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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Dentro de 20 anos, humanos podem conhecer extraterrestres

A humanidade pode conhecer os extraterrestres dentro de 20 anos, disse na segunda-feira o administrador da NASA, o ex-astronauta Charles Bolden.


“Eu me arriscaria a dizer que a maioria dos meus colegas presentes hoje aqui afirmam que é improvável que na infinita vastidão do Universo existamos somente nós, os humanos”, declarou ele durante uma coletiva de imprensa em Washington.

Segundo Bolden e vários outros empregados da NASA, citados pela mídia britânica, os cientistas esperam que a futura geração de telescópios espaciais permita grandes descobertas , entre as quais um lugar predominante é dedicado aos planetas habitáveis e aos extraterrestres.

“Eu acredito que dentro dos próximos 20 anos nós iremos descobrir que nós não estamos sós no Universo”, disse o astrônomo Kevin Hand.

Em 2017, a NASA planeja lançar o satélite de pesquisa de exoplanetas (TESS, na sigla em inglês). E para 2018, a agência espacial estadunidense prevê o lançamento do telescópio espacial James Webb.

Perguntados por um internauta através das redes sociais se as autoridades iriam informar as pessoas sobre a eventual descoberta da vida extraterrestre, os organizadores responderam que “Sim, claro!”

“Isso seria tão extraordinário. Nós tentaríamos torná-la (a descoberta) pública o mais rápido possível. Nós queremos compartilhar a alegria da descoberta”, declarou Ellen Stofan, cientista-chefe da NASA.



quarta-feira, 28 de maio de 2014

Astrônomos brasileiros acham asteroide com órbita próxima à Terra

Astrônomos amadores brasileiros acabam de descobrir um asteroide que oferece potencial perigo para a Terra. É o primeiro objeto do tipo detectado em solo nacional. Mas os pesquisadores já tranquilizam: não existe previsão de que ele vá colidir conosco em algum momento futuro.

“A aproximação máxima que ele faz da Terra é de cerca de 7 milhões de quilômetros”, afirma Cristóvão Jacques, líder do Observatório Sonear -instalação construída com recursos privados na cidade de Oliveira, no interior de Minas Gerais.

Essa distância equivale aproximadamente a 18 vezes a separação entre a Terra e a Lua -perto, mas não apavorantemente perto.

Com o achado, que ganhou o nome oficial 2014 KP4, cumpre-se a principal meta do grupo do Sonear: buscar objetos que possam oferecer perigo para o nosso planeta.

AMEAÇA MAPEADA

O foco do grupo amador -que, além de Jacques, tem como integrantes Eduardo Pimentel e João Ribeiro- é descobrir os chamados NEOs (Objetos Próximos à Terra, na sigla inglesa).

Cerca de 90% dos asteroides ameaçadores com 1 km ou mais -porte exigido para oferecer ameaça de extinção da civilização em caso de impacto- já foram mapeados ao longo das duas últimas décadas. No total, eles são aproximadamente mil objetos.

Contudo, há muitos objetos menores, centenas de milhares, que ainda não foram catalogados e podem oferecer algum perigo à Terra, mesmo que o risco seja só em escala local.

É nessa categoria que entra o novo achado. Com diâmetro estimado entre 200 e 600 metros, ele poderia causar devastação em escala continental, no caso de uma colisão. Sua órbita, entretanto, tem uma inclinação de quase 10 graus, o que faz ele passar por “cima” ou por “baixo” da Terra (dependendo da perspectiva).

PRIMEIRA DETECÇÃO

Os amadores brasileiros primeiro detectaram o objeto utilizando um telescópio com abertura de 20 cm no dia 20 de maio.

“Não foi fácil encontrar, foram muitos dias de busca. Esse nem é o nosso telescópio principal. O principal tem 45 cm, mas estava em manutenção na ocasião”, explica Jacques.

A primeira iniciativa, ao fazer uma descoberta, é comunicá-la à União Astronômica Internacional, que então divulga a informação para que outros possam confirmar a detecção.

Jacques e seus colegas contrataram tempo em um telescópio na Austrália para seguir monitorando o asteroide quando amanheceu no Brasil, e coisa parecida fizeram astrônomos italianos.

O acompanhamento nas horas após a detecção é fundamental para que se possa determinar com mais exatidão o caminho que o objeto está fazendo em torno do Sol.

