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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Lucro do Santander supera expectativas e chega a R$ 3,8 bi no segundo trimestre

O lucro líquido do Santander Brasil superou as estimativas do mercado nesta quinta-feira (30/7). O banco registrou lucro líquido societário de R$ 3,881 bilhões de abril a junho. No segundo trimestre de 2014, esse resultado tinha sido de R$ 528 milhões.



No primeiro semestre, o lucro líquido foi de R$ 4,565 bilhões, mais de quatro vezes o resultado de R$ 1,046 bilhão de igual período no ano passado. Já a receita de prestação de serviços chegou a R$ 2,910 bilhões no segundo trimestre de 2015, frente a R$ 2,683 bilhões em igual período do ano passado.

O resultado do Brasil foi devido a reversão tributária. O banco havia separado uma provisão financeira para cobrir o processo na Justiça referente a obrigações legais relativas à Cofins no montante estimado de R$ 4,8 bilhões. Em maio, no entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou seguimento a um recurso e essa provisão passou a ser contabilizada no balanço do banco.

No mundo, o lucro líquido do Santander foi de 2,54 bilhões de euros, frente a 1,45 bilhões de euros um ano antes. Sem os ganhos por causa da decisão da Justiça brasileira, o lucro teria sido menor, de 1,71 bilhão de euros.

Em seu balanço global, o Santander informou que o Brasil respondeu por 20% do resultado. A Europa responde por 54% do lucro, sendo 21% do Reino Unido e 16% da Espanha. A América Latina tem fatia de 37% do resultado global. Depois do Brasil (20%), o maior mercado é o México, com 7%.


Jornal do Brasil


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Banco do Brasil financia até 90% do imóvel novo ou usado



O BB (Banco do Brasil) anunciou nesta semana uma linha de crédito para financiar até 90% de imóveis com valor total de até R$ 400 mil. O banco vai na contramão da Caixa Econômica Federal, que reduziu de 80% para 50% o teto dos financiamentos de imóveis usados avaliados em até R$ 750 mil.
 

O prazo máximo para o pagamento do financiamento é de até 360 meses e a taxa de juros é de 9% ao ano.
 
Para contratar o financiamento, o banco exige que o cliente possua conta ativa do FGTS e tenha feito, ao menos, 36 contribuições — consecutivas ou não — para o fundo.
Para quem não tem conta ativa no FGTS, é preciso ter saldo total igual ou superior a 10% do valor do imóvel (ou do valor de compra e venda, o que for maior).

Esssa linha de crédito imobiliário é conhecida no banco como Pró-Cotista e teve suas condições definidas, em maio, pelo Conselho Curador do FGTS (Resolução nº 774). A estimativa do Banco do Brasil é disponibilizar cerca de R$ 1 bilhão para novas operações.
Pelo menos 2,2 milhões de clientes poderão se interessar por essa linha de financiamento, segundo estimativas do BB.
De acordo com o BB, sua carteira de crédito imobiliário chegou a R$ 42,06 bilhões em abril — o que corresponde a crescimento de 45,9% em 12 meses.


Via R7


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Santander revisa projeção do PIB de 2015 de -1,5% para -1,9%

Após Bradesco e Itaú cortarem suas projeções de crescimento para a economia, o Santander anunciou nesta quinta-feira, 16, que revisou sua estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 de retração de 1,5% para queda de 1,9%. A projeção para 2016 também foi reduzida, de +0,5% para +0,1%.


Santander


Antes de anunciar a revisão, o economista do Santander Brasil, Rodolfo Margato, afirmou à reportagem que estava reavaliando os números por verificar "uma contração na atividade econômica bastante disseminada entre os setores, com surpresas negativas no varejo, a indústria com estoques muito elevados e níveis de confiança de empresários e consumidores nos patamares mais baixos das séries históricas", comenta.


Margato acredita que os primeiros sinais de uma recuperação mais consistente da economia brasileira poderiam surgir na segunda metade do próximo ano, o que levaria a um crescimento moderado em 2017.
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Essa perspectiva, no entanto, considera a materialização de ajustes importantes na economia, não só nos âmbitos fiscal e monetário, mas também da relação entre câmbio e salários.


