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terça-feira, 20 de maio de 2014

Entenda a diferença entre poupar e investir

Bom dia!

Você sabe qual é a diferença entre poupar e investir?

Segundo o sócio diretor da Soma Invest, Janser Rojo, muitas pessoas não sabem responder a essa questão. A dica, então, é pensar no objetivo de cada ação.

— Poupar é guardar dinheiro para usá-lo no futuro, comprar alguma coisa com ele. Investir é juntar dinheiro, não mexer nele, para que ele gere rendimentos e, aí sim, usar os lucros mais para frente. É o recomendado para quem quer viver de renda no futuro, por exemplo.

Rojo usa uma metáfora para falar das duas ações. Poupar e gastar depois o dinheiro é como cuidar de uma galinha de ovos de ouro e vendê-la. Já investir a grana é como cuidar da galinha e vender apenas os ovos (comparados pelo especialista ao lucro do investimento).


R7 Economia


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dicas importantes para cuidar de sua Saúde Financeira

1 A procrastinação: Na segunda-feira eu começo

Montar um orçamento, cortar gastos, escolher aplicações financeiras, ler sobre investimentos e acompanhá-los dá trabalho, isso é fato. Por isso mesmo, até quem é dotado de imensa boa vontade para

organizar as próprias finanças e multiplicar o patrimônio sofre do hábito de adiar o início dos trabalhos indefinidamente. O primeiro passo nunca é dado hoje, mas na segunda-feira, no ano que vem, quando eu ganhar um aumento, ou na melhor das hipóteses, amanhã.
2 A preguiça: Ah, dá muito trabalho! Vou permanecer onde estou

Dá trabalho mesmo. Consumir, poupar e investir bem dá trabalho sim. Formar poupança leva tempo; consumir de maneira inteligente requer pesquisa de preços e resistência a certas tentações; pegar um financiamento exige pesquisa de taxas em diferentes instituições financeiras; e investir bem precisa de certo estudo sobre as opções de investimento, entendimento dos riscos e a busca da melhor instituição financeira para o seu objetivo.
Toda essa pesquisa de preços e empresas pode desestimular muita gente. O resultado pode ser a solução financeiramente mais venenosa: a opção por uma aplicação financeira de baixo rendimento e altas taxas, no seu próprio banco, indicada por um gerente que deseja bater metas, mas que não necessariamente vai indicar a aplicação mais adequada ao seu perfil; a compra de um produto caro na primeira loja em que se entra; ou a adoção das linhas de crédito mais caras – e cômodas – do mercado: o cartão de crédito e o cheque especial.

3 O imediatismo: Aposentadoria? Eu quero é juntar dinheiro para viajar!

Muito se fala sobre investir para o longo prazo – tanto para pagar menos na compra de um bem à vista ou com o mínimo de financiamento, quanto para garantir uma aposentadoria confortável ou ainda obter a melhor rentabilidade com produtos financeiros mais arriscados e de maior retorno.
Mas falar é fácil. Na prática, a maioria das pessoas está mais preocupada em juntar dinheiro para viajar nas próximas férias ou com o limite do cartão de crédito do que propriamente em poupar para prazos mais longos. O consumo imediato nos parece muito mais atraente do que o conforto no futuro distante. Quem nunca ouviu chavões como “a vida é curta”, “é preciso viver o agora” ou “viva o dia de hoje como se fosse o último”?

4 O “mimimi”: Eu não ganho o suficiente para enriquecer & etc.
Realmente a renda é um fator limitador para o quanto uma pessoa pode enriquecer. Mas não é preciso ter uma renda altíssima para fazer algo de bom pela sua vida financeira. Muitos problemas financeiros, como alguns casos de endividamento, consumo excessivo ou péssimas escolhas de investimento, são mais um problema de organização e disciplina do que propriamente de renda.
Ainda assim, reclamar dos desafios parece ser mais fácil. Quem nunca disse – ou ouviu – uma das seguintes “desculpas” ao se falar sobre poupança, investimentos e planejamento financeiro: “eu ganho pouco”, “não tenho tempo”, “dá muito trabalho” ou “já aceitei que vou morrer pobre mesmo”?