Depois de dois dias de monitoramento, ficou claro que o 2014 KP4 está numa órbita bem oval. Ele leva 3,6 anos para completar uma volta.

Em sua aproximação máxima do Sol, o objeto chega a estar a apenas 63 milhões de km da estrela (para efeito de comparação, Mercúrio, que é o primeiro planeta do sistema, fica na média a 58 milhões de km do Sol).

Quando está mais afastado, o 2014 KP4 fica a 645 milhões de km do Sol. O planeta mais próximo nessa região é o gigante Júpiter, a cerca de 778 milhões de km.

Com essa órbita achatada, o asteroide cruza a rota usual de três planetas: Vênus, Terra e Marte. “Creio que, em uma máxima aproximação, as naves que estão em Marte ou em órbita poderiam observá-lo”, diz Jacques.

Além do asteroide perigoso, o grupo do Sonear tem feito outras descobertas. Eles encontraram os primeiros dois cometas detectados por brasileiros em solo nacional e também já descobriram um asteroide membro do cinturão entre Marte e Júpiter.

(Folha de São Paulo)


sábado, 10 de maio de 2014

Índia se transforma em potência líder na área espacial

A Índia está desenvolvendo com sucesso as mais modernas tecnologias espaciais e de mísseis. Em finais de abril foram efetuados lançamentos com sucesso de mísseis de diversas classes.

Se tratou do míssil supersônico de cruzeiro BrahMos de fabrico russo-indiano e do míssil da classe “terra-ar” Akash, desenvolvido pela própria Índia. No início de maio foram testados com sucesso o míssil interceptor de altitude Prithvi Air Defence, capaz de destruir mísseis balísticos inimigos a altitudes espaciais e o novo míssil de longo alcance Astra da classe “ar-ar”.

Os mísseis Astra permitem à Índia se tornar num dos líderes no fabrico dessa poderosa arma para a força aérea, pois apenas a Rússia, os EUA, a França e a China têm capacidade para produzir sozinhos mísseis aeronáuticos que possam atingir alvos “para além dos limites de visibilidade” (beyond-visual-range, BVR).

Os êxitos dos especialistas da Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO) retiraram algum brilho aos êxitos dos seus colegas da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO). Contudo, a sonda marciana indiana Mangalyaan já percorreu, em 5 meses de voo, metade do caminho até ao Planeta Vermelho.

No dia 24 de setembro do corrente ano, a Índia poderá se tornar na primeira potência asiática a chegar a Marte. Até agora apenas a Rússia, os EUA e a Agência Espacial Europeia (ESA) realizam estudos de Marte. As tentativas da China e do Japão de enviarem sondas espaciais a Marte ainda não tiveram êxito.

Ao planejar sua missão a Marte, os especialistas indianos usaram um método bastante original. Depois de atingir a órbita da Terra, a sonda Mangalyaan usou a gravidade terrestre como uma espécie de funda ou fisga, que ajudou a lançar o aparelho em direção a Marte. Esse método permitiu-lhe economizar uma quantidade considerável de combustível.

O cientista da NASA Bruce Jakosky, que é o diretor científico do projeto da sonda orbital marciana Maven, elogiou a originalidade dos especialistas indianos.

“Até ao momento estou muito impressionado com a missão indiana. Eles colocaram (a sonda Mangalyaan) na órbita terrestre e usaram uma série de pequenos impulsos de seus jatos para aumentar a altitude. Eles usaram o último impulso para se libertarem da gravidade terrestre e usar o efeito de funda em direção a Marte. Eu penso que foi uma forma muito inteligente de o fazer”.

É notável que todo o projeto Mangalyaan custou à Índia cerca de 73 milhões de dólares. Por comparação, o programa análogo norte-americano Maven custa 671 milhões.

A missão principal da expedição Mangalyaan é desvendar um dos mistérios mais importantes: a existência de condições para a vida em Marte. Isso pode ser nomeadamente comprovado pelos vestígios de metano. Além disso, a sonda indiana irá cartografar a superfície de Marte e estudar as características climáticas do planeta.