"O atual processo de deterioração do mercado de trabalho deve persistir em 2016, causando uma queda dos salários em termos reais, que junto com a depreciação do câmbio gerariam mais exportações, levando a um aumento de produção e investimentos. É uma janela de oportunidade a partir de 2017, mas que considera a concretização dos ajustes de preços relativos da economia", comentou o economista do Santander, antes de divulgar a revisão dos números.


Mesmo com a tentativa de ajuste fiscal e monetário, a equipe econômica do governo da presidente Dilma Rousseff, comandada por Joaquim Levy, está cada vez com mais dificuldades para convencer o mercado de que a retração da economia em 2015 não vai extrapolar para 2016.


Na primeira pesquisa Focus deste ano, as projeções de crescimento para 2016 eram de 1,80%. Agora, já estão em 0,50%, mas tendem a voltar a cair em breve.


Nesta semana, o Bradesco revisou de 0,5% para zero sua previsão para o desempenho da atividade no próximo ano, citando o forte carrego estatístico de 2015, que deve ter contração de 1,8%.
Nesta quarta-feira, foi a vez do Itaú Unibanco, que cortou de 0,3% para -0,2% a perspectiva sobre o desempenho da economia em 2016, após o tombo de 2,2% esperado para este ano.




Via Exame


sábado, 18 de abril de 2015

HSBC pode deixar mercado brasileiro e outros emergentes




São Paulo - O HSBC, maior banco europeu em valor de mercado, faz planos de parar de operar no Brasil e em outros países emergentes, segundo reportagem do Financial Times, da última sexta-feira.
De acordo com o jornal, a ideia do banco é retirar suas operações de varejo e operações de investimentos de alguns mercados que não atingem desempenho esperado.

Além do Brasil, a Turquia é outro país que o HSBC avalia retirar seus negócios.

Depois de assumir um prejuízo de mais de meio bilhão de reais em 2014 no Brasil, o HSBC anunciou em fevereiro o fechamento de 21 agências por aqui.

Segundo balanço da companhia, divulgado na ocasião, as agências que encerraram suas operações estavam localizadas "em áreas com menor potencial de crescimento".


Via Exame


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Agência Fitch muda para negativa a perspectiva de bancos brasileiros


A agência de classificação de risco Fitch revisou nesta segunda-feira (13) a perspectiva da nota dos bancos brasileiros, de estável para negativa. As revisões envolvem diversos grupos financeiros, incluindo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo a Fitch, as ações de rating seguem a recente revisão da perspectiva da nota de crédito do Brasil, também de estável para negativa, e a análise divulgada no último dia 6 de que os bancos brasileiros enfrentarão "tempos difíceis" este ano e deverão lucrar menos em 2015.

As notas do Bradesco e Itaú permanecem um degrau acima das de bancos controlados pelo governo como Banco do Brasil, BNDES e Caixa.

"A Fitch continua a acreditar que os perfis de crédito, tanto do Bradesco como do grupo Itaú atendam aos critérios para serem classificados acima do rating soberano, devido à sua diversificada e estável captação, à forte lucratividade no Brasil, em comparação com outros bancos em todo o mundo, ao seu diversificado mix de negócios, sólidos e adequados recursos, boas tendências da qualidade de ativos, suportados por forte provisionamento para perdas de crédito e capital suficiente", destacou a agência.

A Fitch ressalva, porém, que os dois bancos [Bradesco e Itaú] deverão continuar sendo afetados pelo desenvolvimento do mercado financeiro brasileiro, "resultando em mudança estrutural de sua lucratividade e tendências de capitalização".

Lucro menor


 Na última semana, a Fitch divulgou um relatório prevendo que os
bancos brasileiros devem lucrar menos em 2015, mas que essa queda será "administrável" e dentro de faixas aceitáveis para os ratings da maioria dos bancos.

