depois que a bancada rachou e o partido decidiu não subscrever a ação sozinho. "Estamos recorrendo ao STF porque não aceitamos esta violação da Constituição cometida pelo presidente da Câmara para liberar a doação de empresas. Não aceitamos essa manobra. Isso é golpe", disse.

O pedido de suspensão da tramitação da PEC é feito para que o STF decida sobre a aprovação da emenda do PRB, recolocando na pauta da votação o financiamento privado.

No Congresso, o tema foi aprovado na última quarta-feira, 27, um dia após as doações de empresas terem sido rejeitadas em plenário.

O texto do documento acusa Cunha de promover uma "ruptura com os costumes democráticos da Casa" ao encerrar a comissão especial que discutia a reforma, por discordar do relatório em confecção. "O trabalho de meses era preterido pelo que se poderia apresentar, literalmente, da noite para o dia", registra o mandado de segurança.


Via Hoje em Dia


Acidente na Usina Belo Monte deixa três feridos e três desaparecidos; veja vídeo


Três pessoas estão desaparecidas há quase 12 horas no canteiro de obras da Usina de Belo Monte, no Pará, depois que um dos silos da central de concreto, na área industrial da obra, desabou durante uma operação de descarga de um caminhão. O acidente aconteceu por volta de 2h e funcionários da obra e homens do Corpo de Bombeiros estão trabalhando nas buscas.

Segundo o Consórcio Construtor Belo Monte, mais três pessoas foram atingidas pelo desabamento. Elas foram socorridas por equipes médicas do Corpo de Bombeiros, dois com ferimentos leves, já liberados, e uma com fratura no ombro.

Em vídeo do acidente, duas das vítimas aparecem cobertas de cimento e sendo lavadas por outros funcionários. Assista



 
Via IG


Com medo de confisco, Ricardo Teixeira põe mansão de R$ 22 mi à venda em Miami




Ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira colocou a mansão que tem em Miami à venda. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o ex-mandatário anunciou a casa em corretoras de imóveis da Florida após ter conhecimento, ainda em 2014, que J.Hawilla estava colaborando nas investigações da polícia dos EUA.

Também brasileiro, Hawilla é réu confesso nos escândalos de corrupção da Fifa, que causaram a prisão de sete dirigentes na Suíça na última quarta-feira (27). O empresário, dono da Traffic, foi parceiro da CBF na gestão de negócios na época de Teixeira e fez um acordo com a Justiça norte-americana ao confessar crimes de lavagem de dinheiro, extorsão, fraude eletrônica e obstrução da justiça. No acordo, Hawilla vai pagar multa de 151 milhões de dólares (R$ 475 milhões).

Conforme a matéria da Folha, Teixeira teme perder a mansão com as investigações que já prenderam José Maria Marin, seu parceiro e sucessor na CBF.

A propriedade fica no luxuoso condomínio The Polo Club Boca Raton, tem até uma marina particular e foi adquirida pelo cartola por R$ 22 milhões em 2012, quando ele renunciou à presidência e deixou o Brasil para morar nos EUA.

Segundo a reportagem, a pressa de Teixeira é grande e ele aceitaria vender a mansão por um preço mais baixo. A casa foi comprada da ex-tenista Anna Kournikova, que demorou nove meses para concretizar a negociação. Pouco antes da Copa do Mundo do ano passado, Ricardo voltou a morar no Rio de Janeiro e leva uma vida luxuosa na cidade.


 (Via: R7)

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