5 O comodismo: Ele tem talento para ganhar dinheiro, mas eu não
Na opinião do consultor financeiro e fundador da Academia do Dinheiro, Mauro Calil, uma das maiores falácias que levam à imobilidade na vida financeira é o mito do talentoso. Trata-se da crença de que se alguém tem sucesso profissional e financeiro é porque essa pessoa tem talento, é abençoada ou tem sorte.
“Ninguém nasce campeão. O campeão precisa de preparo. A gente cultua quem tem dom, o grande craque, mas mesmo um Pelé, que nasceu com talento, se não tivesse sido preparado não chegaria lá”, diz Calil. Para ele, essa é uma crença limitadora clara para quem quer ganhar mais dinheiro e ter uma vida financeira saudável. Afinal, se o outro leva jeito para ganhar dinheiro e você não, você não precisa nem se dar o trabalho de tentar.
6 A ganância: Quero pôr todo o meu dinheiro no investimento mais rentável do momento
Não são poucas as histórias de pessoas que venderam tudo o que tinham para investir no que seria a sua grande tacada. Algumas concentram todo o dinheiro em ações e outros produtos financeiros altamente arriscados; outras acreditam em promessas de rentabilidade irreais ou esquemas para ganhar dinheiro fácil que se revelam fraudes. Há ainda aqueles que investem na aplicação mais rentável do último ano, sem atentar para o fato de que as condições econômicas mudam e que os investimentos mais rentáveis no passado não necessariamente serão os mais rentáveis no futuro.
7 A demonização do dinheiro: Se ele tem dinheiro, boa coisa não deve ser!
Calil cita frequentemente que uma das crenças mais limitadoras da vida financeira saudável é a aversão que muitas pessoas, notadamente no Brasil, têm ao dinheiro. O dinheiro frequentemente é visto como algo sujo, que corrompe as pessoas. Mas segundo o consultor, o dinheiro em si não é bom nem mau.
Aqueles que endeusam o dinheiro de fato podem acabar desenvolvendo um comportamento ganancioso e antiético para obtê-lo. Mas isso não necessariamente ocorrerá com aqueles que enxergam o dinheiro como o que ele de fato é: um instrumento para se alcançar alguns sonhos. “Muita gente gosta de dizer ‘Sou uma pessoa simples, me contento com pouco’. Mas ter dinheiro não tem nada a ver com se contentar com pouco ou ter bom caráter”, diz Calil.





quarta-feira, 23 de abril de 2014

Faltando 8 dias mais da metade dos contribuintes ainda não enviou IR 2014

Mais da metade dos contribuintes ainda não enviou sua declaração de Imposto de Renda de 2014. Até esta terça-feira (22), mais de 13 milhões haviam entregue o documento. Esse número representa 48,52% das declarações estimadas para este ano (27 milhões no total).

Segundo o último balanço da Receita Federal, divulgado às 17h desta terça-feira (22), foram enviadas 13,1 milhões de declarações até esse horário. O prazo termina em 30 de abril.

Contribuintes com certificação digital ou representantes com procuração eletrônica receberão, pela primeira vez, a declaração pré-preenchida.

Por meio do Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC), eles têm acesso ao documento preenchido com antecedência pelo Fisco e só precisam confirmar as informações para enviar a declaração.

Como nos outros anos, o contribuinte que enviar a declaração mais cedo deverá receber a restituição nos primeiros lotes, a menos que haja inconsistências, erros ou omissões no preenchimento.

Também terão prioridade no recebimento das restituições os contribuintes com mais de 60 anos, conforme previsto no Estatuto do Idoso, além de pessoas com doença grave ou deficiência física ou mental.