Os bancos públicos deverão ser os mais afetados, seguidos pelos de pequeno e médio porte, segundo a agência. A lucratividade menor, disse a Fitch, se deve ao aumento nas despesas de provisionamento (reserva que os bancos guardam para cobrir calotes), em razão do fraco ambiente operacional.

Confira a relação de bancos envolvidos nas ações de rating:

Banco da Amazônia S.A. (BdA)

Banco do Brasil S.A. (BdB)

Banco Votorantim S.A. (BV)

BV Leasing Arrendamento Mercantil S.A. (BV Leasing)

Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB)

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Caixa Econômica Federal (Caixa)

Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. (Banrisul)

Banco Société Generale Brasil S.A. (BSGBr)

Banco Cacique S.A. (Cacique)

Banco Pecúnia S.A. (Pecúnia)

Banco Santander (Brasil) S.A. (Santander Brasil)

Santander Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (Santander Leasing)

Banco Safra S.A. (Safra)

Safra Leasing S.A. Arrendamento Mercantil (Safra Leasing)

Banco Bradesco S.A. (Bradesco)

Bradesco Seguros S.A. (Bradesco Seguros)

Itaú Unibanco Holding S.A. (IUH)

Itaú Unibanco S.A. (Itaú Unibanco)

Banco Itaú BBA S.A. (IBBA).



Via G1


sábado, 27 de setembro de 2014

Bancários rejeitam proposta de bancos e decidem por greve no país


Bancários decidiram em assembleias realizadas na quinta-feira (25) entrar em greve por tempo indeterminado no Brasil a partir da próxima semana após rejeitar proposta de reajuste salarial feita pelos bancos, informou entidade sindical que representa a categoria nesta quinta-feira.

Os bancários aprovaram decretação de greve a partir de 30 de setembro depois que sindicatos consideraram como insuficiente oferta de reajustes de 7% no salário e de 7,5% no piso da categoria. Os trabalhadores cobram aumento salarial de 12,5%, décimo quarto salário e piso de R$ 2.975,49.

O reajuste de 7% oferecido pelos bancos corresponde a 0,61% de aumento real, enquanto o reajuste do piso fica 1,08% acima da inflação, informou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) em comunicado à imprensa.

Os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias no ano passado, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.





quinta-feira, 31 de julho de 2014

Bradesco lucra R$3,8 bi no 2º tri; crédito avança apenas 8%

Reuters

O Bradesco abriu nesta quinta-feira a temporada de divulgação de resultados de bancos brasileiros do segundo trimestre reportando um lucro líquido de 3,778 bilhões de reais no período, alta anual de 28,1 por cento.

Em bases recorrentes, o lucro do segundo maior banco privado do país foi de 3,804 bilhões de reais no período, aumento de 27,7 por cento na comparação anual. A previsão média de oito analistas ouvidos pela Reuters apontava para lucro recorrente de 3,59 bilhões de reais no período.

O banco sediado na Osasco (SP) viu uma expansão de 8,1 por cento da sua carteira de crédito em 12 meses, para 435,23 bilhões de reais. Os financiamentos para empresas avançaram 7,5 por cento na mesma comparação, enquanto os empréstimos para pessoas físicas tiveram alta de 9,6 por cento.

No fim de junho, o índice de inadimplência do Bradesco, medido pelo saldo de operações vencidas há mais de 90 dias, foi de 3,5 por cento, ante 3,4 por cento em março e 3,7 por cento um ano antes.

As despesas com provisões para perdas com inadimplência somaram 3,141 bilhões de reais no trimestre, alta de 1,5 por cento em relação a igual período de 2013.

As receitas do Bradesco com prestação de serviços, incluindo produtos como cartões de crédito, atingiram 5,328 bilhões de reais, elevação anual de 6,9 por cento.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), medida de rentabilidade usado pelas instituições financeiras, ficou em 20,7 por cento, contra 20,5 por cento no trimestre anterior e 18,8 por cento na comparação ano a ano. Analistas esperavam, em média, ROE de 19,1% por cento para o Bradesco no período.