O programa espacial indiano teve início em 1962, quando foi criada a Organização Indiana de Pesquisa Espacial. O primeiro satélite artificial indiano foi lançado em 1975 a partir de território da União Soviética. Em 2008 a sonda lunar indiana Chandrayaan-1 detectou indícios da presença de água na Lua. Em 2016 a Índia planeja lançar em direção à Lua a sonda automática Chandrayaan-2 com um jipe lunar a bordo.


sexta-feira, 9 de maio de 2014

Saturno Atingirá maior ponto de aproximação à Terra neste sábado(10)

Para quem gosta de olhar para o céu em busca de corpos celestes, este sábado (10) será um dia estratégico: o planeta Saturno atingirá o ponto de maior aproximação à Terra com iluminação completa do Sol. O fenômeno astronômico movimenta alguns clubes de observação neste sábado que convidam o público a ver e fotografar o planeta e suas luas.

Este é o caso do Clube de Astronomia de Brasília (CasB), que realiza uma observação pública com telescópios na Praça dos Três Poderes. Em Olinda (PE), o grupo Espaço Astronomia da prefeitura da cidade promove um momento de observação na orla de Olinda, próximo à Praça Duque de Caxias.



Já a Associação Norte-Rio-Grandense de Astronomia (Anra) realiza a observação no espaço externo do Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O melhor momento de observação acontece a partir das 18h, mas depende de condições climáticas favoráveis.

Sobre a Oposição de Saturno

O evento astronômico ocorre quando o Sol, Terra e Saturno ficam alinhados. De acordo com o Grupo de Apoio em Eventos Astronômicos de Natal, Saturno ficará do lado oposto ao Sol, alinhando-se com a Terra. Assim, trata-se da melhor aproximação em relação a Terra. O Sol irá se por de um lado e Saturno surgirá do lado oposto totalmente iluminado durante a noite na Terra.

Alguns dados sobre o planeta:

Distância média ao Sol: 1.430.000.000 Km
Distância mínima a Terra: 1.280.000.000 Km
Rotação em torno de seu eixo: 10,5 horas
Translação em torno do Sol: 30 anos
Diâmetro equatorial: 108.728 km
Temperatura média: - 125 graus Celsus



Fonte: Portal EBC
Foto: Wikimedia Commons


Nasa tenta ajudar a salvar Terra de asteroides mortais

SÃO JOSÉ, CALIFÓRNIA - Com nada menos que o futuro do planeta Terra em jogo, a Nasa decidiu recorrer a sugestões externas para detectar e rastrear asteroides que tenham o potencial de acabar com a vida tal como a conhecemos.

Depois que um asteroide previamente não detectado de 19 metros de largura explodiu sobre a Rússia em fevereiro de 2013, liberando uma força equivalente à explosão de 500 mil toneladas de TNT, a Nasa lançou uma série de concursos para rapazes espertos de todo o globo sugerirem maneiras de vigiar asteroides que poderiam ameaçar a Terra.



Atualmente, a Nasa estima que somente 1% dos milhões de asteroides que se circulam por nosso sistema solar foi descoberto.

A Nasa chamou a série de concursos que forma a Asteroid Grand Challenge "um amplo chamado à ação" para defender a Terra de qualquer número de asteroides que possa estar avançando em nossa direção neste instante.

"Boas ideias podem vir de qualquer parte", disse Ben Burress, astrônomo no Chabot Space & Science Center em Oakland, que não está filiado ao Asteroid Grand Challenge da Nasa. "Há milhões de asteroides que não conhecemos, por isso a ideia de obter mais informação é realmente melhor. Vamos ser atingidos? Sim. A questão é, quando e o tamanho do asteroide."

Num vídeo anunciando a série de concursos, um narrador da Nasa diz: "A caça ao asteroide é uma atividade em que qualquer um pode se envolver, seja escrevendo um código de computador, construindo hardware, ou fazendo observações por um telescópio. A sobrevivência é sua própria recompensa. Cabe a cada um de nós proteger nosso planeta de asteroides".

E num lance para todos os cidadãos da Terra, o narrador diz: "Os dinossauros teriam se preocupado se soubessem deste problema".

Com a Nasa fora do negócio de lançar seres humanos ao espaço - e o astro de ação e matador de asteroides Bruce Willis no banco - a "defesa da Terra", como a Nasa a chama, está nas mãos de simples mortais.

Cientistas cidadãos. A Nasa primeiro convidou o que chama de cientistas cidadãos para se unirem na busca de asteroides mortais em março no festival South by Southwest em Austin, Texas, durante uma sessão intitulada "Seremos mais Inteligentes que os Dinossauros?"