Fonte: Com informações do UOL


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Focus eleva ainda mais previsão para inflação em 2014

A projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2014 saltou de 6,35% para 6,47% na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 14, pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de 6,11%. Para 2015, a projeção subiu de 5,84% para 6,00%. Há quatro semanas, a expectativa era de 5,70%. A previsão de inflação para os próximos 12 meses à frente subiu de 6,07% para 6,12%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 6,12%.
Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2014 no cenário de médio prazo recuou de 6,57% para 6,49%.
Para 2015, a previsão dos cinco analistas subiu de 6,00% para 6,27%. Há quatro semanas, o grupo apostava em altas de 5,99% para 2014 e 5,78% para 2015. Entre todos os analistas ouvidos pelo BC, a mediana das estimativas para o IPCA de abril aumentou de 0,61% para 0,69%. Há quatro semanas, estava em 0,56%. Para maio, a projeção ficou estável em 0,45%.

Yahoo


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Queda de preços em habitação alivia inflação em São Paulo

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, apresentou leve redução no ritmo de alta, ao passar de 0,74%, no encerramento de março, para 0,73%, na primeira prévia de abril.
O resultado reflete, principalmente, o recuo de 0,13% no grupo habitação, ante uma queda de 0,01%. Também diminuiu a intensidade de alta nos grupos transporte (de 0,81% para 0,62%), vestuário (de 0,45% para 0,30%) e educação (de 0,06% para 0,05%).
Mas quem vai às compras ainda sente o orçamento mais apertado por causa dos reajustes de preços dos alimentos, que tiveram a sexta elevação seguida. Desde a terceira quadrissemana de fevereiro, o valor pago pelos itens alimentícios vem subindo e atingiu, nessa primeira prévia de abril, 2,22% ante 2%, no fechamento de março.
Houve elevação em ritmo acima da pesquisa anterior nos grupos despesas pessoais (de 0,67% para 0,77%) e saúde (de 0,50% para 0,57%).

Fonte: IG


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Para dar conta de gastos essenciais, salário mínimo deveria ser de R$ 2.992

Em março, os preços dos produtos alimentícios essenciais (que compõem a cesta básica) subiram em 16 das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Segundo a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese nesta sexta-feira (4), as maiores elevações foram apuradas em Campo Grande (12,85%), Goiânia (12,61%), Porto Alegre (12,52%) e Curitiba (12,29%).
Manaus e Belo Horizonte, por outro lado, apresentaram retrações de -1,25% e -0,41%, respectivamente, no preço dos produtos.
Porto Alegre foi a capital onde se apurou o maior valor para a cesta básica (R$ 356,17), seguido de São Paulo (R$ 351,46), Florianópolis (R$ 345,63) e Rio de Janeiro (R$ 345,11).
Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 225,82), João Pessoa (R$ 263,17) e Natal (R$ 271,31).
Com base no custo apurado para a cesta de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente quanto deveria ser o valor do salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas. Em março deste ano, o valor deveria ser R$ 2.992,19, ou seja, 4,13 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724.
Em fevereiro, o mínimo necessário era menor, equivalendo a R$ 2.778,63 ou 3,84 vezes o piso vigente.
Em março de 2013, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a 2.824,92, ou seja, 4,17 vezes o mínimo em vigor à época, de R$ 678.
Variações
No primeiro trimestre de 2014, 16 das 18 capitais apresentaram alta nos preços da cesta básica. As maiores elevações situaram-se em Goiânia (12,88%), Brasília (11,49%), Campo Grande (9,43%) e Rio de Janeiro (9,38%). As retrações foram verificadas em Belo Horizonte (-4,94%), e Natal (-0,75%).
Em 12 meses — entre abril de 2013 e março último — houve aumento em 12 cidades, sendo as maiores altas em Florianópolis (12,45%), Curitiba (11,80%), Porto Alegre (10,63%) e Rio de Janeiro (9,56%). As retrações foram observadas em Belo Horizonte (-8,38%), Aracaju (-8,18%), Manaus (-6,18%), João Pessoa (-4,18%), Salvador (-3,02%) e Natal (-2,84%).