(Por Aluísio Alves e Guillermo Parra-Bernal)




sexta-feira, 25 de julho de 2014

BC: bancos terão até mais R$ 45 bi em caixa com medidas

O Banco Central (BC) anunciou nesta sexta-feira (25) medidas para melhorar a distribuição de liquidez (recursos disponíveis) na economia. Foram alteradas normas de recolhimentos compulsórios - dinheiro que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC, sobre recursos a prazo e à vista - com impacto estimado em R$ 30 bilhões.

Segundo o BC, para adotar as medidas foi considerada a evolução dos recolhimentos compulsórios nos últimos anos, que passou de R$ 194 bilhões ao final de 2009 para cerca de R$ 405 bilhões atualmente. O BC também cita a recente moderação na concessão do crédito, a inadimplência em patamares relativamente baixos e o recuo do nível de risco no sistema financeiro nacional.

Uma das medidas permite que até 50% do recolhimento compulsório referente a depósito a prazo sejam cumpridos com operações de crédito. Assim, pelo prazo de um ano, 50% dos valores recolhidos poderão ser usados pelos bancos na contratação de novas operações de crédito e na compra de carteiras diversificadas (pessoas jurídicas e físicas) de outras instituições.

O BC ampliou o rol de instituições financeiras elegíveis - de 58 para 134 - à condição de cedentes (vendedoras) das operações para fins de dedução do recolhimento. Instituições financeiras cujo Patrimônio de Referência Nível 1, na posição de dezembro de 2013, seja inferior a R$ 3,5 bilhões serão elegíveis, sem restrições.

A outra medida teve o objetivo de ampliar o número de bancos que poderão usar parte (até 20%) de seus recolhimentos compulsórios sobre depósitos à vista para empréstimos e financiamentos que sejam enquadráveis no Programa de Sustentação do Investimento (PSI). Para isso, o BC reduziu de R$ 6 bilhões para R$ 3 bilhões o valor do Patrimônio de Referência Nível 1 das instituições.



Via DCI


sábado, 24 de maio de 2014

Bancos já fecharam mais de 2.500 postos de trabalho em 2014

O sistema financeiro fechou 2.567 postos de trabalho de janeiro a abril de 2014, mostra a Pesquisa de Emprego Bancário, da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), divulgada nesta quinta-feira (22).

Enquanto os bancos privados e o Banco do Brasil cortaram postos de trabalho, a Caixa Econômica Federal abriu 1.256 vagas no mesmo período.

Para a Contraf-CUT, a redução de empregos nos bancos contraria o movimento da economia brasileira, que gerou 458.145 novos empregos formais no primeiro quadrimestre do ano.

Segundo o estudo, além da diminuição de vagas, a rotatividade permaneceu alta no período. Os bancos brasileiros contrataram 11.080 funcionários e desligaram 13.647.

Um total de 15 Estados apresentaram saldos negativos de emprego. Os maiores cortes ocorreram em São Paulo, no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e em Minas Gerais, com 1.301, 381, 362 e 251 cortes, respectivamente. O Estado com maior saldo positivo foi o Pará, com a geração de 128 novos postos.

A pesquisa mostra também que o salário médio dos admitidos pelos bancos nos primeiros quatro meses do ano foi R$ 3.221,18, contra o salário médio de R$ 5.206,73 dos desligados. Assim, os trabalhadores que entraram nos bancos receberam valor médio equivalente a 61,9% da remuneração dos que saíram.

Enquanto a média dos salários dos homens na admissão foi R$ 3.660,01 de janeiro a abril deste ano, a remuneração das mulheres ficou em R$ 2.776,30, valor que representa 75,9% da remuneração de contratação dos homens.

A média dos salários dos homens no desligamento foi R$ 6.027,18, enquanto a remuneração das mulheres foi R$ 4.333,27. Isso significa que o salário médio das mulheres no desligamento equivale a 71,9% da remuneração dos homens.

A pesquisa é feita em parceria com o (Dieese) Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego.