Na sexta-feira, a Nasa encerrou terceiro concurso de sua competição para criar um algoritmo para detectar asteroides ocultos. Não menos do que 422 pessoas de 63 países - da Argentina ao Zimbábue - enviaram soluções algorítmicas.

A porta voz da Nasa, Sarah Ramsey, não soube dizer de imediato se chegaram contribuições das mentes mais brilhantes na escrita de algoritmos do Vale do Silício.

No total, a Nasa pretende dar US$ 35 mil este ano para pessoas que consigam imaginar como identificar asteroides ocultos.

Os concursos de algoritmos são administrados pelo Centro de Excelência para Inovação Cooperativa da Nasa. O centro usa o Tournament Lab da Nasa e sua parceria, a Harvard Business School, para seus concursos de desenvolvimento de algoritmo e software.

"Nos três últimos anos, a Nasa veio aprendendo e avançando a capacidade de aproveitar habilidades dispersas em algoritmo e codificação por meio do Tournament Lab da Nasa para resolver problemas complexos", disse o diretor do laboratório, Jason Crusan, numa declaração. "Agora estamos aplicando nossa experiência em concursos de algoritmos para ajudar a proteger o planeta de ameaças de asteroides pela análise de imagens."

Algoritmos. Este ano, a Nasa espera receber algoritmos de cientistas cidadãos que lhe permitirão encontrar e rastrear asteroides, identificar seu tamanho e forma, e se eles representam ameaças para a Terra - e depois criar maneiras de impedir que eles colidam e destruam nossas plantas, animais e seres humanos."

"Este é um grande problema global que precisa de todos para ser resolvido", disse Ramsey. "Não podemos fazê-lo sozinhos. Esta é a questão toda do grande desafio."

A Nasa planeja dez concursos este ano. Perguntado sobre quanto tempo durará o Asteroid Grand Challenge, Ramsey disse: "Até o problema ser resolvido".

Impactos de asteroides e meteoros

Eis os 10 impactos de asteroides ou meteoros mais recentes que deixaram uma "estrutura" - ou cratera.

1. cratera Kamil; Egito; data desconhecida

2. cratera Carancas; Peru; 7 anos atrás

3. cratera Sikhote-Alin; Rússia; 67 anos atrás

4. cratera Wabar; Arábia Saudita; 140 anos atrás

5. cratera Haviland/ Kansas; 1.000 anos atrás

6. cratera Sobolev; Rússia; 1.000 anos atrás

7. cratera Whitecourt, Alberta, Canadá; 1.100 anos atrás

8. cratera Campo Del Cielo. Argentina. 4.000 anos atrás

9. cratera Kaalijarv; Estônia; 4.000 anos atrás, mais ou menos 1.900 anos

10. cratera Henbury; Território Norte da Austrália; 4,200 anos atrás, mais ou menos 1.900 anos.

Nota: A lista não inclui asteroides que explodiram na atmosfera sem atingir a Terra.

Fonte: Planetary and Space Science Centre (PASSC) Earth Impact Database

Tradução de Celso Paciornik
Estadão


terça-feira, 6 de maio de 2014

Grandes Missões da Nasa - Missão Tripulada a Marte



Quando o então presidente George W. Bush anunciou seus planos para a exploração espacial norte-americana em 2004, ele destacou a necessidade de conduzir pesquisas robóticas em Marte em busca de evidências de vida como uma preparação para a futura exploração humana.

WERNHER VON BRAUN


O engenheiro de foguetes Wernher von Braun já havia escrito uma série de artigos na revista Collier’s Weekly sobre a possibilidade de uma frota de 10 potentes espaçonaves, cada uma tripulada por 70 astronautas, viajar à Marte quando seu foguete Saturno V enviasse a tripulação da Apollo 11 à Lua. Von Braun pretendia que sua visão se tornasse o próximo estágio do já bem-sucedido programa espacial tripulado da NASA. Seus ambiciosos planos iniciais foram revistos para transportar apenas 12 astronautas, que viajariam em espaçonaves gêmeas para Marte.


Esta missão mais modesta incluía um veículo orbital, um foguete nuclear de três estágios equipado com uma face triangular, e um módulo de excursão reutilizável para explorar a superfície do planeta. Os testes estavam previstos para começar em 1978, e o primeiro pouso em Marte seria em 1982. O projeto recebeu o apoio da NASA quando o Space Task Group (Grupo de Tarefas Espaciais) apresentou seu relatório final em setembro de 1969, recomendando o projeto completo.