terça-feira, 1 de abril de 2014

FMI alerta para concentração no setor bancário

O número de bancos vem caindo nos principais países e as grandes instituições financeiras estão cada vez maiores, mostra um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado na segunda-feira. No Brasil, o relatório mostra que a concentração do setor também subiu e os três maiores bancos do país, que em 2006 respondiam por 35% dos ativos bancários, passaram a responder por 55%.
A concentração é ainda maior em países como Canadá, França e Espanha, onde os três maiores bancos possuem mais de 60% dos ativos do setor. Em média, destaca o FMI, esse porcentual é de 40% nas economias avançadas e em emergentes.
"O alto grau de concentração traz um alto grau de potencial risco sistêmico. Problemas ou a falência de um dos três maiores bancos podem desestabilizar todo o sistema financeiro de um país", alerta o FMI no estudo. Em parte, porque as operações de tal banco não podem ser facilmente substituídas por outra instituição. Outro motivo é pela alta interconexão do banco quebrado com outras instituições financeiras. Além disso, a falência pode provocar uma crise de confiança de todo o sistema, destaca o estudo.
O número de bancos caiu em países avançados e emergentes. Nos EUA, por exemplo, havia 10 mil bancos em 2000 e agora há aproximadamente 7 mil. No Japão, eram 850 e o número caiu para cerca de 650. Na Índia, o total de bancos baixou pela metade, de 300 para 150. Muitos destes bancos faliram na crise de 2008, mas em vários países os próprios governos encorajaram a consolidação do setor bancário, ressalta o FMI.
Ao mesmo tempo, o peso do setor bancário na economia aumentou em diversos países e a participação dos ativos financeiros no Produto Interno Bruto (PIB) cresceu nos últimos anos. Nos EUA, por exemplo, passou de 70% em 2000 para quase 90%. Na zona do euro, de 250% para 350% no mesmo período. O estudo não traz os números do Brasil.
"Os bancos continuam a ficar maiores e há menos bancos em operação", destaca o FMI no material enviado à imprensa comentando o estudo. O documento faz parte do relatório Estabilidade Financeira Global, que será divulgado na íntegra na reunião do FMI que começa dia 7 de abril em Washington.
No relatório, o FMI também recomenda que os governos reforcem as reformas nos grandes bancos. Desde a crise de 2008, com a quebra do Lehman Brothers, progressos foram feitos, mas a agenda de mudanças ainda está incompleta e os reguladores têm injetado bilhões para evitar problemas ou a quebra de grandes instituições.
Apenas na zona do euro, a estimativa apresentada no estudo do FMI é que os governos despejaram cerca de 300 bilhões de dólares nos grandes bancos em 2012. Nos Estados Unidos, foram quase 70 bilhões de dólares. Estes números têm aumentado desde 2009 e são chamados pelo FMI de "subsídios implícitos".
O estudo do FMI usou uma amostra de 100 bancos considerados sistemicamente importantes, incluindo o Banco do Brasil (BB) e o Bradesco, entre os brasileiros. Vários são dos EUA, como Citigroup, JPMorgan Chase e Bank of America, e da Europa, como o BBVA, Santander, ABN Amro e BNP Paribas.
O FMI ressalta que a proteção dos governos aos grandes bancos cria vários problemas, como um ambiente de competição desigual com as instituições financeiras menores e a possibilidade de tomada excessiva de riscos pelos grandes bancos. O resultado é que o contribuinte pode ter de pagar a conta se o banco quebrar e precisar ser socorrido pelo governo, como ocorreu nos EUA na crise de 2008. Só o Citibank, terceiro maior banco americano, precisou de um pacote de ajuda de Washington de 45 bilhões de dólares.
O FMI avalia que a possibilidade de acabar com o apoio dos governos aos grandes bancos parece improvável. Isso poderia, por exemplo, gerar problemas de confiança no setor bancário. Mas nas recomendações de reformas do setor, o Fundo argumenta que os reguladores precisam trabalhar para evitar problemas financeiros nesses bancos. Assim, poderiam reforçar as exigências de capital, como já vem acontecendo com os Estados Unidos. 
(com Estadão Conteúdo)