R7


quarta-feira, 14 de maio de 2014

Banco do Brasil e Bradesco fazem parceria para criar programa de fidelidade

O Banco do Brasil (BB) e Bradesco informaram, por meio de comunicado ao mercado, que iniciaram tratativas para explorar negócios relacionados a programa de fidelidade, chamado Livelo.

O programa de fidelidade vai permitir que o cliente acumule e resgate pontos de diversos parceiros. Mas o início da operação, do novo negócio, está sujeito ao cumprimento das formalidades legais e regulatórias aplicáveis, diz o comunicado.

Ainda de acordo com o comunicado, a Livelo é uma sociedade com participação indireta do BB, com 49,99% do capital social, e do Bradesco, com 50,01% do capital social, por meio da Companhia Brasileira de Soluções e Serviços.



A atuação do programa de fidelidade será por meio de parceiros: emissores de instrumentos de pagamento, varejistas e demais programas de fidelidade, dentre outros. Os bancos esperam reunir um grupo diversificado de parceiros relevantes e estratégicos, tanto na geração de pontos de fidelidade quanto nas possibilidades de resgate de benefícios. Também é objetivo das instituições financeiras desenvolver pontos de fidelidade próprios a serem oferecidos aos parceiros de geração e acúmulo de pontos e conversíveis em prêmios e benefícios nos parceiros de resgate.


Fonte: DCI


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Bradesco promete ser competitivo em juros para acelerar crédito

SÃO PAULO (Reuters) - O Bradesco sinalizou nesta quinta-feira que usará taxas competitivas de juros na concessão de crédito após um crescimento modesto da carteira no primeiro trimestre ocorrido em um cenário de desaceleração da economia doméstica.

No primeiro trimestre, a carteira de financiamentos do banco cresceu 10,4 por cento, quase no piso do intervalo previsto para 2014, de entre 10 e 14 por cento.

"Houve uma recuperação (no crédito) a partir de março e acreditamos que isso se prolongue nos próximos trimestres", disse o presidente-executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, em teleconferência com jornalistas.

"Prevemos que ao longo do ano evoluamos para o centro da margem prevista", adicionou o diretor executivo Luiz Carlos Angelotti, afirmando que o banco vai oferecer taxas competitivas, mas sem dar detalhes.

Por outro lado, os executivos também previram melhora da margem financeira com juros, cujo crescimento anual foi de 4,2 por cento no trimestre ante meta fixada de 6 a 10 por cento para 2014.

Os objetivos aparentemente contraditórios expõem o desafio dos bancos privados de equilibrar rentabilidade e crescimento diante de rivalidade com os bancos estatais.

Após seguidas elevações dos juros pelo Banco Central desde o ano passado para conter a inflação, a taxa básica da economia está em 11 por cento ao ano. Em outra frente, a pesquisa Focus do BC com instituições financeiras mostrou nesta semana piora na previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2014. De dezembro para cá, a previsão de alta caiu de 2 para cerca de 1,6 por cento.

Na ponta positiva, o Bradesco viu seu índice de inadimplência cair a 3,4 por cento, o menor nível em cinco anos. O banco também viu queda das despesas administrativas, o que ajudou na alta de 18 por cento no lucro de janeiro a março. O lucro recorrente também veio pouco acima da média das previsões do mercado.

Às 14h41, a ação do Bradesco subia 1,6 por cento, a 33,53 reais, enquanto o Ibovespa avançava 0,11 por cento, refletindo avaliação ligeiramente otimista do balanço do banco por analistas do setor.

"A primeira leitura foi de um resultado forte. Carteira, margens e tesouraria continuam pressionadas. Mas do outro lado, o banco fez bom trabalho em receita de serviços e em custos e manteve a qualidade de ativo sob controle", comentaram os analistas do BTG Pactual, em nota a clientes.

"Itens fundamentais, como o crescimento do crédito, as margens e despesas de provisão tiveram melhora suave", afirmou o analista do Goldman Sachs, Carlos Macedo, para quem a melhora do índice de eficiência deve apoiar resultados em 2014, mesmo que as margens sigam fracas.