Mas o final dos anos de 1970 foi a pior época do programa espacial. A expectativa de que o tesouro nacional gastasse cerca de US$78,2 bilhões em dez anos em uma estação espacial, uma base lunar, um ônibus espacial e na exploração de Marte não despertou a mesma euforia do primeiro pouso na Lua. Vôos longos tripulados não seduziram a imaginação do público. As imagens granuladas em branco e preto de um planeta desolado e empoeirado, enviadas pela sonda espacial Mariner 4, não convenceram a opinião pública. Distraída por iniciativas que garantiam mais votos, a administração de Nixon cortou o orçamento do sonho de Von Braun. O único elemento do projeto que sobreviveu foi o design do ônibus espacial.


O DESAFIO HUMANO

O programa Constellation, criado para estabelecer uma base habitada permanente na Lua, é o laboratório para a primeira exploração humana de Marte e outros planetas. Os astronautas que irão explorar Marte terão de resistir aos efeitos fisiológicos, aos perigos físicos e à pressão psicológica gerados por longos períodos de tempo no espaço. A viagem em si irá durar seis meses, e os efeitos da exposição crônica à gravidade zero e À prolongada dose de radiação sobre o corpo precisam ser minimizados. Mas as grande ameaças a uma missão para Marte são o bem-estar mental da tripulação e a forma como os astronautas irão interagir uns com os outros. Habilidades e cooperação, assim como excelente forma física, serão elementos essenciais para uma missão de longa duração bem-sucedida. Um dos problemas das missões espaciais muito prolongadas é a solidão do trabalho incessante durante a viagem. O efeito dos seis meses de permanência da tripulação na Estação Espacial Internacional fez com que a NASA mudasse a forma de selecionar e treinar novos astronautas para missões longas. As explorações espaciais tripuladas do futuro exigem que os seres humanos não só sobrevivam a missões de longa duração, mas também que se adaptem ao novo ambiente e se readaptem com sucesso ao retornar à Terra.


PERIGOS FÍSICOS 

Viajantes espaciais interplanetários enfrentam dois tipos principais de radiações perigosas, prótons de baixa energia e de alta energia. Prótons de baixa-energia são expelidos pelo Sol durante tempestades solares. Quando eles colidem com a magnetosfera da Terra, produzem as maravilhosas auroras. No entanto, para os astronautas que não contam com a proteção da magnetosfera, estes prótons podem ser fatais. Raios cósmicos galácticos são fluxos de prótons de alta energia. Eles fluem pelo espaço interplanetário, representando um perigo para a saúde dos astronautas a longo prazo. Eles debilitam o DNA, tornando os astronautas suscetíveis ao câncer.


EXPLORAÇÃO


Desde os primeiros escritos de Von Braun sobre o assunto, uma frota de orbitadores, aterrissadores e veículos por controle remoto registraram, fotografaram e mapearam a atmosfera e a superfície de Marte. A exploração robótica continuada está ajudando a identificar possíveis locais de pouso e a disponibilidade de gelo e outros recursos utilizáveis para bases tripuladas. A missão “Mars Sample Return” pretende enviar à Terra amostras do solo para uma análise prévia antes do envio de qualquer missão tripulada. Enquanto isso, o programa Scout da NASA, uma série de missões robóticas investigativas de longo prazo, está recolhendo dados de gelo e do solo de Marte. O aterrissador Phoenix, instalado na superfície de Marte por três meses, está verificando evidências de que o local tenha sido anteriormente favorável à vida.


MARTE: A VISÃO


Quando os seres humanos forem tecnicamente e fisicamente capazes de viajar a Marte, eles viajarão em comboio. Cada missão a Marte irá incluir três veículos, dois veículos de carga e um veículo pilotado que irá voltar à Terra. A NASA acredita que a carga deverá ser transportada para Marte 26 meses antes das tripulações. Quando os astronautas chegarem, eles permanecerão em missões de longa duração de até 18 meses. O tempo de viagem é de cerca de seis meses, e a missão irá se aproveitar do alinhamento ideal entre a Terra e Marte. Este engenhoso atalho diminuirá o período de tempo de viagem da tripulação pelo espaço, a exposição à radiação e à microgravidade.


Fonte: Discovery Brasil